Morashá
Os mandamentos da Festa de Purim O pergaminho de Esther, Jacob Ben Bezalel, Frankfurt, Alemanha, 1806/07

Os mandamentos da Festa de Purim

Purim, celebrada no 14o dia do mês de Adar, é A DATA mais alegre do ano judaico. Comemora a milagrosa salvação do Povo Judeu na antiga Pérsia da trama de Haman para “destruir, matar e aniquilar todos os judeus, jovens e idosos, crianças e mulheres, em um único dia”.

Edição 98 - Dezembro de 2017


São quatro as mitzvot (mandamentos Divinos) básicas associadas com a festa de Purim. Apesar de não ser um Yom Tov, um dia sagrado – já que não há restrições como no Shabat ou nas festas bíblicas (Rosh Hashaná, Yom Kipur, Sucot, Pessach e Shavuot) –, deve-se, se possível, tirar o dia de folga do trabalho para celebrar essa festividade alegre e, assim, poder cumprir seus mandamentos de forma adequada.

É importante lembrar que no calendário judaico, o novo dia começa ao pôr-do-sol. Purim, portanto, que é uma festa de um só dia, se inicia ao anoitecer e termina no dia seguinte, com o cair da noite. Excetuando-se o mandamento de ouvir a leitura da Meguilá, que deve ser lida à noite e novamente no dia de Purim, os outros três mandamentos da festa são realizados durante o dia.

1º mandamento: Ouvir a leitura da Meguilá

A Meguilat Esther, um dos livros do Tanach (Torá, Profetas e Escritos Sagrados) conta-nos a história de Purim. Como mencionamos acima, há o mandamento de ouvir a leitura da Meguilá duas vezes durante a festa: na noite e, novamente, no dia de Purim.

O mandamento de ouvir a leitura da Meguilá se aplica a homens e mulheres. É preferível que seja feita na presença de um minyan. Como uma das razões para a leitura é divulgar os milagres celebrados nesse dia, o fato de ser feita na sinagoga permite que o mandamento seja cumprido da melhor forma.

Ouvir essa leitura é tão importante que tem precedência sobre o cumprimento de todos os demais mandamentos positivos da Torá. Isso significa que mesmo quem estuda a Torá durante o dia todo, deve interromper seus estudos para ouvir a Meguilá. A única mitzvá que não é suspensa para a leitura da Meguilá é o enterro de uma pessoa que foi encontrada morta e não tem quem a enterre.

A leitura é feita a partir de um rolo de pergaminho escrito à mão. Para cumprir o mandamento, é necessário ouvir cada uma das palavras. O ideal é que todos os que estão na sinagoga tenham uma Meguilá manuscrita sobre pergaminho diante de si para poder acompanhar a leitura. Desta forma, tem-se a certeza de que mesmo quem não conseguiu ouvir uma ou outra palavra, poderá ler sozinho e, assim, cumprir o mandamento. Quem não tiver uma Meguilá manuscrita, deverá ler de uma impressa.

2º mandamento: Dar presentes aos carentes (Matanot LaEvyonim)

Um dos temas primordiais de Purim é a união do Povo Judeu. O notório antissemita Haman, primeiro-ministro do rei persa Achashverosh, tentou matar todos os judeus, sem exceção – homens, mulheres e crianças. Não fazia distinção entre os judeus; para ele, todos eram iguais – e cada um deles tinha que ser exterminado. Pouco lhe importava se eram religiosos, eruditos, bem-sucedidos – ou não. Como todos eles viviam sob o domínio do Rei Achashverosh, a “Solução Final para a Questão Judaica” de Haman se aplicava a cada um deles. E juntos, eles enfrentaram essa ameaça à sua existência. Oraram e jejuaram juntos. E juntos prevaleceram contra seus inimigos. Assim, em Purim, todos os judeus celebram juntos. Se Haman, o Hitler da Antiguidade, nos ensinou algo, esse algo foi que, apesar de nossas diferenças e discórdias – nosso grau de observância religiosa, nossas tendências políticas, se somos sefaraditas ou asquenazitas, se vivemos em Israel ou na Diáspora –, nós, judeus, somos um povo indivisível. Nossos inimigos – antigos e atuais – não fazem distinção entre nós. Às vezes, como nesse caso, até a maldade personificada tem algo a nos ensinar – ou seja, que não há distinção real entre os judeus, pois todos os Filhos de Israel constituem um só organismo.

