Morashá

CARTA AO LEITOR:
ANO XXI N.83 ABRIL 2014

Pessach celebra o êxodo dos Filhos de Israel do Egito, início do processo que levou à constituição do Povo Judeu como nação. Isso ocorreu 50 dias após a saída do Egito, quando D’us Se revelou no Monte Sinai – um evento singular lembrado e celebrado na festa de Shavuot.

Essas duas festas marcam eventos históricos extraordinários: as maravilhas e os milagres realizados por D’us no Egito, a abertura do Mar dos Juncos e, acima de tudo, a Revelação Divina perante milhões de pessoas.

A Torá relata tais eventos e ordena sua transmissão oral, de geração em geração, pois os assuntos de importância fundamental para um povo não podem ser relegados apenas aos livros, nem mesmo aos sagrados. Uma nação milenar tem a obrigação de celebrar seus grandes triunfos e lembrar suas maiores tragédias.
Caso contrário, gerações futuras podem vir a questionar a veracidade ou a relevância de tais eventos.

Quase todos os meses o calendário judaico inclui datas em que celebramos festas ou lembramos eventos históricos. Os milagres de Chanucá e Purim, por exemplo, ocorreram há milênios, mas são celebrados ano após ano. De modo similar, o Templo de Jerusalém foi destruído dois mil anos atrás, mas ainda lamentamos a sua queda como se a tivéssemos presenciado.

Quanto mais importante o evento, mais empenho exige em sua correta transmissão para que nunca seja esquecido. Os mais importantes, na história judaica, foram o Êxodo e a Revelação Divina no Sinai. Marcaram o nascimento da Nação Judaica e são de tamanha importância que a Torá ordena que sejam lembrados não apenas em Pessach e Shavuot, mas em todos os dias do ano – manhã e noite, porque essa é a forma mais eficaz e confiável de preservar a memória de eventos passados.

A Torá insiste que o judaísmo seja transmitido de geração em geração. A geração de judeus liderada por Moshé, que presenciou os milagres no Egito e a Revelação Divina no Sinai, relatou tais eventos a seus filhos. Estes, por sua vez, transmitiram os relatos de seus pais, que constavam na Torá, a seus filhos. Assim se iniciou um processo de transmissão que ocorre até hoje. Portanto, não é apenas a Torá que preserva o judaísmo.
É o próprio Povo Judeu.

A responsabilidade de preservar e fortalecer o judaísmo, ao difundi-lo e transmiti-lo às futuras gerações, não recai apenas sobre rabinos, professores e líderes comunitários. É uma responsabilidade compartilhada por todos nós. O Povo Judeu se originou de uma família – os filhos de Jacob, filho de Yitzhak, filho de Avraham. Passados mais de três mil anos, ainda somos uma grande família, constituída por milhões de pessoas que vivem em todos os continentes habitáveis do planeta.

A responsabilidade de preservar e fortalecer o judaísmo vale especialmente para os judeus da Diáspora, cujo judaísmo é ameaçado pelo antissemitismo e pela assimilação. Há 21 anos, a revista Morashá tem difundido o judaísmo no Brasil e em outros países de língua portuguesa.

Esta edição do Morashá, que, além do suplemento para o Seder, aborda assuntos relacionados a Pessach e Shavuot, entre outros, traz um novo design e uma nova diagramação. Esperamos que nossos leitores apreciem o novo design desta publicação, que almeja servir como um elo entre as gerações passadas, a presente e as futuras do Povo Judeu.

Pessach Casher V’Sameach!

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CARTA AO LEITOR:
ANO XXI N.83 ABRIL 2014

Pessach celebra o êxodo dos Filhos de Israel do Egito, início do processo que levou à constituição do Povo Judeu como nação. Isso ocorreu 50 dias após a saída do Egito, quando D’us Se revelou no Monte Sinai – um evento singular lembrado e celebrado na festa de Shavuot.

Essas duas festas marcam eventos históricos extraordinários: as maravilhas e os milagres realizados por D’us no Egito, a abertura do Mar dos Juncos e, acima de tudo, a Revelação Divina perante milhões de pessoas.

A Torá relata tais eventos e ordena sua transmissão oral, de geração em geração, pois os assuntos de importância fundamental para um povo não podem ser relegados apenas aos livros, nem mesmo aos sagrados. Uma nação milenar tem a obrigação de celebrar seus grandes triunfos e lembrar suas maiores tragédias.
Caso contrário, gerações futuras podem vir a questionar a veracidade ou a relevância de tais eventos.

