Morashá

CARTA AO LEITOR:
ANO XXI N.84 JULHO 2014

Tishá b´Av, o nono dia do mês hebraico de Menachem Av, é o dia mais triste do calendário judaico – a data em que foram destruídos ambos os Templos de Jerusalém. Desde a queda do Segundo Templo, vários eventos trágicos – tanto para o Povo Judeu como para o restante da humanidade – ocorreram nessa data.

O nono dia de Av e as Três Semanas de Luto que o precedem são dias de autorreflexão, em que devemos fazer um exame de consciência, tanto individual como coletivo.

Contudo, o judaísmo não vê com bons olhos a tristeza. Diz um ensinamento judaico que tudo que ocorre na vida é para o bem e que devemos nos esforçar para enxergar a luz. Mesmo em meio à escuridão. Qual, então, o aspecto positivo da data mais triste do ano judaico?

Tishá b’Av é também uma data que simboliza a eternidade judaica. É a própria evidência de que, apesar de todas as adversidades e tragédias que vivenciou, o Povo Judeu não apenas sobreviveu, mas floresceu. Qualquer pessoa que tivesse presenciado a queda do Segundo Templo de Jerusalém, o poderio romano e a destruição da pátria judaica, poderia apostar que o poderoso Império Romano duraria para sempre e que o Povo de Israel logo desapareceria da Terra. Ocorreu o inverso. O Império Romano desapareceu, tendo sido relegado aos livros de História. Já o Povo de Israel, apesar do exílio, das perseguições, dos massacres, da assimilação e do genocídio, permanece uma nação forte e vibrante. Um povo que foi expulso de sua pátria há dois milênios, a ela retornou, construiu um estado moderno e, em 66 anos, tornou-se um oásis de democracia, tecnologia e progresso no Oriente Médio.

Mark Twain,um dos grandes escritores norte-americanos, escreveu o seguinte a respeito dos judeus: “Se as estatísticas estão corretas, os judeus constituem apenas um por cento da raça humana (...). Adequadamente, jamais se ouviria falar dos judeus; porém se fala, e sempre se ouviu falar deles (...). Suas contribuições aos grandes nomes do mundo na literatura, ciência, arte, música, finanças, medicina também estão fora de proporção com seu pequeno número. Têm feito uma luta maravilhosa no mundo, em todas as épocas; e o têm feito com as mãos atadas nas costas (...)”.

As palavras de Mark Twain reverberaram ao longo dos séculos. O que ele escreveu a respeito do Povo Judeu vale especialmente para a geração que sobreviveu ao Holocausto, reconstituiu um Estado Judeu na Terra de Israel e fez com que o judaísmo voltasse a florescer.

“Somos a geração de Jó e de Jerusalém”, escreveu Elie Wiesel. De fato, a geração do Holocausto sofreu mais do que qualquer outra. Mas foi ela que liderou o retorno a Israel e Jerusalém e reconstituiu um Estado Judeu na Terra de Israel.

Tishá b’Av é o dia de Jó e de Jerusalém. Por um lado, é a data mais difícil do calendário judaico. Por outro, celebra a imortalidade do Povo Judeu. No nono dia de Av, jejuamos, lamentamos e nos enlutamos – tanto pela destruição da Casa de D’us como pelo exílio e sofrimento de nosso povo. Mas Tishá b’Av contém uma centelha sutil, mas muito poderosa: a constatação de que sobrevivemos aos assírios, aos babilônios, aos romanos, aos inquisidores, aos nazistas e a todos aqueles que lutaram, em vão, contra a eternidade dos Filhos de Israel.

Há uma tradição que ensina que Tishá b’Av, o dia em que caíram os dois Templos, será a data na qual o Terceiro Templo será erguido. A partir de então, o nono dia de Av deixará de ser o dia mais triste do calendário judaico e passará a ser o mais feliz.

Esperamos que essa era de paz se inicie em breve, para o Povo de Israel e para a humanidade toda.

LEIA A CARTA NA ÍNTEGRA...

CARTA AO LEITOR:
ANO XXI N.84 JULHO 2014

Tishá b´Av, o nono dia do mês hebraico de Menachem Av, é o dia mais triste do calendário judaico – a data em que foram destruídos ambos os Templos de Jerusalém. Desde a queda do Segundo Templo, vários eventos trágicos – tanto para o Povo Judeu como para o restante da humanidade – ocorreram nessa data.

