Morashá

CARTA AO LEITOR:
ANO XIII N.51 DEZEMBRO 2005

Chanucá se aproxima e, ao acender as velas recordaremos os acontecimentos que cercaram os Hashmonaim e sua heróica luta para preservar o espírito de Israel e sua herança. Esta festividade celebra, primordialmente, a firmeza e a resiliência do Povo Judeu frente aos maiores desafios.

Sabemos que a preservação desta herança nem sempre foi possível. Dispersos entre outros povos, os judeus estiveram durante séculos sem um Lar Nacional e, ao longo da história, perseguições, expulsões, segregação e até a morte pontuaram nossa trajetória. O Tribunal de Nuremberg, que há 60 anos, pela primeira vez, levou a julgamento os horrores cometidos pelos nazistas durante o Holocausto, é prova disso, como pode ser constatado em matéria desta edição.

Somente no século passado os pioneiros judeus das primeiras aliot voltaram para Eretz Israel. Levavam consigo unicamente coragem e determinação. E, com isto, eles e os que se seguiram, ergueram um país. Construíram cidades, estradas, universidades, hospitais.Transformaram o deserto num jardim, onde vicejam árvores e flores. Graças à tecnologia avançada desenvolvida por Israel, este país é hoje um grande produtor agrícola e industrial. Comprovam-no os artigos sobre o verdejante Golã, cujos vinhedos produzem os famosos vinhos, e Sodoma, região geologicamente estéril e amaldiçoada em tempos bíblicos, extremamente produtiva em nossos dias.

Para que ocorresse tamanha transformação, fez-se necessária a superação, a busca de respostas para vencer o inóspito, o desconhecido. Colhemos os frutos da determinação de nosso povo em várias áreas, entre estas, as ciências. Dos dois agraciados com o Prêmio Nobel de Economia para 2005, um deles é o acadêmico israelense Robert Aumann. Figura fascinante, este professor da Universidade Hebraica de Jerusalém é um dos maiores matemáticos da atualidade. Administra de forma harmoniosa sua intensa vida profissional com sua herança religiosa. É um exemplo de que se pode conciliar as ciências exatas com o judaísmo, as leis da Torá com o mundo científico, os estudos talmúdicos com os pós-doutorados. É a comprovação de que é plenamente possível interagir com o mundo enquanto judeus e cidadãos universais.

Protegido por essa união que irmana o de dentro com o de fora, o de hoje com o de ontem, o povo judeu venceu os obstáculos, sobreviveu às intempéries e criou seu Estado. O símbolo escolhido para representar esta soberania, um dos mais antigos da fé judaica, foi a Menorá do Templo Sagrado de Jerusalém - um grande candelabro de sete braços, com o propósito de disseminar a Luz sobre toda a humanidade.

Ao acender as velas de Chanucá, este ano, rezemos para que essa Luz reforce a capacidade do povo judeu de se renovar, constantemente.

Chanucá Sameach !

LEIA A CARTA NA ÍNTEGRA...

CARTA AO LEITOR:
ANO XIII N.51 DEZEMBRO 2005

Chanucá se aproxima e, ao acender as velas recordaremos os acontecimentos que cercaram os Hashmonaim e sua heróica luta para preservar o espírito de Israel e sua herança. Esta festividade celebra, primordialmente, a firmeza e a resiliência do Povo Judeu frente aos maiores desafios.

Sabemos que a preservação desta herança nem sempre foi possível. Dispersos entre outros povos, os judeus estiveram durante séculos sem um Lar Nacional e, ao longo da história, perseguições, expulsões, segregação e até a morte pontuaram nossa trajetória. O Tribunal de Nuremberg, que há 60 anos, pela primeira vez, levou a julgamento os horrores cometidos pelos nazistas durante o Holocausto, é prova disso, como pode ser constatado em matéria desta edição.

Somente no século passado os pioneiros judeus das primeiras aliot voltaram para Eretz Israel. Levavam consigo unicamente coragem e determinação. E, com isto, eles e os que se seguiram, ergueram um país. Construíram cidades, estradas, universidades, hospitais.Transformaram o deserto num jardim, onde vicejam árvores e flores. Graças à tecnologia avançada desenvolvida por Israel, este país é hoje um grande produtor agrícola e industrial. Comprovam-no os artigos sobre o verdejante Golã, cujos vinhedos produzem os famosos vinhos, e Sodoma, região geologicamente estéril e amaldiçoada em tempos bíblicos, extremamente produtiva em nossos dias.