Quase todos os meses o calendário judaico inclui datas em que celebramos festas ou lembramos eventos históricos. Os milagres de Chanucá e Purim, por exemplo, ocorreram há milênios, mas são celebrados ano após ano. De modo similar, o Templo de Jerusalém foi destruído dois mil anos atrás, mas ainda lamentamos a sua queda como se a tivéssemos presenciado.

Quanto mais importante o evento, mais empenho exige em sua correta transmissão para que nunca seja esquecido. Os mais importantes, na história judaica, foram o Êxodo e a Revelação Divina no Sinai. Marcaram o nascimento da Nação Judaica e são de tamanha importância que a Torá ordena que sejam lembrados não apenas em Pessach e Shavuot, mas em todos os dias do ano – manhã e noite, porque essa é a forma mais eficaz e confiável de preservar a memória de eventos passados.

A Torá insiste que o judaísmo seja transmitido de geração em geração. A geração de judeus liderada por Moshé, que presenciou os milagres no Egito e a Revelação Divina no Sinai, relatou tais eventos a seus filhos. Estes, por sua vez, transmitiram os relatos de seus pais, que constavam na Torá, a seus filhos. Assim se iniciou um processo de transmissão que ocorre até hoje. Portanto, não é apenas a Torá que preserva o judaísmo.
É o próprio Povo Judeu.

A responsabilidade de preservar e fortalecer o judaísmo, ao difundi-lo e transmiti-lo às futuras gerações, não recai apenas sobre rabinos, professores e líderes comunitários. É uma responsabilidade compartilhada por todos nós. O Povo Judeu se originou de uma família – os filhos de Jacob, filho de Yitzhak, filho de Avraham. Passados mais de três mil anos, ainda somos uma grande família, constituída por milhões de pessoas que vivem em todos os continentes habitáveis do planeta.

A responsabilidade de preservar e fortalecer o judaísmo vale especialmente para os judeus da Diáspora, cujo judaísmo é ameaçado pelo antissemitismo e pela assimilação. Há 21 anos, a revista Morashá tem difundido o judaísmo no Brasil e em outros países de língua portuguesa.

Esta edição do Morashá, que, além do suplemento para o Seder, aborda assuntos relacionados a Pessach e Shavuot, entre outros, traz um novo design e uma nova diagramação. Esperamos que nossos leitores apreciem o novo design desta publicação, que almeja servir como um elo entre as gerações passadas, a presente e as futuras do Povo Judeu.

Pessach Casher V’Sameach!


HOLOCAUSTO

As 20 crianças de Hamburgo

As 20 crianças de Hamburgo

No dia 20 de abril de 1945 um decrépito Adolf Hitler completava 56 anos, no seu bunker em Berlim.  O exército inglês estava nas imediações de Hamburgo, os russos e americanos perto de Berlim. A história seguiria seu rumo, para os nazistas havia chegado a hora de queima de arquivos.  Os especialistas da SS encarregaram-se dessa urgente missão.

Edição 83 - Abril de 2014

COMUNIDADES DA DIÁSPORA

A Crimeia e os judeus

A Crimeia e os judeus

Pivô de uma das crises internacionais mais relevantes das últimas décadas, a península da Crimeia, anexada em março pela Rússia após seis décadas de controle pela Ucrânia, evoca diversos momentos importantes da história judaica.

Edição 83 - Abril de 2014

COMUNIDADES DA DIÁSPORA

Judeus no México

Judeus no México

Apesar da presença judaica no México datar dos primórdios da conquista espanhola, no século 16, a atual comunidade judaica data do final do século 19 e início do século 20, quando chegaram ao país diferentes levas de imigrantes judeus oriundos do Império Otomano e da Europa.

Edição 83 - Abril de 2014

CRÔNICAS E CONTOS

A verdade sempre liberta

A verdade sempre liberta

Solomon Schwarz tinha uma união muito feliz, ele e sua esposa Minnie eram parceiros de verdade, apenas algo faltava para completar sua felicidade, um filho.  Entretanto de repente suas vidas saíram de seu controle e tomaram um rumo inesperado.