Outro tema importante em Purim é a sobrevivência física do Povo Judeu. Se Chanucá celebra o triunfo do Judaísmo, Purim comemora eventos bem mais dramáticos e extremos. Haman não estava interessado em converter ou assimilar nosso povo, como os sírio-gregos. Ele queria realizar o que seu “filho espiritual” quase conseguiu, dois milênios mais tarde: extirpar todos os judeus da face da Terra. Assim sendo, enquanto Chanucá celebra uma vitória militar em guerra travada por razões espirituais, Purim comemora a existência física do Povo Judeu.

Como Purim comemora a sobrevivência física do Povo Judeu, celebramos essa festa contribuindo para o bem-estar físico dos demais judeus, em especial, dos mais necessitados. O mandamento da Tzedacá, a mitzvá mais importante da Torá, se aplica a todos os dias do ano nos quais a Torá nos permite usar dinheiro. O judaísmo nos ordena ser generosos e empenhar-nos em ajudar os demais ao nosso máximo – a judeus e não judeus. Mas em Purim, o mandamento da Tzedacá é especialmente enfatizado; temos que ser generosos com todos os que buscam ajuda.

Um dos quatro mandamentos dessa festa é dar Matanot LaEvyonim, literalmente, “presentes aos carentes”. Devemos dar Tzedacá a duas pessoas necessitadas, no mínimo. Isso pode ser cumprido por meio de qualquer tipo de presente: dinheiro, alimento, bebida ou roupa. O ideal é que seja um presente substancial. Os Matanot LaEvyonim devem ser dados durante o dia de Purim e, de preferência, na parte da manhã, para que quem os recebe possa usufruí-los durante a festa. A quantia dada deve ser suficiente para que comprem alimento e bebida, dessa forma possibilitando que tenham uma refeição festiva nesse dia. Contudo, quem recebe o presente não é obrigado a gastar o dinheiro em Purim: pode usá-lo em outra data e da forma que quiser.

Os Matanot LaEvyonim não devem ser dados antes de Purim, para que quem os recebe não os utilizem antes da festa – pois nesse caso, o doador não teria cumprido o mandamento.

Quem não deparar com pessoas carentes em Purim, deve doar o dinheiro a uma sinagoga que esteja arrecadando fundos com esse propósito. É necessário que o dinheiro dado em Purim seja destinado aos necessitados: não pode ser usado para nenhum outro propósito, por mais nobre ou sagrada que seja a finalidade.

Em Purim, doamos dinheiro a quem o pede: não fazemos perguntas nem procuramos saber se quem pede a Tzedacá realmente a necessita ou não.

O mandamento de Matanot LaEvyonim é dever de todos os judeus – homens, mulheres e até crianças.

3º mandamento: Enviar presentes de alimentos para amigos (Mishloach Manot)

Como explicamos acima, Purim celebra a unidade judaica e a sobrevivência física do Povo Judeu. Por isso, os mandamentos relativos à festa enfatizam e buscam promover a amizade e o senso de comunidade. Uma das formas de o fazer é cumprir o mandamento de Mishloach Manot: o envio de presentes de alimentos a amigos e conhecidos.

Essa mitzvá é cumprida mediante o envio de um presente contendo, no mínimo, dois tipos diferentes de alimentos prontos ou bebidas a, pelo menos, um amigo ou conhecido. Para cumprir essa obrigação, os alimentos devem ser prontos para o consumo, como biscoitos, frutas, doces, vinho ou outras bebidas. É importante observar que esse mandamento não pode ser cumprido com dinheiro ou outro tipo de presentes. É louvável enviar os Mishloach Manot ao máximo de amigos possível. E mais, é adequado que sejam substanciais ao ponto de denotar respeito. Portanto, devemos atentar para não enviar um presente de alimentos qualquer para que não seja insulto a quem o recebe.

