Morashá

CARTA AO LEITOR:
ANO XI N.41 JUNHO 2003

A história do povo judeu está intimamente ligada à Terra de Israel, a Jerusalém e ao Templo Sagrado. Nesta edição, Morashá escolheu uma série de temas ligados a estes assuntos. Entre eles, os eventos que antecederam a destruição de Jerusalém e do Segundo Templo pelos romanos, uma perda irreparável que lamentamos ano após ano, em Tisha Be’Av. Trazemos também uma matéria sobre algumas das razões que fazem do Kotel um local sagrado para todos os judeus e um ponto de convergência das súplicas e orações para muitos.

A queda de Jerusalém e a vitória dos romanos sobre os judeus significou também uma interrupção na soberania judaica sobre a Terra de Israel. Exilados à força pelos romanos, iniciava-se para o povo judeu um período de dispersão e exílio que duraria séculos. Durante o longo tempo em que ficaram proibidos de voltar à sua Terra, os judeus continuaram a se desenvolver em outras paragens. A vida na Diáspora foi marcada, ao longo dos séculos, por períodos de perseguição, entremeados por outros de desenvolvimento e engrandecimento. A Idade Média, também chamada pelos historiadores de Idade das Trevas, é considerada “ época de ouro “ para os judeus da Península Ibérica e, na Espanha em particular, foi um período que registrou até mesmo o renascimento da língua hebraica. A melhor ilustração literária desse despertar cultural está na constelação de extraordinários poetas, filósofos e estudiosos da liturgia surgida nesse país, nos séculos XI e XII, entre os quais se destaca a figura do Rabi Abraão Ibn Ezra, tema de interessante artigo nessa edição.

A dimensão desse período e dos personagens que escreveram essa fase da história judaica poderão ser apreciados neste número de nossa Morashá, que traz também uma matéria sobre a Tunísia, país que abrigou uma das comunidades mais antigas da diáspora. Este país é mencionado, inclusive, em inúmeras passagens do Talmud e também nas obras do historiador Flávio Josefo, que testemunhou a transferência de milhares de judeus da Terra de Israel para a Tunísia.

Em maio último, Israel comemorou 55 anos de existência soberana. As lutas e as dificuldades do período que antecedeu a Declaração de Independência, proclamada por David Ben Gurion em 14 de maio de 1948, assim como os episódios principais da Guerra de Independência, também vêm relatados nesta edição.

Morashá não poderia deixar de trazer a seus leitores uma análise sobre o envolvimento dos Estados Unidos na questão israelo-palestina. São tempos de extrema dificuldade em várias frentes, mas também de grandes esperanças, pois apesar de todos os obstáculos que ora enfrentamos, não podemos desistir de nossos sonhos de paz.

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CARTA AO LEITOR:
ANO XI N.41 JUNHO 2003

A história do povo judeu está intimamente ligada à Terra de Israel, a Jerusalém e ao Templo Sagrado. Nesta edição, Morashá escolheu uma série de temas ligados a estes assuntos. Entre eles, os eventos que antecederam a destruição de Jerusalém e do Segundo Templo pelos romanos, uma perda irreparável que lamentamos ano após ano, em Tisha Be’Av. Trazemos também uma matéria sobre algumas das razões que fazem do Kotel um local sagrado para todos os judeus e um ponto de convergência das súplicas e orações para muitos.

A queda de Jerusalém e a vitória dos romanos sobre os judeus significou também uma interrupção na soberania judaica sobre a Terra de Israel. Exilados à força pelos romanos, iniciava-se para o povo judeu um período de dispersão e exílio que duraria séculos. Durante o longo tempo em que ficaram proibidos de voltar à sua Terra, os judeus continuaram a se desenvolver em outras paragens. A vida na Diáspora foi marcada, ao longo dos séculos, por períodos de perseguição, entremeados por outros de desenvolvimento e engrandecimento. A Idade Média, também chamada pelos historiadores de Idade das Trevas, é considerada “ época de ouro “ para os judeus da Península Ibérica e, na Espanha em particular, foi um período que registrou até mesmo o renascimento da língua hebraica. A melhor ilustração literária desse despertar cultural está na constelação de extraordinários poetas, filósofos e estudiosos da liturgia surgida nesse país, nos séculos XI e XII, entre os quais se destaca a figura do Rabi Abraão Ibn Ezra, tema de interessante artigo nessa edição.

