Morashá

CARTA AO LEITOR:
ANO XX N.81 AGOSTO 2013

Na festa de Rosh Hashaná, o Povo Judeu pede a D’us que sejamos todos inscritos no Livro da Vida. O conceito metafórico de “Livro da Vida”, que engloba todos os tipos de bênçãos, é o tema principal do Ano Novo Judaico. O motivo pelo qual o conceito de “Livro da Vida” está entrelaçado com os dois primeiros dias do ano é que o valor da vida é um dos fundamentos que guiam o Povo Judeu.

O judaísmo se iniciou com a aliança que D’us fez com o primeiro patriarca judeu, Avraham, após o episódio do sacrifício de seu filho, Itzhak. A passagem da Torá que narra tal evento é lida no segundo dia de Rosh Hashaná. O teste extraordinário pelo qual passaram Avraham e Itzhak, além de servir como fonte de mérito para seus descendentes, ensina que D’us deseja a vida, não o oposto. O judaísmo legou ao mundo o ensinamento de que D’us abomina os sacrifícios humanos e que, com raríssimas exceções, deseja que o ser humano viva, e não que sacrifique sua vida por Ele. Este é o motivo pelo qual o judaísmo não apenas permite, mas ordena que, para salvar uma vida, quase todos os mandamentos da Torá podem ser violados.

E mesmo quando o Povo Judeu é forçado a guerrear, temos a obrigação de tratar nossos oponentes de forma digna e humana. Por isso, mesmo quando o Estado de Israel está em guerra contra aqueles que desejam sua destruição, não mede esforços para poupar a vida da população civil.

Rosh Hashaná, o primeiro dia do ano judaico, celebra o nascimento do homem – que é o ápice de toda a Criação. Em seu relato sobre a criação do mundo, a Torá ensina dois conceitos que mudaram toda a história da Humanidade: que há um único D’us, Criador de tudo o que existe, e que o homem foi criado à Sua imagem. Portanto, a vida é sagrada e deve ser preservada a quase todo custo. Outras antigas religiões, criadas pelos homens, incentivavam a prática do sacrifício de seres humanos. O judaísmo, cuja origem é Divina e não humana, ensina que o Criador se importa com a vida e o bem-estar de Suas criaturas.

Esses princípios do judaísmo foram ensinados e postos em prática pelo Povo Judeu ao longo dos milênios, em todos os países onde habitaram.

O ser humano é o agente de D’us, criado para preservar e aperfeiçoar o mundo. Esse é um dos principais temas de Rosh Hashaná. De fato, um dos significados do homem ter sido criado à Sua imagem é que o ser humano, assim como seu Criador, tem o livre arbítrio e os recursos necessários para influenciar o mundo. Essa foi a missão dada a Adão no dia de seu nascimento – o primeiro Rosh Hashaná da história.

Que o ano de 5774 seja permeado por grandes bênçãos, paz e prosperidade para o Povo judeu e para o mundo todo e que sejamos todos inscritos no Livro da Vida.

Shaná Tova Umetucá!

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CARTA AO LEITOR:
ANO XX N.81 AGOSTO 2013

Na festa de Rosh Hashaná, o Povo Judeu pede a D’us que sejamos todos inscritos no Livro da Vida. O conceito metafórico de “Livro da Vida”, que engloba todos os tipos de bênçãos, é o tema principal do Ano Novo Judaico. O motivo pelo qual o conceito de “Livro da Vida” está entrelaçado com os dois primeiros dias do ano é que o valor da vida é um dos fundamentos que guiam o Povo Judeu.

O judaísmo se iniciou com a aliança que D’us fez com o primeiro patriarca judeu, Avraham, após o episódio do sacrifício de seu filho, Itzhak. A passagem da Torá que narra tal evento é lida no segundo dia de Rosh Hashaná. O teste extraordinário pelo qual passaram Avraham e Itzhak, além de servir como fonte de mérito para seus descendentes, ensina que D’us deseja a vida, não o oposto. O judaísmo legou ao mundo o ensinamento de que D’us abomina os sacrifícios humanos e que, com raríssimas exceções, deseja que o ser humano viva, e não que sacrifique sua vida por Ele. Este é o motivo pelo qual o judaísmo não apenas permite, mas ordena que, para salvar uma vida, quase todos os mandamentos da Torá podem ser violados.

E mesmo quando o Povo Judeu é forçado a guerrear, temos a obrigação de tratar nossos oponentes de forma digna e humana. Por isso, mesmo quando o Estado de Israel está em guerra contra aqueles que desejam sua destruição, não mede esforços para poupar a vida da população civil.

Rosh Hashaná, o primeiro dia do ano judaico, celebra o nascimento do homem – que é o ápice de toda a Criação. Em seu relato sobre a criação do mundo, a Torá ensina dois conceitos que mudaram toda a história da Humanidade: que há um único D’us, Criador de tudo o que existe, e que o homem foi criado à Sua imagem. Portanto, a vida é sagrada e deve ser preservada a quase todo custo. Outras antigas religiões, criadas pelos homens, incentivavam a prática do sacrifício de seres humanos. O judaísmo, cuja origem é Divina e não humana, ensina que o Criador se importa com a vida e o bem-estar de Suas criaturas.