É importante ressaltar que ao cumprirmos os mandamentos de Purim, devemos ser mais generosos nos presentes para os carentes do que nos presentes de alimentos para os amigos. Devemos priorizar os Matanot LaEvyonim ao alocar a verbaque iremos gastar no cumprimento dessas mitzvot. É muito mais importante ser generoso com os necessitados do que enviar Mishloach Manot elegantes e caros aos amigos.

O mandamento de Mishloach Manot deve ser cumprido durante o dia de Purim, não na noite da festa. Os homens enviam Mishloach Manot a homens; as mulheres, a mulheres. É preferível que os presentes de alimentos sejam entregues por um terceiro – e não diretamente. Apesar de haver uma regra geral na Torá de que é preferível cumprir a mitzvá em pessoa a delegá-la a um terceiro, esse mandamento é diferente, pois a expressão Mishloach Manot usada na Meguilat Esther implica que essa mitzvá em particular é mais adequadamente cumprida se realizada por meio de um intermediário. (Mishloach significa envio). No entanto, se a pessoa entregar seus presentes de alimentos pessoalmente, terá cumprido plenamente o mandamento.

4º mandamento: Refeição festiva no dia de Purim (Seudat Purim)

Um dos mandamentos da festa é fazer uma refeição festiva – uma Seudat Purim. Isso celebra o fato de que na história de Purim, a queda de Haman ocorreu durante um banquete organizado pela Rainha Esther. Essa refeição deve ocorrer durante o dia; aquele que realiza uma Seudat Purim durante a noite da festa não cumpriu o mandamento. No entanto, após ouvir a leitura noturna da Meguilá, deve-se também festejar e fazer uma refeição mais elaborada que de costume.

É importante observar que como Purim não é um Yom Tov, não se recita o Kidush nessa festividade. Contudo, antes de iniciar a Seudat Purim, deve-se lavar as mãos com a bênção de Netilat Yadayim e comer pão. Após a refeição, recita-se o Birkat Hamazon (Oração após as Refeições), incluindo-se a passagem de Ve’Al Hanissim – que menciona o milagre de Purim.

A Seudat Purim deve começar antes do pôr-do-sol. Merece louvores quem convida amigos para seu banquete. Se Purim cai numa 6a feira, a refeição festiva é realizada mais cedo e tem que estar concluída bem antes do Shabat para que se possa desfrutar da refeição do dia sagrado com prazer; contudo, há quem tenha o costume de fazer a refeição de Purim bem mais tarde na 6a feira, estendendo-a até a chegada do Shabat: coloca-se, então, a toalha própria na mesa, recita-se o Kidush de Shabat e segue-se com a refeição – que passa, então, a ser duplamente festiva, tanto em honra de Shabat quanto de Purim.

Deve-se comer carne e tomar vinho na Seudat Purim. Também é costume comer legumes, comemorando o fato de que a Rainha Esther comia legumes e verduras enquanto vivia no palácio real, pois se recusava a comer a comida não casher servida no palácio.

Deve-se notar que a refeição festiva de Purim é outro mandamento que enfatiza o plano físico: essa mitzváé cumpridacom alimento e bebida. O mandamento de Seudat Purim enfatiza, novamente, o tema geral da festa – a sobrevivência física e o bem-estar material do Povo Judeu.

É importante enfatizar, contudo, que apesar de que a refeição de Purim deve ser alegre, o mandamento não deve ser cumprido frivolamente. Não se trata de uma refeição desregrada e, muito menos, uma bacanal romana. Ainda que seja um mandamento cumprido por meio de comida e bebida, essa refeição festiva tem um enorme significado espiritual, pois eleva a alma enquanto satisfaz o corpo. Na verdade, é recomendado que se realize algum estudo de Torá antes de se iniciar a Seudat Purim. O Zohar, obra fundamental da Cabalá, revela que ao se realizar um banquete em Purim, pode-se conseguir a mesma elevação espiritual que se consegue ao jejuar em Yom Kipur.