O nono dia de Av e as Três Semanas de Luto que o precedem são dias de autorreflexão, em que devemos fazer um exame de consciência, tanto individual como coletivo.

Contudo, o judaísmo não vê com bons olhos a tristeza. Diz um ensinamento judaico que tudo que ocorre na vida é para o bem e que devemos nos esforçar para enxergar a luz. Mesmo em meio à escuridão. Qual, então, o aspecto positivo da data mais triste do ano judaico?

Tishá b’Av é também uma data que simboliza a eternidade judaica. É a própria evidência de que, apesar de todas as adversidades e tragédias que vivenciou, o Povo Judeu não apenas sobreviveu, mas floresceu. Qualquer pessoa que tivesse presenciado a queda do Segundo Templo de Jerusalém, o poderio romano e a destruição da pátria judaica, poderia apostar que o poderoso Império Romano duraria para sempre e que o Povo de Israel logo desapareceria da Terra. Ocorreu o inverso. O Império Romano desapareceu, tendo sido relegado aos livros de História. Já o Povo de Israel, apesar do exílio, das perseguições, dos massacres, da assimilação e do genocídio, permanece uma nação forte e vibrante. Um povo que foi expulso de sua pátria há dois milênios, a ela retornou, construiu um estado moderno e, em 66 anos, tornou-se um oásis de democracia, tecnologia e progresso no Oriente Médio.

Mark Twain,um dos grandes escritores norte-americanos, escreveu o seguinte a respeito dos judeus: “Se as estatísticas estão corretas, os judeus constituem apenas um por cento da raça humana (...). Adequadamente, jamais se ouviria falar dos judeus; porém se fala, e sempre se ouviu falar deles (...). Suas contribuições aos grandes nomes do mundo na literatura, ciência, arte, música, finanças, medicina também estão fora de proporção com seu pequeno número. Têm feito uma luta maravilhosa no mundo, em todas as épocas; e o têm feito com as mãos atadas nas costas (...)”.

As palavras de Mark Twain reverberaram ao longo dos séculos. O que ele escreveu a respeito do Povo Judeu vale especialmente para a geração que sobreviveu ao Holocausto, reconstituiu um Estado Judeu na Terra de Israel e fez com que o judaísmo voltasse a florescer.

“Somos a geração de Jó e de Jerusalém”, escreveu Elie Wiesel. De fato, a geração do Holocausto sofreu mais do que qualquer outra. Mas foi ela que liderou o retorno a Israel e Jerusalém e reconstituiu um Estado Judeu na Terra de Israel.

Tishá b’Av é o dia de Jó e de Jerusalém. Por um lado, é a data mais difícil do calendário judaico. Por outro, celebra a imortalidade do Povo Judeu. No nono dia de Av, jejuamos, lamentamos e nos enlutamos – tanto pela destruição da Casa de D’us como pelo exílio e sofrimento de nosso povo. Mas Tishá b’Av contém uma centelha sutil, mas muito poderosa: a constatação de que sobrevivemos aos assírios, aos babilônios, aos romanos, aos inquisidores, aos nazistas e a todos aqueles que lutaram, em vão, contra a eternidade dos Filhos de Israel.

Há uma tradição que ensina que Tishá b’Av, o dia em que caíram os dois Templos, será a data na qual o Terceiro Templo será erguido. A partir de então, o nono dia de Av deixará de ser o dia mais triste do calendário judaico e passará a ser o mais feliz.

Esperamos que essa era de paz se inicie em breve, para o Povo de Israel e para a humanidade toda.


ANTISSEMITISMO

O avanço do racismo na Europa

O avanço do racismo na Europa

A Europa, mergulhada na sua mais grave crise social e econômica desde a 2ª Guerra Mundial, resgata fantasmas como o terrorismo e o racismo, responsáveis por instaurar no continente uma atmosfera de temor, incerteza e desilusão.

Edição 84 - Julho de 2014

ISRAEL HOJE

A Terra de Israel: Pátria Eterna do Povo Judeu

A Terra de Israel: Pátria Eterna do Povo Judeu

“O Eterno D’us disse a Avram: ‘De onde você se encontra, olhe para o norte e para o sul, para o leste e para o oeste. Eu darei  a você e aos descendentes, para sempre, toda a terra que você está vendo... Agora vá e ande por esta terra, de norte a sul e  de leste a oeste, pois Eu a darei a você’” (Genesis 13:14-17).

