Morashá

CARTA AO LEITOR:
ANO XVII N.68 JUNHO 2010

Está próximo o dia mais triste do calendário judaico, 9 de Av, Tisha B’Av, este ano em 20 de julho do calendário gregoriano. Nesse dia lamentamos a destruição dos dois Templos Sagrados de Jerusalém, o primeiro dos quais foi destruído pelos babilônios, em 586 a.E.C., e o segundo, em 70 E.C., pelos romanos.

Para qualquer pessoa familiarizada com os Cinco Livros de Moisés e a História Judaica, é fácil perceber que a conexão dos judeus com Israel e Jerusalém é o alicerce do judaísmo. Sem Israel e sem sua capital espiritual, nossa existência como povo fica enfraquecida.

Os 2.000 anos de perseguições e a Shoá são prova de que o Povo Judeu não se pode permitir viver sem um Lar Nacional forte e seguro.
Foi o Rei David, o maior rei da História Judaica, quem fez de Jerusalém a capital eterna do Povo Judeu. E desde o momento em que fomos expulsos de nossa terra, nunca mais Jerusalém foi capital de outra nação. Inúmeros povos a conquistaram e várias religiões a consideram sagrada, mas ninguém fez dela sua capital política ou espiritual. Somente quando os judeus voltaram para a Terra de Israel, Jerusalém voltou a ser capital de um país, do moderno Estado Judaico, Israel. Desde o tempo do Rei David, os judeus têm residido dentro de seus muros, somente ficando fora de lá em duas épocas. A primeira, quando, após queimar Jerusalém, os invasores romanos expulsaram da cidade todos os judeus, proibindo-lhes o acesso à mesma. A segunda foi há poucas décadas, quando a Cidade Velha esteve sob ocupação jordaniana. Era proibido a qualquer judeu, independentemente da sua cidadania, entrar no bairro judaico para rezar no Kotel – o último vestígio do Templo Sagrado.

Atualmente é difícil transcorrer uma semana sem que apareça na mídia algum fato relacionado a Israel ou à sua capital. Mas, de modo geral, a imagem transmitida pouco tem a ver com a realidade encontrada pelos que lá residem ou estão de visita. Não é mencionado nos noticiários, por exemplo, que desde a reconquista da Cidade Velha por Israel, pela primeira vez na história, pessoas de todas as religiões podem orar nos vestígios do Muro Ocidental do Templo Sagrado de Jerusalém. A Cidade Santa deixou de estar dividida e seus lugares sagrados estão preservados e respeitados.

O nome "Jerusalém" tem vários significados: um deles é "Cidade da paz" e “a Cidade unificada”, como a ela se refere o Rei David em um de seus Salmos. Esses significados expressam o anseio do Povo Judeu: viver em sua terra, em paz e segurança, e habitar em sua capital unificada – uma Cidade Santa sem divisões físicas nem conflitos ou rancores.

Um mestre chassídico, o Rebe Nachman de Bratslav, disse: “Tudo neste mundo tem um coração, e o coração tem seu próprio coração”. A Terra de Israel é o coração do Povo Judeu e seu coração é Jerusalém. Esta cidade é a alma de nossa alma.
Esperamos que a paz paire sobre Jerusalém e que de lá se espalhe sobre o mundo inteiro.

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CARTA AO LEITOR:
ANO XVII N.68 JUNHO 2010

Está próximo o dia mais triste do calendário judaico, 9 de Av, Tisha B’Av, este ano em 20 de julho do calendário gregoriano. Nesse dia lamentamos a destruição dos dois Templos Sagrados de Jerusalém, o primeiro dos quais foi destruído pelos babilônios, em 586 a.E.C., e o segundo, em 70 E.C., pelos romanos.

Para qualquer pessoa familiarizada com os Cinco Livros de Moisés e a História Judaica, é fácil perceber que a conexão dos judeus com Israel e Jerusalém é o alicerce do judaísmo. Sem Israel e sem sua capital espiritual, nossa existência como povo fica enfraquecida.

Os 2.000 anos de perseguições e a Shoá são prova de que o Povo Judeu não se pode permitir viver sem um Lar Nacional forte e seguro.
Foi o Rei David, o maior rei da História Judaica, quem fez de Jerusalém a capital eterna do Povo Judeu. E desde o momento em que fomos expulsos de nossa terra, nunca mais Jerusalém foi capital de outra nação. Inúmeros povos a conquistaram e várias religiões a consideram sagrada, mas ninguém fez dela sua capital política ou espiritual. Somente quando os judeus voltaram para a Terra de Israel, Jerusalém voltou a ser capital de um país, do moderno Estado Judaico, Israel. Desde o tempo do Rei David, os judeus têm residido dentro de seus muros, somente ficando fora de lá em duas épocas. A primeira, quando, após queimar Jerusalém, os invasores romanos expulsaram da cidade todos os judeus, proibindo-lhes o acesso à mesma. A segunda foi há poucas décadas, quando a Cidade Velha esteve sob ocupação jordaniana. Era proibido a qualquer judeu, independentemente da sua cidadania, entrar no bairro judaico para rezar no Kotel – o último vestígio do Templo Sagrado.

Atualmente é difícil transcorrer uma semana sem que apareça na mídia algum fato relacionado a Israel ou à sua capital. Mas, de modo geral, a imagem transmitida pouco tem a ver com a realidade encontrada pelos que lá residem ou estão de visita. Não é mencionado nos noticiários, por exemplo, que desde a reconquista da Cidade Velha por Israel, pela primeira vez na história, pessoas de todas as religiões podem orar nos vestígios do Muro Ocidental do Templo Sagrado de Jerusalém. A Cidade Santa deixou de estar dividida e seus lugares sagrados estão preservados e respeitados.

O nome "Jerusalém" tem vários significados: um deles é "Cidade da paz" e “a Cidade unificada”, como a ela se refere o Rei David em um de seus Salmos. Esses significados expressam o anseio do Povo Judeu: viver em sua terra, em paz e segurança, e habitar em sua capital unificada – uma Cidade Santa sem divisões físicas nem conflitos ou rancores.

Um mestre chassídico, o Rebe Nachman de Bratslav, disse: “Tudo neste mundo tem um coração, e o coração tem seu próprio coração”. A Terra de Israel é o coração do Povo Judeu e seu coração é Jerusalém. Esta cidade é a alma de nossa alma.
Esperamos que a paz paire sobre Jerusalém e que de lá se espalhe sobre o mundo inteiro.


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