Edição 83 - Abril de 2014

BIOGRAFIAS

O LEGADO DE SHARON

O LEGADO DE SHARON

O GENERAL ARIEL SHARON, SEMPRE CHAMADO DE ARIK, DEIXOU UM LEGADO DEFINITIVO PARA O ESTADO DE ISRAEL: SUA SOBREVIVÊNCIA. GRAÇAS À SUA ATUAÇÃO NA GUERRA DO YOM KIPUR, O ESTADO JUDEU SE LIVROU DE UMA CATÁSTROFE DE PROPORÇÕES INIMAGINÁVEIS.

Edição 83 - Abril de 2014

BIOGRAFIAS

Stanley Fischer: o professor dos professores

Stanley Fischer: o professor dos professores

Aos 70 anos, é considerado um dos mais importantes presidentes de Bancos Centrais ainda atuantes no sistema financeiro mundial. Seu currículo é extraordinário, com uma longa lista de realizações acadêmicas e profissionais. Economista brilhante, é um dos pais da Nova Economia Keynesiana1.

Edição 83 - Abril de 2014

BIOGRAFIAS

Arik: um guerreiro de Israel

Arik: um guerreiro de Israel

Em 11 de janeiro deste ano Israel perdeu um de seus grandes líderes. Figura lendária e controvertida, Ariel Sharon personifica, para muitos, o destino de Israel. Mesmo seus adversários o comparam aos heróis bíblicos. De militar a político, foi um defensor corajoso e intransigente da segurança de Israel. A história de sua vida está intimamente ligada à existência do Estado Judeu.

Edição 83 - Abril de 2014

ARTE E CULTURA

Moacyr Scliar: Escritor, médico, judeu e gaúcho

Moacyr Scliar: Escritor, médico, judeu e gaúcho

Quando se pensa em literatura brasileira, nomes como Machado de Assis, Castro Alves, José de Alencar, Mario de Andrade e mais contemporâneos como Érico Veríssimo, Jorge Amado, Vinícius de Morais, Moacyr Scliar e tantos outros, imediatamente nos surgem na memória.  Todos indiscutivelmente  grandes em sua arte, mas nem todos foram honrados com uma cadeira na Academia Brasileira de Letras. Não é à toa que os membros da ABL são conhecidos como “Imortais”.  Scliar é um deles.

Edição 83 - Abril de 2014

SHAVUOT

Conhecimento e fé

Conhecimento e fé

"Não esqueças as coisas que os teus olhos viram e para que não saiam do teu coração todos os dias da tua vida; e as farás conhecer aos teus filhos e aos filhos de teus filhos – no dia em que estiveste diante do Eterno, teu D'us, em Horeb, quando o Eterno me disse: 'Junta-me o povo e o farei ouvir as Minhas palavras, para aprender a temer-Me todos os dias em que viver na terra, e para que as ensinem a seus filhos'". (Deuteronômio 4:9-10)

Edição 83 - Abril de 2014

SHAVUOT

OS FUNDAMENTOS DO JUDAÍSMO

OS FUNDAMENTOS DO JUDAÍSMO

“Rabi Yochanan ensinou: A maioria das leis da Torá é fundamentada na transmissão oral e apenas a minoria nas Escrituras. Pois está escrito: ‘Por meio da boca (palavras transmitidas oralmente), Eu (o Eterno) fiz uma aliança contigo e com Israel’ (Êxodo 34:27)”. Se a aliança de D’us com Israel foi estabelecida por meio de leis que foram transmitidas oralmente, isso significa que estas constituem a maioria da Torá”. (Talmud Bavli, Gitin, 60b)

Edição 83 - Abril de 2014

PÊSSACH

O SEDER DE PESSACH

O SEDER DE PESSACH

Este ano, o 1º Seder de Pessach, em 15 de Nissan, será na segunda-feira à noite, 14 de abril. Os preparativos para Pessach têm início na noite anterior, após o pôr-do-sol de domingo, 13 de abril.

Edição 83 - Abril de 2014

PÊSSACH

As Três Heroínas de Pessach

As Três Heroínas de Pessach

O Seder de Pessach é o mais comemorado dos rituais judaicos. A Hagadá lida nessa cerimônia relata o nascimento do Povo de Israel: a escravidão no Egito, o decreto de genocídio contra os recém-nascidos judeus de sexo masculino, as pragas e os milagres. A libertação de nosso povo, que é o tema central da festa de Pessach, ocorreu graças aos heroísmo e coragem de três mulheres.

Edição 83 - Abril de 2014