Morashá

CARTA AO LEITOR:
ANO XI N.44 MARÇO 2004

Em fevereiro deste ano, num discurso na Conferência Européia sobre o Anti-semitismo, o rabino Jonathan Sacks alertou os presentes sobre o perigo desse movimento, dizendo: “Não estamos em 1942, nem tampouco em 1933. Mas dia após dia vemos serem plantadas sementes que um dia poderão dar frutos carregados de puro veneno. Tais sementes provêm de diferentes partes do mundo, disseminadas em e-mails, por televisão a satélite e pela Internet, e todas usam imagens inflamatórias e linguagem incendiária. Dezenas de milhões de crianças estão sendo instruídas de que, isolado entre as demais nações, Israel não tem o direito de existir e que todos os males do mundo são causados pelos judeus. Todos os velhos mitos, desde o infame “Libelo de sangue” aos “Protocolos dos Sábios de Sion”, estão sendo reciclados – e isto depois de mais de 50 anos do refrão de que “Nunca mais”...
Lamentavelmente, a perseguição ao povo judeu não terminou com o Êxodo do Egito – que, dentro em breve, celebraremos – nem mesmo com a morte de Hitler. Ainda existem aqueles que buscam extinguir da face da Terra qualquer reminiscência da existência judaica.

Nossos irmãos israelenses são alvo de ataques, onde quer que estejam. Por isso, muitos relutam em deixar suas casas. Temem ir a um restaurante, um shopping ou a um cinema de bairro. Nos últimos anos, homens-bomba suicidas tiraram a vida de um número demasiado grande de inocentes que apenas desfrutavam algumas horas de lazer com amigos, em local outrora pacífico e inofensivo.

A preocupação com o ressurgimento do anti-semitismo e a certeza de que a disseminação da informação é a melhor arma para combater esse mal, levou-nos a incluir nesta edição a brilhante e profunda análise histórica de Natan Sharansky, “Sobre o ódio aos judeus”, publicada na conceituada revista Commentary, sobre este pernicioso mal e seus múltiplos disfarces, e pronunciada pelo autor na Conferência sobre o Anti-semitismo, realizada em Paris, em maio de 2003, e no Fórum Mundial do American Enterprise Institute, logo a seguir.

Dentro de alguns dias celebraremos Pessach. Este ano, como em todos os outros e em todas as gerações, ao consumir as ervas amargas e o pão não fermentado, recordaremos que a paz pela qual ansiávamos para Israel, ainda não é uma realidade.

No entanto, nós, judeus, também olhamos para o futuro. A noite de Pessach é única e extraordinária, é a época de contar nosso passado, mas também de pensar em renovação. Morashá escolheu justamente esta época para lançar uma nova diagramação! Se por um lado a revista está mais dinâmica e atual, por outro mantém seu compromisso com o conteúdo. O judaísmo e suas inúmeras facetas continuam sendo nosso objetivo primordial, pois é cada vez mais importante fortalecer nossa própria identidade judaica e a de nossos filhos.

Atendendo pedidos de nossos leitores e internautas, o site Morasha.com também passou por alterações. Três novas seções foram adicionadas e diariamente são lançados on-line conceitos e curiosidades sobre nossa história, leis e tradições. Trata-se apenas de uma abordagem diferente para um mesmo e único objetivo.

Finalmente, após um ano de pesquisa e dedicação, o Centro de Memória Morashá marcou para junho a sua primeira exposição, na qual serão exibidos fotografias, documentos e objetos que a comunidade sefaradita trouxe consigo de seus países de origem. Estarão também disponíveis depoimentos em vídeo de alguns dos imigrantes.

Durante o Seder, este ano, ao pronunciarmos as palavras “no próximo ano, em Jerusalém”, juntemos uma prece pela paz e segurança de nossos irmãos em Israel e em todas as partes do mundo. Por simples questão de humanidade, é preciso tomar uma posição. Pois, “se não formos nós, quem o será? E se não for agora, quando, então?”

Amigos, Pessach casher ve-sameach para todos!

LEIA A CARTA NA ÍNTEGRA...

