Morashá

CARTA AO LEITOR:
ANO XV N.59 DEZEMBRO 2007

Há 60 anos, no dia 29 de novembro de 1947, os estados-membros da Assembléia das Nações Unidas aprovaram a criação de um estado judaico soberano em parte da Terra de Israel, então Palestina sob mandato britânico. Era o primeiro passo para a concretização do milenar anseio acalentado por todo um povo, ao longo de toda a sua dispersão.

No calendário judaico era o 17º dia do mês de Kislev - famoso em nossa história pelos milagres que durante ele ocorreram. Faltavam exatamente oito dias para a festa de Chanucá, que celebra a luta e a vitória de nosso povo, quando da heróica revolta dos macabeus contra o império que então subjugava a Terra e o povo de Israel.

Os eventos ocorridos à época dos macabeus e os que, em tempos modernos, culminaram com a decisão de novembro de 1947, na ONU, estão espiritualmente entrelaçados. Em ambos os casos, realizou-se o improvável - aliás, o quase impossível.

Todos conhecemos os milagres que ocorreram através dos macabeus, mas poucos de nós lembram do quão difícil foi conseguir o reconhecimento do mundo para a justiça de nosso pleito. No dia previamente marcado para a decisiva votação pela Assembléia Geral, 27 de novembro, os lobbies judaicos estavam longe de alcançar o número de votos necessários. Sabiam, porém, como afirmara Abba Eban, que "se o Povo Judeu triunfasse com a partilha, estaria realizando um sonho milenar. Se fracassasse, aquele sonho poderia ser extinto por muitas gerações". Tratava-se, então, de vencer ou vencer.

Determinados, conseguiram adiar a votação por dois dias, ganhando tempo para conquistar os votos necessários. Minutos antes do início da votação ainda pairavam dúvidas sobre qual seria o desfecho. O milagre aconteceu e o feliz resultado ainda hoje faz vibrar as cordas mais íntimas de nossos corações. Poucos meses depois, era declarada a independência do Estado de Israel. Após 2.000 anos de exílio, o Povo Judeu estava de volta à sua terra.

Daqui a alguns meses, Israel celebrará seu 60º aniversário. Esta ocasião marcante é o momento apropriado para examinarmos o que conquistamos. O histórico de Israel surpreende. A Terra de Israel voltou a florescer e dar frutos, tendo suas planícies e vales habitados. Em um cenário totalmente inóspito e em meio a contratempos inacreditáveis - recursos naturais praticamente inexistentes, vizinhos hostis e muitos outros reveses, em apenas seis décadas forjou-se um país democrático, moderno, dentre os mais avançados do mundo em tecnologia e pesquisa científica, com padrão e qualidade de vida equiparáveis a países do primeiro mundo.

Em poucos dias acenderemos as velas de Chanucá e contaremos a nossos filhos os milagres que, nesta época, D'us realizou por Seu povo: do óleo que ardeu oito dias, dos poucos que venceram os muitos, da criação do Estado de Israel após milênios de dispersão e outros tantos. Contaremos, como sempre, a história gloriosa de nossos heróis, passados e presentes, para que lhes sirvam de exemplo e inspiração.

Que as luzes de Chanucá nos inspirem, iluminando o nosso caminho, em nossas famílias, no Estado de Israel e em todo o mundo.

Chanucá Sameach!

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CARTA AO LEITOR:
ANO XV N.59 DEZEMBRO 2007

Há 60 anos, no dia 29 de novembro de 1947, os estados-membros da Assembléia das Nações Unidas aprovaram a criação de um estado judaico soberano em parte da Terra de Israel, então Palestina sob mandato britânico. Era o primeiro passo para a concretização do milenar anseio acalentado por todo um povo, ao longo de toda a sua dispersão.

No calendário judaico era o 17º dia do mês de Kislev - famoso em nossa história pelos milagres que durante ele ocorreram. Faltavam exatamente oito dias para a festa de Chanucá, que celebra a luta e a vitória de nosso povo, quando da heróica revolta dos macabeus contra o império que então subjugava a Terra e o povo de Israel.

Os eventos ocorridos à época dos macabeus e os que, em tempos modernos, culminaram com a decisão de novembro de 1947, na ONU, estão espiritualmente entrelaçados. Em ambos os casos, realizou-se o improvável - aliás, o quase impossível.

