Morashá

CARTA AO LEITOR:
ANO XXII N.88 JUNHO 2015

O Povo Judeu introduziu no mundo conceitos e ideias hoje tão arraigados na consciência humana que poucos sabem que se originaram do judaísmo. Um dos conceitos de maior importância é o de Tikun Olam, que literalmente significa a “correção do mundo”. Mesmo quando quase a totalidade do Povo Judeu vivia na Diáspora, sofrendo discriminação e perseguições, nunca abandonamos esse conceito. E desde o estabelecimento do Estado de Israel, o Povo Judeu tem praticado o  Tikun Olam de forma mais organizada.

No dia 25 de abril deste ano, um terremoto atingiu o Nepal, matando cerca de 8 mil pessoas. Já no dia seguinte à catástrofe, as Forças de Defesa de Israel enviaram uma missão de 260 pessoas, incluindo 122 médicos e uma equipe de busca e resgate, além de 95 toneladas de ajuda humanitária e equipamentos ao Nepal.

Essa certamente não foi a primeira vez que o Estado Judeu ofereceu ajuda em catástrofes. As FDI atuaram, entre outros, em 1998 no Quênia e na Tanzânia após ataques da Al-Qaeda; na Turquia, em 1999, depois do terremoto que matou mais de 3 mil no país; em 2004, em Nova Orleans, devastada pelo furacão Katrina; e, na costa da Tailândia, arrasada por um tsunami. Em 2010, nove horas após um terremoto ter levado a destruição ao Haiti, as Forças de Defesa de Israel desembarcavam nesse país.

Samantha Powers, embaixadora americana nas  Nações Unidas, declarou recentemente: “Vejam  a participação de Israel em missões da ONU nas  crises humanitárias globais, como o recente surto de Ebola – uma causa à qual Israel contribuiu com um  dos mais altos valores per capita em dinheiro e recursos – ao mesmo tempo em que entregou unidades móveis de tratamento do vírus aos países afetados.  Ou pensem sobre sua rápida ação após o devastador terremoto no Haiti em 2010 – o hospital de  campanha com 200 funcionários que Israel implantou, em conjunto com a ajuda dos EUA, apenas 4 dias após ocorrer o terremoto. Se isso não é a personificação do conceito de Tikun Olam em nossos dias, o que seria, então?”.

Israel ajuda até a população de países que tentam aniquilá-lo – como no caso da guerra civil na Síria, que já dura 4 anos e custou a vida de mais de 200 mil pessoas. Entre mortos e feridos, há muitas crianças.  O mundo pouco ou nada faz para impedir essa situação e ninguém prestou ajuda à população síria – à exceção de Israel. Desde a eclosão da guerra civil, os hospitais israelenses já trataram mais de 2 mil sírios. É a CNN – não uma publicação judaica – quem revela isso. O porta-voz das FDI declarou à CNN: “Quando alguém vem até a fronteira (entre Síria e Israel), não perguntamos quem são. Se nos certificamos que não portam armas, eles obtêm a assistência médica que necessitam”.

É importante enfatizar que Israel não mantém relações significativas – econômicas, políticas ou militares – com países como Nepal e Haiti. Estes nem sequer costumam votar a favor de Israel nas Nações Unidas. E se alguém suspeita que a ação de Israel visa melhorar sua imagem no mundo, a realidade é que o Estado Judeu ajuda países carentes, principalmente os africanos, desde sua fundação, e nada disso ajudou a diminuir os sentimentos contra Israel ao redor do mundo. Mas, apesar de todos seus esforços humanitários, Israel ainda é o país mais condenado na ONU. A verdade é que a ajuda humanitária é prestada de forma incondicional – porque para o Povo Judeu, a vida é sagrada e todos merecem ajuda, não apenas nossos amigos e aliados.

Ao longo da história, muitas injustiças foram ditas a respeito do Povo Judeu e, desde sua fundação, sobre o Estado Judeu. Em muitos canais de mídia, o país é vilificado. A realidade é que, além de ser a única verdadeira democracia do Oriente Médio, um país livre e moderno, Israel é também uma fonte de luz em uma região envolta por muita escuridão. Esperamos que a  luz de Israel se espalhe por todo o Oriente Médio  – que não haja mais guerras ou violência na região – e que prevaleça a verdade, a justiça e a paz.