CARTA AO LEITOR:
ANO XI N.44 MARÇO 2004

Em fevereiro deste ano, num discurso na Conferência Européia sobre o Anti-semitismo, o rabino Jonathan Sacks alertou os presentes sobre o perigo desse movimento, dizendo: “Não estamos em 1942, nem tampouco em 1933. Mas dia após dia vemos serem plantadas sementes que um dia poderão dar frutos carregados de puro veneno. Tais sementes provêm de diferentes partes do mundo, disseminadas em e-mails, por televisão a satélite e pela Internet, e todas usam imagens inflamatórias e linguagem incendiária. Dezenas de milhões de crianças estão sendo instruídas de que, isolado entre as demais nações, Israel não tem o direito de existir e que todos os males do mundo são causados pelos judeus. Todos os velhos mitos, desde o infame “Libelo de sangue” aos “Protocolos dos Sábios de Sion”, estão sendo reciclados – e isto depois de mais de 50 anos do refrão de que “Nunca mais”...
Lamentavelmente, a perseguição ao povo judeu não terminou com o Êxodo do Egito – que, dentro em breve, celebraremos – nem mesmo com a morte de Hitler. Ainda existem aqueles que buscam extinguir da face da Terra qualquer reminiscência da existência judaica.

Nossos irmãos israelenses são alvo de ataques, onde quer que estejam. Por isso, muitos relutam em deixar suas casas. Temem ir a um restaurante, um shopping ou a um cinema de bairro. Nos últimos anos, homens-bomba suicidas tiraram a vida de um número demasiado grande de inocentes que apenas desfrutavam algumas horas de lazer com amigos, em local outrora pacífico e inofensivo.

A preocupação com o ressurgimento do anti-semitismo e a certeza de que a disseminação da informação é a melhor arma para combater esse mal, levou-nos a incluir nesta edição a brilhante e profunda análise histórica de Natan Sharansky, “Sobre o ódio aos judeus”, publicada na conceituada revista Commentary, sobre este pernicioso mal e seus múltiplos disfarces, e pronunciada pelo autor na Conferência sobre o Anti-semitismo, realizada em Paris, em maio de 2003, e no Fórum Mundial do American Enterprise Institute, logo a seguir.

Dentro de alguns dias celebraremos Pessach. Este ano, como em todos os outros e em todas as gerações, ao consumir as ervas amargas e o pão não fermentado, recordaremos que a paz pela qual ansiávamos para Israel, ainda não é uma realidade.

No entanto, nós, judeus, também olhamos para o futuro. A noite de Pessach é única e extraordinária, é a época de contar nosso passado, mas também de pensar em renovação. Morashá escolheu justamente esta época para lançar uma nova diagramação! Se por um lado a revista está mais dinâmica e atual, por outro mantém seu compromisso com o conteúdo. O judaísmo e suas inúmeras facetas continuam sendo nosso objetivo primordial, pois é cada vez mais importante fortalecer nossa própria identidade judaica e a de nossos filhos.

Atendendo pedidos de nossos leitores e internautas, o site Morasha.com também passou por alterações. Três novas seções foram adicionadas e diariamente são lançados on-line conceitos e curiosidades sobre nossa história, leis e tradições. Trata-se apenas de uma abordagem diferente para um mesmo e único objetivo.

Finalmente, após um ano de pesquisa e dedicação, o Centro de Memória Morashá marcou para junho a sua primeira exposição, na qual serão exibidos fotografias, documentos e objetos que a comunidade sefaradita trouxe consigo de seus países de origem. Estarão também disponíveis depoimentos em vídeo de alguns dos imigrantes.

Durante o Seder, este ano, ao pronunciarmos as palavras “no próximo ano, em Jerusalém”, juntemos uma prece pela paz e segurança de nossos irmãos em Israel e em todas as partes do mundo. Por simples questão de humanidade, é preciso tomar uma posição. Pois, “se não formos nós, quem o será? E se não for agora, quando, então?”

Amigos, Pessach casher ve-sameach para todos!


ANTISSEMITISMO

FILME FOMENTA ANTI-SEMITISMO ?

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Antes mesmo de seu lançamento nas salas de cinema de todo o mundo, o filme "A Paixão " produzido e dirigido pelo ator Mel Gibson, gera debates e críticas pela violência de suas cenas.

Edição 44 - Março de 2004

ANTISSEMITISMO

SOBRE O ÓDIO AOS JUDEUS

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Não há ódio que tenha história tão rica e letal quanto o anti-semitismo - "o mais prolongado dos ódios" - como o intitulou o historiador Robert Wistrich.