Todos conhecemos os milagres que ocorreram através dos macabeus, mas poucos de nós lembram do quão difícil foi conseguir o reconhecimento do mundo para a justiça de nosso pleito. No dia previamente marcado para a decisiva votação pela Assembléia Geral, 27 de novembro, os lobbies judaicos estavam longe de alcançar o número de votos necessários. Sabiam, porém, como afirmara Abba Eban, que "se o Povo Judeu triunfasse com a partilha, estaria realizando um sonho milenar. Se fracassasse, aquele sonho poderia ser extinto por muitas gerações". Tratava-se, então, de vencer ou vencer.

Determinados, conseguiram adiar a votação por dois dias, ganhando tempo para conquistar os votos necessários. Minutos antes do início da votação ainda pairavam dúvidas sobre qual seria o desfecho. O milagre aconteceu e o feliz resultado ainda hoje faz vibrar as cordas mais íntimas de nossos corações. Poucos meses depois, era declarada a independência do Estado de Israel. Após 2.000 anos de exílio, o Povo Judeu estava de volta à sua terra.

Daqui a alguns meses, Israel celebrará seu 60º aniversário. Esta ocasião marcante é o momento apropriado para examinarmos o que conquistamos. O histórico de Israel surpreende. A Terra de Israel voltou a florescer e dar frutos, tendo suas planícies e vales habitados. Em um cenário totalmente inóspito e em meio a contratempos inacreditáveis - recursos naturais praticamente inexistentes, vizinhos hostis e muitos outros reveses, em apenas seis décadas forjou-se um país democrático, moderno, dentre os mais avançados do mundo em tecnologia e pesquisa científica, com padrão e qualidade de vida equiparáveis a países do primeiro mundo.

Em poucos dias acenderemos as velas de Chanucá e contaremos a nossos filhos os milagres que, nesta época, D'us realizou por Seu povo: do óleo que ardeu oito dias, dos poucos que venceram os muitos, da criação do Estado de Israel após milênios de dispersão e outros tantos. Contaremos, como sempre, a história gloriosa de nossos heróis, passados e presentes, para que lhes sirvam de exemplo e inspiração.

Que as luzes de Chanucá nos inspirem, iluminando o nosso caminho, em nossas famílias, no Estado de Israel e em todo o mundo.

Chanucá Sameach!


ANTISSEMITISMO

Os judeus, os japoneses e a história do ‘Plano Fugu’

Os judeus, os japoneses e a história do ‘Plano Fugu’

Nos anos 1930, militares e funcionários do governo japonês imaginaram um projeto para colonizar áreas da china ocupada com judeus que fugiam da perseguição na Europa. A idéia ficou conhecida, informalmente, como ‘Plano Fugu’, numa referência a um peixe venenoso, que, não preparado adequadamente, pode matar quem o consome.

Edição 59 - Dezembro de 2007

HOLOCAUSTO

Italianos agraciados por Yad Vashem

Italianos agraciados por Yad Vashem

Desde sua fundação, em 1953, até hoje, o Yad Vashem agraciou 22 mil pessoas com o título de ‘Justo entre as Nações do Mundo’. Foram homens e mulheres não-judeus que colocaram suas vidas em risco para salvar nosso povo das garras nazistas.Entre eles, muitos italianos.

Edição 59 - Dezembro de 2007

COMUNIDADES DA DIÁSPORA

Os judeus da Itália

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Por vinte e um séculos, dos tempos da Roma republicana até hoje, os judeus moraram na ‘ilha do orvalho divino’, ou seja, na Ital yá, conforme a criativa etimologia hebraica. Sua história é a somatória das vicissitudes enfrentadas por muitas comunidades, na maioria localizadas nas cidades.

Edição 59 - Dezembro de 2007

COMUNIDADES DA DIÁSPORA

O Pogrom de Alepo

O Pogrom de Alepo

No final da tarde de sábado, 29 de novembro de 1947, a Assemléia Geral das Nações Unidas aprovou a partilha da Palestina e a criação de dois estados, um árabe e um judaico. Mal transcorreram 48 horas e os judeus de Alepo foram vítima de violento pogrom.