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CARTA AO LEITOR:
ANO XXII N.88 JUNHO 2015

O Povo Judeu introduziu no mundo conceitos e ideias hoje tão arraigados na consciência humana que poucos sabem que se originaram do judaísmo. Um dos conceitos de maior importância é o de Tikun Olam, que literalmente significa a “correção do mundo”. Mesmo quando quase a totalidade do Povo Judeu vivia na Diáspora, sofrendo discriminação e perseguições, nunca abandonamos esse conceito. E desde o estabelecimento do Estado de Israel, o Povo Judeu tem praticado o  Tikun Olam de forma mais organizada.

No dia 25 de abril deste ano, um terremoto atingiu o Nepal, matando cerca de 8 mil pessoas. Já no dia seguinte à catástrofe, as Forças de Defesa de Israel enviaram uma missão de 260 pessoas, incluindo 122 médicos e uma equipe de busca e resgate, além de 95 toneladas de ajuda humanitária e equipamentos ao Nepal.

Essa certamente não foi a primeira vez que o Estado Judeu ofereceu ajuda em catástrofes. As FDI atuaram, entre outros, em 1998 no Quênia e na Tanzânia após ataques da Al-Qaeda; na Turquia, em 1999, depois do terremoto que matou mais de 3 mil no país; em 2004, em Nova Orleans, devastada pelo furacão Katrina; e, na costa da Tailândia, arrasada por um tsunami. Em 2010, nove horas após um terremoto ter levado a destruição ao Haiti, as Forças de Defesa de Israel desembarcavam nesse país.

Samantha Powers, embaixadora americana nas  Nações Unidas, declarou recentemente: “Vejam  a participação de Israel em missões da ONU nas  crises humanitárias globais, como o recente surto de Ebola – uma causa à qual Israel contribuiu com um  dos mais altos valores per capita em dinheiro e recursos – ao mesmo tempo em que entregou unidades móveis de tratamento do vírus aos países afetados.  Ou pensem sobre sua rápida ação após o devastador terremoto no Haiti em 2010 – o hospital de  campanha com 200 funcionários que Israel implantou, em conjunto com a ajuda dos EUA, apenas 4 dias após ocorrer o terremoto. Se isso não é a personificação do conceito de Tikun Olam em nossos dias, o que seria, então?”.

Israel ajuda até a população de países que tentam aniquilá-lo – como no caso da guerra civil na Síria, que já dura 4 anos e custou a vida de mais de 200 mil pessoas. Entre mortos e feridos, há muitas crianças.  O mundo pouco ou nada faz para impedir essa situação e ninguém prestou ajuda à população síria – à exceção de Israel. Desde a eclosão da guerra civil, os hospitais israelenses já trataram mais de 2 mil sírios. É a CNN – não uma publicação judaica – quem revela isso. O porta-voz das FDI declarou à CNN: “Quando alguém vem até a fronteira (entre Síria e Israel), não perguntamos quem são. Se nos certificamos que não portam armas, eles obtêm a assistência médica que necessitam”.

É importante enfatizar que Israel não mantém relações significativas – econômicas, políticas ou militares – com países como Nepal e Haiti. Estes nem sequer costumam votar a favor de Israel nas Nações Unidas. E se alguém suspeita que a ação de Israel visa melhorar sua imagem no mundo, a realidade é que o Estado Judeu ajuda países carentes, principalmente os africanos, desde sua fundação, e nada disso ajudou a diminuir os sentimentos contra Israel ao redor do mundo. Mas, apesar de todos seus esforços humanitários, Israel ainda é o país mais condenado na ONU. A verdade é que a ajuda humanitária é prestada de forma incondicional – porque para o Povo Judeu, a vida é sagrada e todos merecem ajuda, não apenas nossos amigos e aliados.

Ao longo da história, muitas injustiças foram ditas a respeito do Povo Judeu e, desde sua fundação, sobre o Estado Judeu. Em muitos canais de mídia, o país é vilificado. A realidade é que, além de ser a única verdadeira democracia do Oriente Médio, um país livre e moderno, Israel é também uma fonte de luz em uma região envolta por muita escuridão. Esperamos que a  luz de Israel se espalhe por todo o Oriente Médio  – que não haja mais guerras ou violência na região – e que prevaleça a verdade, a justiça e a paz.


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LEIS, COSTUMES E TRADIÇÕES

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ARTE E CULTURA

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Edição 88 - Junho de 2015

HISTÓRIA DE ISRAEL

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Edição 88 - Junho de 2015

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Edição 88 - Junho de 2015

TISHÁ B´AV

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