Edição 44 - Março de 2004

ISRAEL HOJE

ISRAEL LEVANTA CERCA PARA SE PROTEGER

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Vibrante sociedade democrática, Israel habituou-se a abrigar acirrados debates sobre os rumos do país e sobre como atuar na questão palestina. São raros os temas que galvanizam maioria esmagadora da opinião pública local.

Edição 44 - Março de 2004

ISRAEL HOJE

TEL AVIV, A CIDADE BRANCA

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Conhecida como a 'Cidade Branca', Tel Aviv é um rico exemplar de arquitetura moderna. Tem a maior concentração do mundo de prédios no estilo "moderno internacional", mais conhecido como "Bauhaus". A famosa faculdade alemã, que praticava a racionalidade e o funcionalismo na arquitetura, encontrou em Tel Aviv seu 'berço esplêndido'.

Edição 44 - Março de 2004

COMUNIDADES DA DIÁSPORA

FLORENÇA, A MAGNÍFICA

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Berço do Renascimento italiano, é uma das cidades mais belas do mundo. Foi sob o domínio da família Médici, que a governou desde o início do século XV até meados do século XVIII, que atingiu o seu apogeu.

Edição 44 - Março de 2004

COMUNIDADES DA DIÁSPORA

O Tempio Maggiore : a sinagoga de Florença

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A Grande Sinagoga de Florença, também conhecida como Tempio Maggiore, Templo Principal, é, até hoje, considerada uma das mais belas da Europa.

Edição 44 - Março de 2004

VARIEDADES

KERRY: RETORNO DAS IDÉIAS DE CLINTON AO ORIENTE MÉDIO

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Com a candidatura do democrata John Kerry à Casa Branca, a sombra do ex-presidente Bill Clinton volta a pairar sobre o Oriente Médio.

Edição 44 - Março de 2004

MISTICISMO

O QUE É O ZOHAR ?

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O Sefer ha-Zohar - o Livro do Esplendor - É, sem sombra de dúvida, a obra principal e mais sagrada da Cabalá, a dimensão mística do judaísmo.

Edição 44 - Março de 2004

CRÔNICAS E CONTOS

O REI SÁBIO

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Era um rei muito jovem e muito sábio, Salomão. Seu pai, o rei David, pouco antes de morrer, convocou a Corte e anunciou aos seus príncipes: "De todos os meus filhos (porque muitos me deu o Senhor), Ele escolheu Salomão para herdar meu trono".

Edição 44 - Março de 2004

CRÔNICAS E CONTOS

O SEDER SECRETO DE UNTERLUSS

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Edição 44 - Março de 2004

ARTE E CULTURA

FELIX NUSSBAUM, UM RETRATO DA SHOÁ

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O pintor alemão, hoje considerado um dos melhores exemplos da arte alemã do século XX, morreu com apenas 40 anos, em agosto de 1944, nas câmaras de gás de Auschwitz. Sua arte, no entanto, permanece viva ao longo das décadas.

Edição 44 - Março de 2004

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Há quanto tempo é conhecida a duração do ciclo lunar?

Edição 44 - Março de 2004

HISTÓRIA DE ISRAEL

O DIA EM QUE ISRAEL NASCEU

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No dia 18 de fevereiro de 1947, o gordo e macilento Ernest Bevin, ministro das relações exteriores do Reino Unido, num tom de voz que aliava resignação e indignação, declarou à Câmara dos Comuns: "Chegamos à conclusão de que o único caminho viável é

Edição 44 - Março de 2004

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REFUGIADOS ESQUECIDOS

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Quase não se ouve falar sobre deles. Não ocupam muito espaço nas manchetes de jornais nacionais e internacionais, nem nos fóruns de debates sobre direitos de minorias perseguidas ao longo da história.

Edição 44 - Março de 2004

PROFETAS E SÁBIOS

RABI SHIMON BAR YOCHAI: O PAI DO MISTICISMO JUDAICO

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Uma narrativa do Talmud de Jerusalém: Rabi Akiva, ao ordenar seus dois alunos mais destacados...

Edição 44 - Março de 2004

PÊSSACH

O BANQUETE DA RECORDAÇÃO

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Naquele dia contarás a teu filho, dizendo: É isto pelo que o Senhor me fez, quando saí do Egito (Êxodo 13:8).

Edição 44 - Março de 2004

PÊSSACH

PREPARANDO PESSACH

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Neste ano, o dia 14 de Nissan, véspera de Pessach, cai no dia 5 de abril, segunda-feira.

Edição 44 - Março de 2004