Morashá

CARTA AO LEITOR:
ANO XVIII N.73 SETEMBRO 2011

As Grandes Festas são uma época de reflexão e aperfeiçoamento pessoal; uma oportunidade de nos questionarmos acerca de nossa vida e de como podemos melhorar no ano que se inicia.

O período entre Rosh Hashaná e Yom Kipur é singular no calendário judaico. Em Yom Kipur, Dia do Perdão, o Povo Judeu passa a maior parte das horas na sinagoga, jejuando, orando e pedindo perdão pelos pecados cometidos contra D’us.

Uma das características peculiares a este dia é ser o único no calendário judaico em que recitamos cinco orações, enquanto que nos outros dias, três, e no Shabat, Rosh Chodesh e Yom Tov, fazemos quatro orações. A quinta – a Neilá, recitada ao final do dia, pouco antes do sol se pôr, representa o ápice do Dia do Perdão.

É quando pedimos que D’us não apenas assine, mas confirme um ano bom e doce para todos nós. É uma hora de muita emoção, pois é quando culmina o processo de julgamento e perdão Divino iniciado em Rosh Hashaná.

Em Yom Kipur recitamos cinco orações porque apenas neste dia os cinco níveis da alma são revelados. E é durante a recitação da Neilá que o quinto nível da alma, o que está permanentemente unido com D’us, se manifesta. No momento dessa revelação nos encontramos “face a face” com D’us.

Este o motivo pelo qual as sinagogas ficam lotadas durante a Neilá. Essa revelação é a principal responsável pelo grande número de judeus que, apesar do jejum e cansaço, se congregam nas sinagogas um pouco antes do término de Yom Kipur. Apesar de muitos de nós não termos consciência do fato, não é o toque do Shofar ou a quebra do jejum o que nos faz acorrer às sinagogas. É porque nos sentimos espiritualmente atraídos pela oportunidade de nos aproximarmos ao máximo de D’us.
Neste ano, Yom Kipur ocorre em um Shabat. Assim como Kipur, o Shabat, dia sagrado, também está associado ao perdão Divino. Nossos Sábios ensinam que aqueles que guardam e honram o Shabat são perdoados por todos os seus pecados.

O Dia do Perdão do ano de 5772 será, portanto, um dia muito especial, durante o qual a Clemência e Misericórdia Divina vão estar “duplamente” manifestadas.

Que neste Rosh Hashaná sejamos todos inscritos no Livro da Vida e, neste Yom Kipur, sejamos todos selados para um ano de paz, saúde e prosperidade.

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CARTA AO LEITOR:
ANO XVIII N.73 SETEMBRO 2011

As Grandes Festas são uma época de reflexão e aperfeiçoamento pessoal; uma oportunidade de nos questionarmos acerca de nossa vida e de como podemos melhorar no ano que se inicia.

O período entre Rosh Hashaná e Yom Kipur é singular no calendário judaico. Em Yom Kipur, Dia do Perdão, o Povo Judeu passa a maior parte das horas na sinagoga, jejuando, orando e pedindo perdão pelos pecados cometidos contra D’us.

Uma das características peculiares a este dia é ser o único no calendário judaico em que recitamos cinco orações, enquanto que nos outros dias, três, e no Shabat, Rosh Chodesh e Yom Tov, fazemos quatro orações. A quinta – a Neilá, recitada ao final do dia, pouco antes do sol se pôr, representa o ápice do Dia do Perdão.

É quando pedimos que D’us não apenas assine, mas confirme um ano bom e doce para todos nós. É uma hora de muita emoção, pois é quando culmina o processo de julgamento e perdão Divino iniciado em Rosh Hashaná.

Em Yom Kipur recitamos cinco orações porque apenas neste dia os cinco níveis da alma são revelados. E é durante a recitação da Neilá que o quinto nível da alma, o que está permanentemente unido com D’us, se manifesta. No momento dessa revelação nos encontramos “face a face” com D’us.

Este o motivo pelo qual as sinagogas ficam lotadas durante a Neilá. Essa revelação é a principal responsável pelo grande número de judeus que, apesar do jejum e cansaço, se congregam nas sinagogas um pouco antes do término de Yom Kipur. Apesar de muitos de nós não termos consciência do fato, não é o toque do Shofar ou a quebra do jejum o que nos faz acorrer às sinagogas. É porque nos sentimos espiritualmente atraídos pela oportunidade de nos aproximarmos ao máximo de D’us.
Neste ano, Yom Kipur ocorre em um Shabat. Assim como Kipur, o Shabat, dia sagrado, também está associado ao perdão Divino. Nossos Sábios ensinam que aqueles que guardam e honram o Shabat são perdoados por todos os seus pecados.

O Dia do Perdão do ano de 5772 será, portanto, um dia muito especial, durante o qual a Clemência e Misericórdia Divina vão estar “duplamente” manifestadas.

Que neste Rosh Hashaná sejamos todos inscritos no Livro da Vida e, neste Yom Kipur, sejamos todos selados para um ano de paz, saúde e prosperidade.


ANTISSEMITISMO

A tragédia dos judeus de Vichy

A tragédia dos judeus de Vichy

O drama dos judeus de Vichy não começou em Vichy. Suas raízes mais acentuadas remontam ao início do século 19, quando o antissemitismo já permeava grande parte da sociedade francesa e Napoleão Bonaparte agia de forma ambígua com relação aos judeus.