Nossos Sábios ordenaram-nos servir vinho nesse banquete pelo fato de o milagre de Purim ser intimamente ligado ao vinho. A queda da Rainha Vashti, mulher de Achashverosh, ocorreu em um banquete de vinhos – e foi a oportunidade para que Esther tomasse seu lugar ao lado do Rei e salvasse nosso povo do genocídio. Além disso, também a derrota de Haman se deu em meio a uma festa de vinho organizada pela Rainha Esther.

Nossos Sábios também ordenaram que, em Purim, devemos beber vinho até nos embriagarmos. Ensinaram que é louvável beber até não se poder diferenciar entre “que Haman seja amaldiçoado” e “que Mordechai seja abençoado”. No entanto, se a saúde da pessoa for prejudicada com esse excesso, ou se ela temer que bebendo demais seja levada a agir de forma irresponsável ou desagradável, ou a negligenciar as bênçãos e orações, ela não deve beber demais. Há quem não deva beber de forma alguma. Estes devem tirar um cochilo durante o dia, pois aquele que está adormecido não sabe diferenciar entre “que Haman seja amaldiçoado” e “que Mordechai seja abençoado”.

Ainda que seja louvável realizar uma Seudat Purim elaborada e farta, é preferível ser generoso com os necessitados do que gastar demais em um rico banquete de Purim. Como explicamos acima, o mandamento de Matanot LaEvyonim – presentes aos carentes – supera a mitzváde Mishloach Manot. Supera, também, o mandamento de Seudat Purim. Evidentemente, é necessário cumprir todos os quatro mandamentos de Purim. Contudo, a maioria dos gastos com a festa deve ser direcionada aos presentes para os necessitados, como vimos. A razão para isso é que, como dissemos acima, não há mandamento mais importante no Judaísmo do que a Tzedacá. E também, como ensinam nossos Sábios, não há alegria maior ou ato mais digno do que alegrar o coração do necessitado, do órfão e da viúva. Escreveu Maimônides, que quem alegra o coração deles pode ser comparado à Shechiná, a Presença Divina, como diz o versículo: “(D’us) reanima o espírito dos oprimidos e restaura o coração dos humilhados” (Rambam, Hilchot Meguilá 2).

Orações especiais para a festa de Purim

A passagem Ve’Al Hanissim é recitada nas orações da Amidá e no Birkat HaMazon (Oração após as Refeições). O trecho de Ve’Al Hanissim descreve a salvação ocorrida em Purim e agradece a D’us pelos “milagres de redenção, atos poderosos, de salvação e de milagres” que Ele realizou em prol de nossos antepassados, salvando-os do plano de Haman de exterminá-los.

Durante as orações matinais do dia de Purim, lê-se uma porção especial da Torá (Êxodo 17:8-16), que descreve a batalha de Yehoshua contra Amalek – o povo ancestral de Haman e inimigo mortal do Povo Judeu –, ocorrida quase mil anos antes dos eventos de Purim.

O uso de fantasias

Em Purim, é costume que as crianças – e até mesmo alguns adultos – usem fantasias. A tradição é alusiva aos milagres Divinos ocultos que salvaram nosso povo do nefasto objetivo de Haman. A Meguilat Esther é o único livro do Tanach que não faz menção a D’us – nem uma vez sequer. A razão para essa omissão é que na história de Purim, D’us “usou um disfarce”: Ele Se ocultou e agiu sigilosamente. Ao orquestrar uma série de eventos naturais – uma série incrível de coincidências –, Ele salvou o Povo Judeu.

Em Purim, muitas sinagogas organizam uma festa à fantasia, com prêmios para as crianças. Além de acrescentar alegria ao dia e despertar a curiosidade das crianças, o costume de se fantasiar reflete um dos principais temas de Purim: o fato de que D’us está sempre presente no mundo e em nossa vida pessoal, mas que Ele geralmente “Se disfarça”. Na maioria das vezes, D’us age em total segredo. Como ensina o Talmud – e como rezamos na oração da Amidá, três vezes ao dia –, D’us está sempre operando milagres – à noite, de manhã e à tarde. Se a maioria de nós não os percebe, é porque eles vêm disfarçados em “eventos naturais”.