Esses princípios do judaísmo foram ensinados e postos em prática pelo Povo Judeu ao longo dos milênios, em todos os países onde habitaram.

O ser humano é o agente de D’us, criado para preservar e aperfeiçoar o mundo. Esse é um dos principais temas de Rosh Hashaná. De fato, um dos significados do homem ter sido criado à Sua imagem é que o ser humano, assim como seu Criador, tem o livre arbítrio e os recursos necessários para influenciar o mundo. Essa foi a missão dada a Adão no dia de seu nascimento – o primeiro Rosh Hashaná da história.

Que o ano de 5774 seja permeado por grandes bênçãos, paz e prosperidade para o Povo judeu e para o mundo todo e que sejamos todos inscritos no Livro da Vida.

Shaná Tova Umetucá!


ISRAEL HOJE

Macabíadas: A festa do esporte judaico

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Nove mil atletas representando 78 países participaram da abertura da 19ª. Macabíada realizada no estádio Teddy Kollek, em Jerusalém. Era o dia 18 de julho de 2013.

Edição 81 - Agosto de 2013

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Judeus sul-africanos no país do arco-íris

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A África do Sul protagonizou um dos episódios mais marcantes da história contemporânea, ao se tornar palco da luta contra o racismo e pátria de um dos personagens mais importantes do século 20, Nelson Mandela.

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Os mistérios da diáspora judaica são infinitos. Toda vez que nos debruçamos sobre material de pesquisa para produzir uma matéria para a revista Morashá sobre determinada comunidade judaica, encontramos diferenças, mas também surpreendentes semelhanças.

Edição 81 - Agosto de 2013

ROSH HASHANÁ

Suplemento para Rosh Hashaná

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Quarta e Quinta-feira à noite: 4 e 5 de setembro 2013.

Edição 81 - Agosto de 2013

ROSH HASHANÁ

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Em Rosh Hashaná, como em toda festa judaica, é lida, após a leitura da Torá, a Haftará – um trecho de um dos Livros dos Profetas. A Haftará trata de um tema relevante ao dia festivo e transmite uma mensagem do eterno para todo o povo judeu em toda geração.

Edição 81 - Agosto de 2013

YOM KIPUR

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Edição 81 - Agosto de 2013

YOM KIPUR

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Neste ano, Yom Kipur se inicia no dia 13 de setembro, sexta-feira, às 17:39h, e termina na noite do dia 14 de setembro, às 18:33h.

Edição 81 - Agosto de 2013

HISTÓRIA JUDAICA MODERNA

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Edição 81 - Agosto de 2013

BIOGRAFIAS

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Líder espiritual único e proeminente defensor da fé judaica tradicional, o Rabino Dr. Jacob Immanuel Schochet se dedicou de corpo e alma a toda a sua geração de judeus e, com seu brilhantismo e fervor, trouxe muitos deles de volta ao judaísmo.

Edição 81 - Agosto de 2013

BIOGRAFIAS

Itzhak Perlman

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Perlman arma o arco através das cordas de seu violino; os sons que consegue emitir se elevam acima de tudo à sua volta; o calor e a pureza de sua música unem público e artista.
Em uma celebração da alma humana que transcende todas as suas limitações físicas.

Edição 81 - Agosto de 2013

ARTE E CULTURA

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Em 1876, a escritora inglesa Mary Anne Evans, que se assinava George Eliot, publicou o romance “Daniel Deronda” no qual defendeu o ressurgimento de uma nação judaica na terra de Israel, ou seja, 19 anos antes de Theodor Herzl lançar o “Estado Judeu”. O historiador Nahum Sokolov assinalou, no início do século passado: “o livro Daniel Deronda pavimentou o caminho do sionismo”.

Edição 81 - Agosto de 2013

ARTE E CULTURA

Reconstruindo Herodes

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“Herodes, o Grande: a Jornada Final do Rei” é o título da mais nova exposição do Museu de Israel, em Jerusalém. Inaugurada em fevereiro, permanecerá aberta ao público até janeiro de 2014 e é, segundo James Snyder, diretor da instituição, o maior e mais custoso projeto arqueológico do museu, até hoje.

Edição 81 - Agosto de 2013

HISTÓRIA DE ISRAEL

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Às 14 horas do dia 6 de outubro de 1973, nas colinas do Golã, a quietude de Yom Kipur foi repentinamente quebrada pelo som de explosões. Um pesado ataque aéreo e de artilharia começou a castigar as guarnições israelenses ao longo da fronteira com a Síria. Começara a luta pelo Ramat Hagolan.

Edição 81 - Agosto de 2013

HISTÓRIA DE ISRAEL

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Momento decisivo na história do Oriente Médio, as ações e decisões tomadas por líderes civis e militares nas semanas que precederam a eclosão do confronto determinaram o andamento da guerra mais difícil de Israel.

Edição 81 - Agosto de 2013