Morashá

CARTA AO LEITOR:
ANO XVIII N.71 ABRIL 2011

Um dos vários nomes de Pessach é Zman Cherutenu – que significa “época de nossa liberdade”, pois a Festa comemora a libertação do Povo Judeu da escravidão egípcia, dura e cruel, e que durou 210 anos.

Cinqüenta dias após o Êxodo, D’us se revelou ao Povo Judeu no Monte Sinai, onde lhes entregou os Dez Mandamentos – que são a base da ética das sociedades ocidentais.

No primeiro mandamento D’us se identifica não como o Criador do Universo, mas como Aquele que libertou o Povo Judeu do Egito. Nesse evento extraordinário, ocasião única na história em que o Criador Infinito e o homem finito se encontraram face a face, a mensagem transmitida foi a de que D’us é o nosso Libertador, nosso único verdadeiro Mestre, e que a vida e a dignidade dos seres humanos são de suma importância.

Entretanto, a luta do nosso povo pela liberdade não se encerrou com o Êxodo. No decorrer dos milênios nos deparamos com outros Faraós, outras escravidões e enfrentamos muitas outras lutas e sofrimentos, mas o anseio pela justiça e auto-determinação sempre nos acompanhou. Onde quer que vivessem, os judeus sempre estiveram à frente das lutas contra injustiças, opressões e discriminações, em busca da liberdade e da democracia.

Esta determinação é corroborada pelo Estado de Israel, que constitui a única verdadeira democracia no Oriente Médio, pois, como declarou recentemente seu primeiro-ministro, Binyamin Netanyahu, o Povo Judeu tem uma longa tradição de liberdade.

O anseio por liberdade, justiça e dignidade humana, principais temas da festa de Pessach, é eterno e universal. De fato, temos presenciado nos últimos meses que, mesmo em países do Oriente Médio, marcados por séculos de opressão e autoritarismo, que não tinham essa tradição de liberdade, o povo acorreu às ruas e clamou por democracia e justiça.

Há mais de três milênios, o Povo Judeu, ano após ano, celebra o Seder de Pessach, no qual relatamos como de escravos passamos a seres livres. E, desde então, a história de como uma nação de escravos foi miraculosamente redimida por D’us é fonte de inspiração, esperança e coragem para a humanidade. Essa história traz em si uma mensagem de esperança para judeus e não judeus: D’us não permanece indefinidamente silencioso enquanto pessoas são perseguidas e o bem sempre acaba triunfando sobre o mal.

Nosso sonho coletivo como povo é que todos os seres humanos realizem seus sonhos e aspirações e que todos conquistem o direito de desfrutar da liberdade, democracia e igualdade.

Um Pessach Casher e Sameach para todos.

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CARTA AO LEITOR:
ANO XVIII N.71 ABRIL 2011

Um dos vários nomes de Pessach é Zman Cherutenu – que significa “época de nossa liberdade”, pois a Festa comemora a libertação do Povo Judeu da escravidão egípcia, dura e cruel, e que durou 210 anos.

Cinqüenta dias após o Êxodo, D’us se revelou ao Povo Judeu no Monte Sinai, onde lhes entregou os Dez Mandamentos – que são a base da ética das sociedades ocidentais.

No primeiro mandamento D’us se identifica não como o Criador do Universo, mas como Aquele que libertou o Povo Judeu do Egito. Nesse evento extraordinário, ocasião única na história em que o Criador Infinito e o homem finito se encontraram face a face, a mensagem transmitida foi a de que D’us é o nosso Libertador, nosso único verdadeiro Mestre, e que a vida e a dignidade dos seres humanos são de suma importância.

Entretanto, a luta do nosso povo pela liberdade não se encerrou com o Êxodo. No decorrer dos milênios nos deparamos com outros Faraós, outras escravidões e enfrentamos muitas outras lutas e sofrimentos, mas o anseio pela justiça e auto-determinação sempre nos acompanhou. Onde quer que vivessem, os judeus sempre estiveram à frente das lutas contra injustiças, opressões e discriminações, em busca da liberdade e da democracia.

Esta determinação é corroborada pelo Estado de Israel, que constitui a única verdadeira democracia no Oriente Médio, pois, como declarou recentemente seu primeiro-ministro, Binyamin Netanyahu, o Povo Judeu tem uma longa tradição de liberdade.

O anseio por liberdade, justiça e dignidade humana, principais temas da festa de Pessach, é eterno e universal. De fato, temos presenciado nos últimos meses que, mesmo em países do Oriente Médio, marcados por séculos de opressão e autoritarismo, que não tinham essa tradição de liberdade, o povo acorreu às ruas e clamou por democracia e justiça.

Há mais de três milênios, o Povo Judeu, ano após ano, celebra o Seder de Pessach, no qual relatamos como de escravos passamos a seres livres. E, desde então, a história de como uma nação de escravos foi miraculosamente redimida por D’us é fonte de inspiração, esperança e coragem para a humanidade. Essa história traz em si uma mensagem de esperança para judeus e não judeus: D’us não permanece indefinidamente silencioso enquanto pessoas são perseguidas e o bem sempre acaba triunfando sobre o mal.

Nosso sonho coletivo como povo é que todos os seres humanos realizem seus sonhos e aspirações e que todos conquistem o direito de desfrutar da liberdade, democracia e igualdade.

Um Pessach Casher e Sameach para todos.


ISRAEL HOJE

A beleza de Yaffo

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Um dos mais antigos portos do mundo, durante milênios a cidade foi o principal portão de acesso a Jerusalém. Incorporada a Tel Aviv em 1950, Yaffo é hoje uma das principais atrações turísticas de Israel.

Edição 71 - Abril de 2011

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Há cinqüenta anos, no dia 11 de abril de 1961, teve início em Israel o julgamento de Adolf Eichmann, um dos principais artífices da chamada Solução Final. No tribunal instalado em Jerusalém, o réu teve o direito que suprimiu de milhões de judeus, que, por ordem sua, foram exterminados no holocausto: o direito de se defender.

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Revisão ou negação: o mito dos seis milhões

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Edição 71 - Abril de 2011

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Neste começo de ano, o mundo árabe foi sacudido por uma surpreendente onda de protestos contra regimes famosos pelo autoritarismo e ineficiência.

Edição 71 - Abril de 2011

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Reminiscências de uma judia marroquina

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Nas primeiras décadas do século 19 chegaram à região norte do Brasil, procedentes do Marrocos, os primeiros judeus. Eram na maioria jovens, em busca de vida nova.

Edição 71 - Abril de 2011

MISTICISMO

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Edição 71 - Abril de 2011

MISTICISMO

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Edição 71 - Abril de 2011

BIOGRAFIAS

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Respeitado por reis e governantes, ele era amado pelos pobres e indefesos de todas as religiões e nacionalidades. No mundo judaico era quase uma lenda, sendo seu nome ligado a incontáveis serviços que prestou a seu povo e à humanidade, em geral.

Edição 71 - Abril de 2011

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Pintor, escultor, desenhista, ilustrador e autor de livros infantis, Gutman criou uma linguagem singular, um estilo artístico verdadeiramente israeli. Toda a sua criação foi marcada pela paixão que sentia por Israel.

Edição 71 - Abril de 2011

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Edição 71 - Abril de 2011

PÊSSACH

Seder de Pessach

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