Morashá

CARTA AO LEITOR:
ANO XV N.61 JULHO 2008

O judaísmo deu à humanidade a crença fundamental de que o homem foi criado por D'us com o livre-arbítrio, ou seja, o direito de decidir seu próprio caminho. O futuro é, portanto, um caminho aberto, e o mundo em que viverão nossos filhos dependerá de nossas futuras ações.

No judaísmo, tão importante quanto a crença na liberdade humana é a obrigação de todo homem de melhorar o mundo. O homem é o único ser que tem a capacidade de imaginar um mundo diferente daquele que existe e de agir para que seus sonhos se tornem realidade.

Ao celebrar 60 anos do Estado de Israel, o Povo Judeu está celebrando o triunfo da esperança sobre a morte. Há seis décadas, um povo até então desamparado, ressurgiu das cinzas e se virou para o futuro. Decidido a não se tornar refém do desespero, tomou em suas mãos seu próprio destino, construindo o futuro com que tanto sonhara. A criação do Estado de Israel, após dois mil anos de exílio, uma reviravolta inimaginável na história, é a prova viva de que o homem pode agir e deve lutar para moldar o seu destino.

Forjado em meio a guerras, o Estado Judeu é uma democracia vibrante, com uma economia avançada baseada na alta tecnologia. É o lar de milhares de judeus vindos dos mais diferentes países, trazendo consigo idiomas, culturas e vivências diversas. É um país onde o antigo e o moderno se encontram, onde as crianças falam a língua dos profetas.

A declaração de independência de Israel proclama, com orgulho, que o Estado de Israel se baseará em liberdade, justiça e paz, seguindo o ideal dos profetas de Israel. Não é por acaso que há tantos economistas judeus envolvidos no combate à pobreza; tantos médicos lutando contra doenças e tantos advogados combatendo as injustiças entre os homens. Em todos os casos, é a maneira de expressarem sua recusa em aceitar os fatos como inevitáveis.

Não é simples coincidência o fato de que, após o Holocausto, os judeus não tivessem cultivado ressentimento e vingança, mas sim se voltado para o futuro, construindo uma nação cujo Hino Nacional é a palavra hebraica para esperança, "Hatikva".

Para celebrar o 60º aniversário de Israel, o governo organizou uma programação para o ano, com o objetivo de fortalecer a identidade do Povo de Israel, em todas as partes. Um dos eventos centrais do calendário de comemorações foi a conferência "Facing Tomorrow", idealizada pelo presidente do país, Shimon Peres. Líderes, cientistas e pensadores mundiais, judeus e não-judeus, de várias áreas, debateram, em Jerusalém, o amanhã do povo judeu, de Israel e do mundo que compartilhamos, lançando as idéias e o sonho de um futuro melhor para toda a humanidade. Como disse o Presidente Shimon Peres em seu discurso, "Entre a capacidade de sonhar o futuro e a realização do sonho há um caminho fascinante, que leva a um amanhã melhor. Cabe ao homem pavimentá-lo".

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CARTA AO LEITOR:
ANO XV N.61 JULHO 2008

O judaísmo deu à humanidade a crença fundamental de que o homem foi criado por D'us com o livre-arbítrio, ou seja, o direito de decidir seu próprio caminho. O futuro é, portanto, um caminho aberto, e o mundo em que viverão nossos filhos dependerá de nossas futuras ações.

No judaísmo, tão importante quanto a crença na liberdade humana é a obrigação de todo homem de melhorar o mundo. O homem é o único ser que tem a capacidade de imaginar um mundo diferente daquele que existe e de agir para que seus sonhos se tornem realidade.

Ao celebrar 60 anos do Estado de Israel, o Povo Judeu está celebrando o triunfo da esperança sobre a morte. Há seis décadas, um povo até então desamparado, ressurgiu das cinzas e se virou para o futuro. Decidido a não se tornar refém do desespero, tomou em suas mãos seu próprio destino, construindo o futuro com que tanto sonhara. A criação do Estado de Israel, após dois mil anos de exílio, uma reviravolta inimaginável na história, é a prova viva de que o homem pode agir e deve lutar para moldar o seu destino.

Forjado em meio a guerras, o Estado Judeu é uma democracia vibrante, com uma economia avançada baseada na alta tecnologia. É o lar de milhares de judeus vindos dos mais diferentes países, trazendo consigo idiomas, culturas e vivências diversas. É um país onde o antigo e o moderno se encontram, onde as crianças falam a língua dos profetas.

A declaração de independência de Israel proclama, com orgulho, que o Estado de Israel se baseará em liberdade, justiça e paz, seguindo o ideal dos profetas de Israel. Não é por acaso que há tantos economistas judeus envolvidos no combate à pobreza; tantos médicos lutando contra doenças e tantos advogados combatendo as injustiças entre os homens. Em todos os casos, é a maneira de expressarem sua recusa em aceitar os fatos como inevitáveis.

Não é simples coincidência o fato de que, após o Holocausto, os judeus não tivessem cultivado ressentimento e vingança, mas sim se voltado para o futuro, construindo uma nação cujo Hino Nacional é a palavra hebraica para esperança, "Hatikva".