Edição 73 - Setembro de 2011

ISRAEL HOJE

KKL: 110 anos sem parar

KKL: 110 anos sem parar

Organização que há 110 anos tem-se dedicado ao reflorestamento da Terra de Israel, o Keren Kayemet LeIsrael conseguiu assegurar que o país fosse a única nação no mundo a terminar o século 20 com mais árvores do que quando este século se iniciou, apesar da aridez da região, escassez de água e conflitos com os vizinhos.

Edição 73 - Setembro de 2011

ISRAEL HOJE

Cem anos servindo à saúde

Cem anos servindo à saúde

A Organização Médica Hadassah celebrará em outubro de 2012 o seu centenário de fundação. Além de uma série de eventos comemorativos à data, a instituição inaugurará um novo complexo, a Torre Hospital Sarah Weisman Davidson, anexo às unidades já em funcionamento no campus de Ein Kerem.

Edição 73 - Setembro de 2011

HOLOCAUSTO

Na trilha dos judeus refugiados do Nazismo

Na trilha dos judeus refugiados do Nazismo

Entre 1937-1948, o Brasil sustentou uma política de aparências, que acobertou as práticas antissemitas calcadas em circulares secretas.  Neste artigo, discorremos sobre a omissão do governo brasileiro diante do Holocausto e o drama vivenciado pelos judeus perseguidos pelos nazistas.

Edição 73 - Setembro de 2011

COMUNIDADES DA DIÁSPORA

O Gueto de Bolonha

O Gueto de Bolonha

Na Itália, quando procurava o caminho para visitar a Universidade de Bolonha, provavelmente a mais antiga do mundo (de 1088), surgiu à minha frente a placa desafiadora: “Museu Hebraico”. Não resisti à tentação e virei à esquerda, como indicava a seta, para realizar uma comovente visita ao passado daquela região.

Edição 73 - Setembro de 2011

COMUNIDADES DA DIÁSPORA

Lusitânia e os "judeus de sinal"

Lusitânia e os "judeus de sinal"

“Durante a idade média, a igreja cristã, através dos monarcas, obrigou judeus a colocarem em suas roupas um distintivo que os diferenciava do restante da população. Assim, surgem em Portugal os “judeus de sinal”, portadores de distintivos e chapéus. Gerando um clima de intolerância, essa medida semeou muito medo e desconfiança. Sete séculos depois, a alemanha nazista adotava também o distintivo amarelo”.

Edição 73 - Setembro de 2011

ROSH HASHANÁ

Suplemento para Rosh Hashaná

Suplemento para Rosh Hashaná

Segurando o copo de vinho em sua mão direita, enquanto todos estão de pé, o chefe da casa recita: 

Edição 73 - Setembro de 2011

YOM KIPUR

Algumas leis relacionadas com Yom Kipur

Algumas leis relacionadas com Yom Kipur

Neste ano, Yom Kipur se inicia no dia 7 de outubro, quarta-feira, às 17:49h, e termina na noite do dia 8 de outubro. É costume fazer caparot - abate de um galo, para um homem, e de uma galinha, para uma mulher, no dia 9 de Tishrei de madrugada, 7 de outubro, por um shohet qualificado. Também é possível cumprir este costume com dinheiro, doando-o para tzedaká.

Edição 73 - Setembro de 2011

ARTE E CULTURA

Mime Marceau, A arte do silêncio

Mime Marceau, A arte do silêncio

Considerado o maior ator de mímica de todos os tempos, “Mime”  Marceau deu nova vida a essa arte. Durante seis décadas, o mímico fascinou o público dos cinco continentes com seu rosto expressivo e sua arte terna e comovedora, que, sem palavras, expressavam as maravilhas e os terrores da vida.

Edição 73 - Setembro de 2011

ARTE E CULTURA

A obra de Lucian Freud

A obra de Lucian Freud

O artista plástico britânico Lucian Freud morreu em Londres, EM 20 de julho último, depois de uma carreira longa e exitosa, mas polêmica, que deixou uma marca inigualável na história da arte do século 20.

Edição 73 - Setembro de 2011

SABEDORIA JUDAICA

Amor e casamento segundo o judaísmo

Amor e casamento segundo o judaísmo

O casamento é a base da existência humana. É o que nos permite constituir família e encontrar alegria e realização na vida. É algo de profundo valor, pelo qual vale a pena lutar.

Edição 73 - Setembro de 2011

PROFETAS E SÁBIOS

O profeta Yoná

O profeta Yoná

Nas últimas horas de Yom Kipur, antes do início da Neilá, lê-se nas sinagogas o Sefer Yoná que relata a missão do profeta Yoná – uma história que nos re­vela como a Misericórdia Divina se estende sobre toda a terra, sobre todos os homens.

Edição 73 - Setembro de 2011

SIMCHA TORÁ

Simchat Torá e o Retorno a D'us

Simchat Torá e o Retorno a D'us

Em Simchat Torá, dançamos com alegria nas sinagogas com os Sefarim cobertos com suas ricas capas ou em suas belas caixas. É a celebração da conclusão do ciclo anual de leitura da Torá  e o início de um novo ciclo.

Edição 73 - Setembro de 2011