Costumes antes e depois de Purim:

Leitura de Zachor, na Torá

Na manhã do Shabat que antecede Purim, após a leitura da porção da Torá da semana, lê-se uma passagem especial chamada Zachor (“Lembra-te”). Ouvir a leitura dessa passagem é um mandamento bíblico. Nela, D’us ordena a todo o Povo Judeu se lembrar dos feitos da nação de Amalek – os ancestrais de Haman, cujo objetivo é aniquilar os Filhos de Israel.

A porção de Zachor nos recorda que Amalek e seus descendentes – Haman e Hitler, entre muitos outros vilões – são os inimigos jurados do Povo Judeu, da Humanidade e até de D’us. Amalek personifica todas as formas de escuridão e mal que há no mundo. Esse povo assume diversas formas – físicas e espirituais – e há um mandamento na Torá para erradicá-lo da face da Terra. Todos os anos, no Shabat que precede a festa de Purim, ouvimos a porção de Zachor porque nosso povo precisa lembrar que homens como Haman e Hitler jamais poderão ser desculpados como lunáticos que guardavam no coração um ódio irracional contra os Filhos de Israel. Esses filhos de Amalek sabiam exatamente o que faziam quando tentaram exterminar o Povo Judeu. Seu propósito era extirpar o Povo Eleito por D’us para poderem estabelecer o reino da escuridão no mundo. O maior inimigo de Amalek é o Povo de Israel – o Povo da Luz (Isaías 60:3). A porção de Zachor recorda a nosso povo que uma de nossas missões é combater e vencer Amalek – total e definitivamente. Somente quando isso acontecer, a paz reinará no mundo.

Jejum de Esther

Quando a heroína da festa, a Rainha Esther, foi informada sobre o decreto genocida de Haman, ela pediu ao seu tio Mordechai, líder do Povo Judeu, que ordenasse aos judeus jejuarem por três dias. Ela própria jejuaria, bem como Mordechai. O propósito do jejum era ganhar o favor do Todo Poderoso, Rei dos Reis, para que ela, Esther, conseguisse influenciar seu esposo, rei terreno poderoso, para frustrar os planos de Haman.

Para celebrar esse jejum de três dias, que foi instrumental para a salvação de nosso povo, jejuamos no dia que antecede Purim. Taanit Esther (o Jejum de Esther) se inicia cerca de uma hora antes do nascer do sol e dura até a noite. É costume quebrar o jejum após ouvir a leitura noturna da Meguilá.

As “meias moedas” (Machatzit HaShekel)

Na tarde do Jejum de Esther, ou antes da leitura da Meguilá na noite de Purim, há uma tradição de doar certa quantia à sinagoga para celebrar o meio-shekel que todos os judeus contribuíam como sua parte nas oferendas comunitárias na época do Templo Sagrado de Jerusalém. Qual a conexão entre o donativo de meio-shekel ao Templo Sagrado e Purim?

Ensina o Talmud que “D’us manda a cura antes da enfermidade”. O meio-shekel que cada judeu contribuía como seu quinhão para as oferendas comunitárias serviu como antídoto às moedas de prata que Haman deu ao Rei Achashverosh em troca da permissão de aniquilar todos os judeus. Além disso, o Talmud ensina que a Tzedacá nos salva de todo o mal, mesmo da morte. Assim como os meio-shekels pouparam os judeus da destruição na história de Purim, nós também fazemos Tzedacá na tarde do Jejum de Esther como fonte de proteção e bênção.

Shushan Purim

Em Jerusalém, Purim é celebrado no dia 15 de Adar – e não 14 de Adar. O dia 15 é chamado de Shushan Purim. Fora de Jerusalém, inclusive na Diáspora, a data de 15 de Adar não é Purim – não se podendo cumprir as mitzvot da festa nesse dia. Contudo, Shushan Purim é um dia de alegria e celebração para todos os judeus, tanto em Israel como na Diáspora.

Bibliografia

http://www.chabad.org/holidays/Purim/article_cdo/aid/1362/jewish/Purim-How-To-Guide.htm