A dimensão desse período e dos personagens que escreveram essa fase da história judaica poderão ser apreciados neste número de nossa Morashá, que traz também uma matéria sobre a Tunísia, país que abrigou uma das comunidades mais antigas da diáspora. Este país é mencionado, inclusive, em inúmeras passagens do Talmud e também nas obras do historiador Flávio Josefo, que testemunhou a transferência de milhares de judeus da Terra de Israel para a Tunísia.

Em maio último, Israel comemorou 55 anos de existência soberana. As lutas e as dificuldades do período que antecedeu a Declaração de Independência, proclamada por David Ben Gurion em 14 de maio de 1948, assim como os episódios principais da Guerra de Independência, também vêm relatados nesta edição.

Morashá não poderia deixar de trazer a seus leitores uma análise sobre o envolvimento dos Estados Unidos na questão israelo-palestina. São tempos de extrema dificuldade em várias frentes, mas também de grandes esperanças, pois apesar de todos os obstáculos que ora enfrentamos, não podemos desistir de nossos sonhos de paz.


ISRAEL HOJE

APÓS O ATAQUE: A DOLOROSA TAREFA

APÓS O ATAQUE: A DOLOROSA TAREFA

Uma das missões mais dolorosas ocorre na esteira de uma operação terrorista, quando os voluntários do “Hatzalah” embrenham-se em meio aos escombros e corpos, iniciando seu trabalho ao lado das equipes policiais, militares e médicas.

Edição 41 - Junho de 2003

HOLOCAUSTO

TREBLINKA, A CORAGEM DOS ESQUECIDOS

TREBLINKA, A CORAGEM DOS ESQUECIDOS

Enfraquecidos, humilhados, sem esperança, solitários e esquecidos pelo mundo. Assim estavam os prisioneiros no campo de extermínio de Treblinka nas semanas que antecederam o Levante de 2 de agosto de 1943.

Edição 41 - Junho de 2003

HOLOCAUSTO

WIESENTHAL SE APOSENTA, MAS A CAÇA A NAZISTAS CONTINUA

WIESENTHAL SE APOSENTA, MAS A CAÇA A NAZISTAS CONTINUA

Apesar dos 94 anos de idade, ele, um sobrevivente do Holocausto, vai ao trabalho diariamente. O mais célebre caçador de nazistas da história, Simon Wiesenthal, continua a freqüentar seu escritório em Viena com uma perseverança ímpar e com uma impecável pontualidade.

Edição 41 - Junho de 2003

COMUNIDADES DA DIÁSPORA

TRADIÇÕES E COSTUMES DA TUNÍSIA

TRADIÇÕES E COSTUMES DA TUNÍSIA

Qualquer comunidade tem certos costumes, tradições e ritos que lhe são peculiares... São essas tradições que nos fazem lembrar com nostalgia de nossa infância e nos unem a nossas raízes. Retratamos neste artigo alguns desses costumes tunisianos que,infelizmente, com o passar do tempo tendem a se perder.

Edição 41 - Junho de 2003

COMUNIDADES DA DIÁSPORA

A IDADE DE OURO DO JUDAÍSMO SEFARADITA

A IDADE DE OURO DO JUDAÍSMO SEFARADITA

Foi na Espanha dominada pelos muçulmanos, durante os séculos X, XI e primeira metade do XII, que os judeus espanhóis criaram uma cultura extraordinária, atingindo altíssimos níveis em todos os aspectos do conhecimento.

Edição 41 - Junho de 2003

COMUNIDADES DA DIÁSPORA

TUNÍSIA, ENCONTRO DE CULTURAS

TUNÍSIA, ENCONTRO DE CULTURAS

A Tunísia, situada no norte da África, é o menor e o mais a leste dos três países que constituem o chamado Magrebe. Sua posição estratégica, na costa do Mediterrâneo, fez com que no decorrer dos milênios a região fosse ponto de passagem para vários impérios.

Edição 41 - Junho de 2003

VARIEDADES

MORASHÁ.COM

MORASHÁ.COM

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Edição 41 - Junho de 2003

VARIEDADES

PROJETO ODONTOLOGIA

PROJETO ODONTOLOGIA

O projeto da clínica odontológica nasceu de um crescente apelo de muitos membros menos favorecidos de nossa comunidade para obter um atendimento totalmente gratuito.

Edição 41 - Junho de 2003

VARIEDADES

CARTAS

CARTAS

Cartas

Edição 41 - Junho de 2003

BRASIL

JUDEUS DE BRASÍLIA LUTAM PELA CONTINUIDADE

JUDEUS DE BRASÍLIA LUTAM PELA CONTINUIDADE

A Associação Cultural Israelita de Brasília (Acib) É o centro cultural, social e religioso das estimadas 120 a 150 famílias judias que vivem em Brasília.