Para celebrar o 60º aniversário de Israel, o governo organizou uma programação para o ano, com o objetivo de fortalecer a identidade do Povo de Israel, em todas as partes. Um dos eventos centrais do calendário de comemorações foi a conferência "Facing Tomorrow", idealizada pelo presidente do país, Shimon Peres. Líderes, cientistas e pensadores mundiais, judeus e não-judeus, de várias áreas, debateram, em Jerusalém, o amanhã do povo judeu, de Israel e do mundo que compartilhamos, lançando as idéias e o sonho de um futuro melhor para toda a humanidade. Como disse o Presidente Shimon Peres em seu discurso, "Entre a capacidade de sonhar o futuro e a realização do sonho há um caminho fascinante, que leva a um amanhã melhor. Cabe ao homem pavimentá-lo".


ISRAEL HOJE

Enfrentando o amanhã

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Um evento de impressionante relevância idealizado pelo presidente Shimon Peres marcou as comemorações dos 60 anos da independência de Israel: a Conferência Presidencial Israelense - Enfrentando o Amanhã.

Edição 61 - Julho de 2008

HOLOCAUSTO

Uma marcha entre cinzas e pó

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Em 15 de maio de 2008, seis décadas depois que David Ben-Gurion declarou a independência do estado judeu, meu vôo Lufthansa retornava a São Paulo. Eu acabava de participar da marcha da vida e das comemorações do 60º aniversário do estado de Israel.

Edição 61 - Julho de 2008

HOLOCAUSTO

A história de Irena Sendler

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Mesmo quando dormia, irena não conseguia esquecer. Em sonhos, ela se via tirando uma criança, que chorava desesperadamente, dos braços da mãe que lhe perguntava: 'jura que meu filho se salvará?' Responsável por salvar 2.500 crianças do gueto de Varsóvia, irena jamais esqueceu aqueles terríveis momentos em que era obrigada a separar os filhos de seus pais.

Edição 61 - Julho de 2008

COMUNIDADES DA DIÁSPORA

Judeus e a China: antigas civilizações em uma nova era

Judeus e a China: antigas civilizações em uma nova era

Antigas civilizações em uma nova era. A definição compõe o título de um estudo publicado em 2004 por um pesquisador de Israel, Shalom Salomon Wald, sobre as relações entre a China e o povo judeu, que, depois de séculos de contatos em diferentes momentos históricos, vivem um período pródigo em novidades.

Edição 61 - Julho de 2008

COMUNIDADES DA DIÁSPORA

Um passeio por Rodes, a Ilha das Rosas

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Quando vislumbramos Rodes, a Ilha das Rosas, somos envolvidos pelo fascínio da Cidade Velha, repositório de tantos séculos de história e tradição. O perfume das flores e o aroma das frutas ficou indelével na memória de quem lá viveu. Emoldurada pelo Mar Egeu, a leste do Mediterrâneo, Rodes é protegida por sólidas muralhas medievais. Patrimônio Histórico da Humanidade, foi um dos centros econômicos mais importantes do mundo antigo.

Edição 61 - Julho de 2008

BRASIL

Origens judaicas do povo brasileiro

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Nenhum país das Américas tem história tão marcada pela presença do povo judeu como o Brasil.

Edição 61 - Julho de 2008

LEIS, COSTUMES E TRADIÇÕES

O dia mais feliz do ano

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Ensina a Mishná que o dia 15 de Av foi dedicado a firmar shiduchim - uniões matrimoniais. na época do Grande Templo, era nessa data que as filhas de Jerusalém iam dançar nos vinhedos e os moços solteiros lá iam para encontrar uma noiva.

Edição 61 - Julho de 2008

MISTICISMO

As Sefirot e a Teoria das Cordas

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O Rabi Moshe Chaim Luzzatto (1707-1746), um dos maiores Sábios e cabalistas na história judaica, escreveu que o mundo físico é um espelho do mundo espiritual. Cada fenômeno que existe em nosso mundo é um reflexo de uma realidade sobrenatural.

Edição 61 - Julho de 2008

BIOGRAFIAS

As muitas vidas de Golda Meir

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O que mais a desgostava era quando associavam seus êxitos à condição de mulher. Ao assumir a chefia do governo de Israel, no dia 17 de março de 1969, perguntaram a Golda Meir em uma entrevista coletiva:

Edição 61 - Julho de 2008

ARTE E CULTURA

Estilo judaico de vestir

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Desde o momento em que, no Jardim de Éden, o primeiro homem sentiu a necessidade de cobrir seu corpo, o ato de se vestir constitui verdadeiro guia para a elaboração de um retrato das diferentes sociedades, seus costumes, seus valores.

Edição 61 - Julho de 2008

ARTE E CULTURA

Lasar Segall

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O pintor transcende o momentâneo para dar a seus quadros um valor permanente e universal. Não são mais judeus massacrados, não são mais europeus à procura de um outro habitat. É a nossa humanidade, somos nós mesmos postos a nu na tela. (Roger Bastide)

Edição 61 - Julho de 2008

TISHÁ B´AV

A razão da queda dos dois Templos Sagrados

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Tisha B'Av, o nono dia do mês judaico de Menachem Av, é um dia de luto nacional para o Povo Judeu porque nesta data foram destruídos o Primeiro e o Segundo Templo.

Edição 61 - Julho de 2008