Edição 59 - Dezembro de 2007

BRASIL

CONGREGAÇÃO

CONGREGAÇÃO

O Departamento de Assistência Social da Beit Yaacov inaugura clínica de atendimento psico-social gratuito.

Edição 59 - Dezembro de 2007

HISTÓRIA JUDAICA MODERNA

Ação da Inquisição Portuguesa no Brasil

Ação da Inquisição Portuguesa no Brasil

A intensa ação inquisitorial na Península Ibérica levou grande número de suspeitos cristãos novos1 a buscar refúgio na América colonial. Pouco tempo bastou para que três tribunais religiosos fossem instalados: na cidade de Lima (Peru, 1570); México (1571) e, em Cartagena de las Índias (Colômbia, 1610).

Edição 59 - Dezembro de 2007

LEIS, COSTUMES E TRADIÇÕES

Por que colocamos os Tefilin

Por que colocamos os Tefilin

‘Que estas palavras que hoje te ordeno sejam gravadas no teu coração e em tua alma, e as atarás como sinal, à tua mão, e servirão de lembrete, entre teus olhos’. (trecho do Shemá Israel )

Edição 59 - Dezembro de 2007

MISTICISMO

Revisitando o Jardim do Éden

Revisitando o Jardim do Éden

‘E plantou o Eterno, D-us, um jardim no Éden, no Oriente, e lá colocou o homem que criou. E fez brotar da terra, o Eterno, D-us, toda árvore cobiçável aos olhos e apetitosa ao paladar, e nesse jardim estavam a Árvore da Vida e a Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal’ (Gênese, 2: 8-9).

Edição 59 - Dezembro de 2007

ARTE E CULTURA

Michel Kikoïne

Michel Kikoïne

O olhar e as cores na obra singular do artista bielorrusso, pioneiro da escola de paris.

Edição 59 - Dezembro de 2007

ARTE E CULTURA

O judaísmo na obra de Claude Lanzmann

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Considerado um inovador da linguagem do cinema, o francês Lanzmann é um dos mais importantes intelectuais judeus da atualidade.

Edição 59 - Dezembro de 2007

HISTÓRIA DE ISRAEL

60 anos da Partilha

60 anos da Partilha

No dia 29 de novembro de 1947, a Assembléia Geral das Nações Unidas, presidida pelo estadista brasileiro Oswaldo Aranha, aprovou um relatório segundo o qual o território da Palestina, então sob mandato britânico, deveria ser dividido em dois estados: um árabe e outro judeu.

Edição 59 - Dezembro de 2007

JUDAISMO NO MUNDO

Israel recebe mais um fragmento do Códex de Alepo

Israel recebe mais um fragmento do Códex de Alepo

No último mês de novembro, um fragmento de uma das folhas de pergaminho do Códex de Alepo foi entregue ao instituto Ben-Zvi, de Jerusalém, instituição que desde 1958 abriga o que resta do antigo manuscrito.

Edição 59 - Dezembro de 2007

PROFETAS E SÁBIOS

Rabi Chaim Ben Attar, Or HaChaim Hacadosh

Rabi Chaim Ben Attar, Or HaChaim Hacadosh

Dentre os maiores sábios de todos os tempos, é um dos poucos a quem nosso povo adicionou, ao nome, o aposto ‘Hacadosh’, o santo. Respeitado por seu conhecimento e o alcance de seus extraordinários dons espirituais, era tido como homem que realizava prodigiosos milagres.

Edição 59 - Dezembro de 2007

CHANUCÁ

Celebrando Chanucá

Celebrando Chanucá

Ano após ano, à época de Chanucá, as luzes são acesas em todos os lares judaicos para celebrar os acontecimentos daqueles dias, com cânticos de louvor a D-us. assim, os caminhos de Israel são iluminados pela mensagem eterna: ‘a luz espiritual de Israel nunca será apagada’.

Edição 59 - Dezembro de 2007

CHANUCÁ

Chanucá através do mundo

Chanucá através do mundo

Ano após ano, quando chega a época de Chanucá, em todo lar judaico acendem-se velas para relembrar os milagres ocorridos na antiga Israel, há cerca de 2.200 anos. Espalhados pelos quatro cantos do mundo,os judeus foram agregando diferentes costumes que fazem a riqueza e beleza de nossa celebração da Festa das Luzes.

Edição 59 - Dezembro de 2007