Edição 41 - Junho de 2003

LEIS, COSTUMES E TRADIÇÕES

POR QUE O KOTEL É SAGRADO?

POR QUE O KOTEL É SAGRADO?

Por que será que o Muro das Lamentações atrai gente de todas as origens e religiões? São seis as razões para tal. Vejamos, a seguir.

Edição 41 - Junho de 2003

CRÔNICAS E CONTOS

A SAGRADA LOCALIZAÇÃO DO TEMPLO

A SAGRADA LOCALIZAÇÃO DO TEMPLO

O rei Salomão herdou de seu pai, David, inúmeras riquezas e, graças à sabedoria que lhe era peculiar, soube fazê-las prosperar. Cada um de seus projetos era sempre realizado com sucesso e sua glória se espalhou pelo mundo. “De que me servem todos esses tesouros se os anos estão passando sem que eu possa cumprir a promessa que fiz a meu pai?”, perguntava-se amargamente o monarca.

Edição 41 - Junho de 2003

BIOGRAFIAS

GLÜCKEL DE HAMELN

GLÜCKEL DE HAMELN

É a mais antiga memorialista e cronista mulher em língua iídiche. Em sua obra, “A Vida de Glückel de Hameln”, retrata a história,a vida e a cultura dos judeus da Europa Central entre os séculos XVII e XVIII.

Edição 41 - Junho de 2003

BIOGRAFIAS

À SOMBRA DE UM GIGANTE

À SOMBRA DE UM GIGANTE

David Marcus, assessor de Ben-Gurion, foi um dos militares judeus americanos que participou da luta pela formação do Estado de Israel, morrendo antes de ver florescer a nova nação.

Edição 41 - Junho de 2003

BIOGRAFIAS

PRIMO LEVI

PRIMO LEVI

Primo Levi, 1919-1987, judeu italiano foi um dos poucos sobreviventes de Auschwitz, o campo de concentração onde milhões de prisioneiros, judeus como ele, foram assassinados pelos nazistas. Sobreviveu para regressar a Turim, sua cidade-natal, e escrever um dos mais extraordinários e comoventes testemunhos dos campos de extermínio nazista.

Edição 41 - Junho de 2003

HISTÓRIA DE ISRAEL

A GUERRA DA INDEPENDÊNCIA

A GUERRA DA INDEPENDÊNCIA

Enquanto David Ben-Gurion lia o texto da Declaração de Independência do Estado de Israel, em 14 de maio de 1948, no Museu de Arte de Tel Aviv, a multidão festejava a realização de um sonho há muito acalentado, dançando e cantando nas ruas da cidade...

Edição 41 - Junho de 2003

JUDAISMO NO MUNDO

CONDOLEEZZA RICE, A NOVA FACE DE WASHINGTON PARA O ORIENTE MÉDIO

CONDOLEEZZA RICE, A NOVA FACE DE WASHINGTON PARA O ORIENTE MÉDIO

Especialista em questões soviéticas, com brilhante passagem pela Universidade de Stanford, Condoleezza Rice recebeu, em 1998, um convite para se reunir com George W. Bush em Kennebunkport, no Estado de Maine. À época, o candidato republicano começava a esboçar o embrião de sua equipe de governo, de olho nas eleições presidenciais de 2000.

Edição 41 - Junho de 2003

PROFETAS E SÁBIOS

RABI ABRAÃO IBN EZRA

RABI ABRAÃO IBN EZRA

Rabi Abraão ben Meir Ibn Ezra, famoso comentarista da Torá, foi uma das mais brilhantes personalidades da Idade de Ouro da Espanha medieval. Durante o período em que viveu, a Espanha, então sob domínio muçulmano, tornara-se o maior centro cultural judaico do mundo.

Edição 41 - Junho de 2003

TISHÁ B´AV

A QUEDA DO SEGUNDO TEMPLO SAGRADO

A QUEDA DO SEGUNDO TEMPLO SAGRADO

Em Tisha B’Av, nono dia do mês hebraico de Menachem Av, jejuamos e choramos a destruição do Templo Sagrado de Jerusalém. O Segundo Templo foi destruído 490 anos após o primeiro, que também caiu por terra nessa mesma data sinistra.

Edição 41 - Junho de 2003