Edição 84 - Julho de 2014

ISRAEL HOJE

Para vencer a guerra que a mídia faz contra Israel

Para vencer a guerra que a mídia faz contra Israel

O caminho para enfrentar esta nova batalha começou a ser traçado há 14 anos, quando dois jovens estudantes britânicos criaram, em Israel, o HonestReporting, uma organização que tem como objetivo defender o Estado Judeu e desmascarar a falta de equilíbrio das notícias quando o tema é o Oriente Médio.

Edição 84 - Julho de 2014

COMUNIDADES DA DIÁSPORA

A vida dos judeus na Ucrânia até início do século 20

A vida dos judeus na Ucrânia até início do século 20

Os judeus viviam no território da atual Ucrânia centenas de anos antes do estabelecimento da nação ucraniana, no século 9. Sua história foi marcada por sofrimento e muito sangue judeu derramado em solo ucraniano. Mas foi, também, o lugar dos shtetls, onde nasceu o Chassidismo e viveram grandes Rebes, onde floresceu o sionismo e onde nasceram e viveram personalidades da História e da Literatura judaica.

Edição 84 - Julho de 2014

BRASIL

A história do bar jacob, referência para os judeus

A história do bar jacob, referência para os judeus

Entre garrafas de vinho, barris de arenque importado e conservas de pepino azedo, muitos imigrantes judeus encontraram a primeira referência familiar na nova cidade que escolheram morar, a então quase rural São Paulo do fim da década de 1920.

Edição 84 - Julho de 2014

HISTÓRIA JUDAICA NA IDADE ANTIGA E MÉDIA

Médicos cristãos novos abandonam Portugal em 1614

Médicos cristãos novos abandonam Portugal em 1614

Médicos e cirurgiões exerceram a medicina em Portugal na Idade Média e início dos tempos modernos. Seus sobrenomes são citados nos “Livros de Chancelaria Real dos Reis de Portugal” ou em obras dedicadas à medicina lusitana. Na “Lista de 1614”, encontrada em Lisboa no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, achei dados curiosos sobre esses profissionais da saúde.

Edição 84 - Julho de 2014

LEIS, COSTUMES E TRADIÇÕES

Heróis judeus - presente e passado

Heróis judeus - presente e passado

Tishá b´Av – o nono dia do mês hebraico de Menachem Av – é o dia nacional de luto para o Povo Judeu. Nessa data, jejuamos durante mais de 24 horas e choramos a queda de Jerusalém e seu Templo Sagrado e os muitos outros episódios trágicos na História Judaica, vários dos quais ocorreram ou se iniciaram em Tishá b’Av.

Edição 84 - Julho de 2014

BIOGRAFIAS

Moise Safra z'l

Moise Safra z'l

Um homem bom e justo, um dos principais banqueiros do Brasil, um grande filantropo que serviu de inspiração para toda uma geração.

Edição 84 - Julho de 2014

BIOGRAFIAS

BEN HECHT- um judeu acima do bem e do mal

BEN HECHT- um judeu acima do bem e do mal

Este ano assinala o 120º aniversário do nascimento de Ben Hecht. Este notável jornalista, escritor, autor teatral, roteirista de dezenas de filmes e sionista combativo, avultou como uma das mais consagradas celebridades americanas do século passado. Ao longo de toda a vida, ele jamais foi indiferente aos rumos do mundo, em geral, e ao povo judeu, em particular.

Edição 84 - Julho de 2014

BIOGRAFIAS

Sergey Brin, o homem por trás da Google

Sergey Brin, o homem por trás da Google

Aos 40 anos de idade, Sergey Mikhaylovich Brin é  cofundador e Diretor de Projetos Especiais na Google Inc. Sergey é dono de uma fortuna pessoal avaliada, hoje,  em US$ 30 bilhões. Na lista da Forbes de 2013, ele estava em 21º lugar entre as 100 pessoas mais ricas do mundo.

Edição 84 - Julho de 2014

BIOGRAFIAS

Reuven Feuerstein, além dos limites da mente

Reuven Feuerstein, além dos limites da mente

“Imagine um método além de limites, que melhora o aprendizado das crianças pequenas com Síndrome de Down e dos superdotados e de qualquer indivíduo entre estes padrões; que abre as portas das universidades para estudantes menos privilegiados e pode, também, evitar demência nos idosos. pois Este é o Método Feuerstein”.

Edição 84 - Julho de 2014