Para que ocorresse tamanha transformação, fez-se necessária a superação, a busca de respostas para vencer o inóspito, o desconhecido. Colhemos os frutos da determinação de nosso povo em várias áreas, entre estas, as ciências. Dos dois agraciados com o Prêmio Nobel de Economia para 2005, um deles é o acadêmico israelense Robert Aumann. Figura fascinante, este professor da Universidade Hebraica de Jerusalém é um dos maiores matemáticos da atualidade. Administra de forma harmoniosa sua intensa vida profissional com sua herança religiosa. É um exemplo de que se pode conciliar as ciências exatas com o judaísmo, as leis da Torá com o mundo científico, os estudos talmúdicos com os pós-doutorados. É a comprovação de que é plenamente possível interagir com o mundo enquanto judeus e cidadãos universais.

Protegido por essa união que irmana o de dentro com o de fora, o de hoje com o de ontem, o povo judeu venceu os obstáculos, sobreviveu às intempéries e criou seu Estado. O símbolo escolhido para representar esta soberania, um dos mais antigos da fé judaica, foi a Menorá do Templo Sagrado de Jerusalém - um grande candelabro de sete braços, com o propósito de disseminar a Luz sobre toda a humanidade.

Ao acender as velas de Chanucá, este ano, rezemos para que essa Luz reforce a capacidade do povo judeu de se renovar, constantemente.

Chanucá Sameach !


ISRAEL HOJE

A magia do Golã

A magia do Golã

A ligação entre o povo judeu e as Colinas do Golã remonta aos tempos bíblicos. Diz a tradição judaica que foi no Monte Havtarim, na região do Monte Hermon, a 1.296m acima do nível do mar, nos declives de Katef Sion, que D-us prometeu a Abrão que lhe daria a terra para seus descendentes. Um antigo túmulo marca o local e um robusto carvalho ergue-se, ao lado.

Edição 51 - Dezembro de 2005

ISRAEL HOJE

O doce sabor do Sabra

O doce sabor do Sabra

O termo "Sabra" costuma ser utilizado para definir os indivíduos nascidos em Israel. No entanto, é também o nome, em hebraico, de uma fruta da família das cactáceas, abundante no Golã, assim como no resto de Israel. E, por ser espinhosa por fora e muito doce por dentro, tornou-se a metáfora perfeita para definir o caráter do israelense: áspero e resistente, em sem exterior, mas extremamente terno em seu coração.

Edição 51 - Dezembro de 2005

ISRAEL HOJE

Israelense recebe Nobel de Economia

Israelense recebe Nobel de Economia

Além de um dos maiores expoentes da matemática, o professor da Universidade Hebraica de Jerusalém, Robert Aumann, é um homem profundamente apegado ao judaísmo. Em sua opinião, não há contradições entre religião e ciência. São duas visões diferentes que podem perfeitamente coexistir.

Edição 51 - Dezembro de 2005

HOLOCAUSTO

Justiça em Nuremberg

Justiça em Nuremberg

Há 60 anos, no dia 20 de novembro de 1945, foi instalado na cidade de nuremberg, alemanha, o tribunal aliado que, ao fim do conflito mundial, julgou os líderes nazistas por seus crimes de guerra e contra a humanidade, com ênfase no assassinato de milhões de judeus.

Edição 51 - Dezembro de 2005

COMUNIDADES DA DIÁSPORA

O Brilho das sinagogas de Veneza

O Brilho das sinagogas de Veneza

No gueto de Veneza, cinco sinagogas barroco-renascentistas retratam a chamada Idade de Ouro do judaísmo veneziano. A suntuosidade de seus interiores provoca intensa emoção nos visitantes.

Edição 51 - Dezembro de 2005

HISTÓRIA JUDAICA NA IDADE ANTIGA E MÉDIA

Sodoma

Sodoma

Destruída há quatro mil anos, sodoma se tornou símbolo de perversão e decadência moral. E seu destino vem suscitando temor e curiosidade.

Edição 51 - Dezembro de 2005

HISTÓRIA JUDAICA MODERNA

O encanto de Veneza

O encanto de Veneza

De uma espantosa beleza, Veneza é uma cidade única, verdadeiro museu a céu aberto. Foi nessa cidade, construída sobre ilhas, que, durante o renascimento, floresceu uma comunidade judaica cosmopolita, das mais importantes da Europa. Apesar de entre Veneza e os judeus as relações sempre terem sido marcadas por relativa tolerância, foi lá que surgiu o primeiro gueto.

Edição 51 - Dezembro de 2005

MULHERES BÍBLICAS

Judite, salvadora de um povo

Judite, salvadora de um povo

As mulheres judias têm seu merecido lugar no palco da bravura e do heroísmo judaicos, entre elas está Yehudit. A história da fé e coragem desta mulher de valor tem passado de geração em geração. Em Chanucá relembramos as proezas dessa filha do povo de Israel cujos pensamentos e atos só tinham um objetivo: seu povo e seu D'us.

Edição 51 - Dezembro de 2005

BIOGRAFIAS

O legado de Simon Wiesenthal

O legado de Simon Wiesenthal

Um homem dedicado a décadas de luta e responsável por uma herança indelével na história. Simon Wiesenthal, morto em setembro passado, aos 96 anos, dedicou sua vida à busca por justiça e à defesa dos direitos e da dignidade humana. Sua fama de "caçador de nazistas" percorreu o planeta, assim como sua mensagem universal para o futuro, sobre a importância de preservar a memória do Holocausto, combater o ódio e evitar novos genocídios no mundo.

Edição 51 - Dezembro de 2005

ARTE E CULTURA

Broadway... ou ninho cultural judaico?

Broadway... ou ninho cultural judaico?

Se tivéssemos que escolher um epicentro da cultura judaica americana, apontaríamos para os palcos da Broadway. Não resta dúvida de que a criação e a evolução dos musicais estão intrinsecamente ligadas a centenas senão milhares de judeus talentosos.

Edição 51 - Dezembro de 2005

ARTE E CULTURA

A genialidade de Berliner

A genialidade de Berliner

Músicos e cantores têm uma dívida com Emile Berliner, judeu alemão inventor do microfone, gramofone e disco plano. Vejamos a história de um homem que democratizou a música, tornando-a acessível a todos.

Edição 51 - Dezembro de 2005

PROFETAS E SÁBIOS

Rabi Moshé Chaim Luzzatto

Rabi Moshé Chaim Luzzatto

Cabalista, escritor e filósofo, poeta e dramaturgo, o Ramchal, revolucionou o pensamento judaico. Suas obras contam-se entre os mais profundos e respeitados estudos de Torá. Homem de múltiplos talentos, cuja mente prodigiosa alcançava o que outros de sua geração não conseguiam perceber, resolveu compartilhar sua sabedoria na Cabalá com seu povo - e, ao fazê-lo, sacudiu o mundo judaico.

Edição 51 - Dezembro de 2005

PROFETAS E SÁBIOS

O segredo de Sansão

O segredo de Sansão

Israel era dominada pelos filisteus quando nasceu Sansão. Sua mãe, Zlelponith, era uma mulher boa e humilde. Chegava a tal ponto sua humildade que era conhecida como "a esposa de Manoah, da tribo de Dan". Passava a vida trabalhando e nunca sorria, não porque estivesse cansada, mas pela tristeza de não ter filhos.

Edição 51 - Dezembro de 2005

PURIM

Purim: uma festa muito especial

Purim: uma festa muito especial

A festa de Purim, que recorda a milagrosa salvação dos judeus da Pérsia, é celebrada no décimo quarto dia de Adar - neste ano, em 14 de março de 2006. É o dia mais alegre do calendário judaico. Aquele, segundo nossos sábios, em que devemos alegrar-nos mais do que em qualquer outra de nossas festividades. Segundo o Midrash, Purim nunca deixará de existir e ninguém está isento de sua observância - homens, mulheres e crianças.

Edição 51 - Dezembro de 2005

CHANUCÁ

Celebrando Chanucá

Celebrando Chanucá

A festa de Chanucá inicia-se no dia 25 de Kislev, este ano dia 25 de dezembro, à noite, e o acendimento das velas vai até 2 de Tevet - 1º de janeiro à noite. Desde a histórica vitória dos macabeus sobre os assírios ocorrida em 165 aEC, os judeus celebram Chanucá durante oito dias.

Edição 51 - Dezembro de 2005

CHANUCÁ

A Chama do judaísmo

A Chama do judaísmo

A história de Chanucá remonta a uma época muito anterior ao milagre do frasco de óleo.

Edição 51 - Dezembro de 2005