Morashá
Uma introdução às Leis da Cashrut

Uma introdução às Leis da Cashrut

Através da história do Povo Judeu, o cumprimento das leis da Cashrut tem sido um atributo inconfundível da identidade judaica. Quando um judeu volta ao Judaísmo – quando inicia sua jornada espiritual e abraça a Torá – o mandamento que ele mais provavelmente adota é a obediência às leis alimentares judaicas. Talvez, mais do que qualquer outra mitzvá da Torá,  as leis da Cashrut enfatizam que o Judaísmo é muito mais do  que uma “religião”, no sentido convencional.

Edição 93 - Setembro de 2016


Essas leis nos ensinam que a Santidade não está confinada à sinagoga e a alguns momentos especiais fora da vida cotidiana. Elas nos ensinam que a vida, em sua totalidade, é um empenho sagrado e que até mesmo uma atividade aparentemente mundana como o comer é governada por leis Divinas.

A palavra hebraica “casher” significa “apta”. As leis da Cashrut definem que alimentos são aptos para o consumo por um judeu. D’us as ordenou aos Filhos de Israel no deserto do Sinai. Os fundamentos dessas leis podem ser encontrados em Levítico e Deuteronômio, na Torá Escrita. D’us ensinou os detalhes e particularidades a Moshé. Esses ensinamentos foram transmitidos oralmente de uma geração a outra, até que finalmente foram escritos na Mishná e no Talmud.

As leis da Cashrut são muitas e envolvem muitos detalhes. Algumas são alvo de muita discussão entre as autoridades em Halachá (a Lei Judaica). Alguns rabinos, inclusive alguns antigos Rabinos Chefes de Israel, são um pouco mais lenientes acerca de algumas dessas leis, enquanto outros são extremamente rígidos. Quando surgem perguntas ou dúvidas sobre as questões da Cashrut, é importante consultar uma autoridade rabínica competente e versada no assunto.

Este artigo não pretende ser um tratado sobre essas leis, mas sim, uma introdução básica ao assunto.

Leis básicas da Cashrut

Segundo a Lei Judaica, carne, leite e ovos de certas espécies de animais são permitidos para consumo, enquanto outros são estritamente proibidos. Um animal terrestre é casher se ele rumina e tem o casco fendido. Essas duas características são imprescindíveis. São exemplo de animais terrestres casher a vaca, o carneiro, o cabrito e o veado. E de animais que não são casher o porco, o cachorro, o gato, o camelo, o cavalo e o coelho. Quanto às aves, a Torá relaciona 24 espécies não casher – basicamente todos os pássaros predatórios e necrófagos. São exemplo de pássaros casher a galinha, o peru, o pato e o pombo.

Uma criatura marítima é casher somente se tem barbatanas e escamas. Exemplos de peixes casher são o salmão, a truta, a carpa e o arenque. Já os não casher são a lagosta, o camarão, o caranguejo, o tubarão, os crustáceos e todos os mamíferos aquáticos. Todos os répteis, anfíbios, vermes e insetos não são casher. Há quatro tipos de gafanhotos que são casher, mas como há uma incerteza em sua identificação, quase todas as comunidades judaicas proíbem o consumo de qualquer tipo de gafanhoto.

As frutas, os legumes e os grãos são, em geral, sempre casher. Contudo, é imprescindível saber se não contêm insetos. O vinho e o suco de uva ou qualquer coisa que seja feita com os mesmos – como vinagre de vinho e conhaque – precisam da certificação casher.

O Talmud (Avodá Zará 29b, 35a-35b) proíbe o judeu de comer queijo que não foi produzido sob supervisão rabínica. Apesar de haver muitas razões para essa proibição, a maioria das autoridades argumentam que a proibição foi feita em virtude do uso de coalho – que é tradicionalmente derivado do revestimento do estômago do bezerro -, usado na produção de queijo. Portanto, para ser considerado casher, o queijo precisa ser produzido sob os auspícios de uma agência certificadora de Cashrut.

Conhecer os animais que são casher e os que não o são é apenas o primeiro passo no cumprimento das leis de Cashrut. Há inúmeras leis que determinam como o animal deve ser abatido e que partes do  mesmo podem ser consumidas.  Os mamíferos e pássaros casher são abatidos mediante um processo especial, a Shechitá, pelo qual a garganta do animal é cortada, rápida e com precisão, e de forma relativamente indolor, com uma faca especial, muito afiada e perfeitamente lisa, chamada chalaf. Se o animal não é abatido propriamente segundo a Lei Judaica, sua carne se torna não casher. E mais, a carne de um animal que morre ou é abatido por outro meio que não a Shechitá tampouco é casher. Também é estritamente proibido comer carne removida de um animal enquanto ele ainda vive. Essa lei também se aplica a não judeus. É uma das Sete Leis Universais de Noé, que D’us espera que todos os seres humanos cumpram. É importante observar que os peixes casher não necessitam de Shechitá. Contudo, antes de comê-los, é preciso ter certeza absoluta de que estão mortos.

Um aspecto muito importante das Leis de Cashrut diz respeito ao sangue do animal abatido. A Torá proíbe, terminantemente, o consumo do sangue de animais e aves. Dentro de 72 horas após o abate, todo o sangue extraído é drenado da carne por meio de um processo especial de imersão e salgamento. Apesar de ser permitido comer os ovos das espécies casher, estes devem ser cuidadosamente examinados para garantir que não têm mancha de sangue.

Outra importante e bem conhecida lei de Cashrut é a proibição de se combinar carne e leite. Não podemos cozinhar, comer ou aproveitar, de nenhuma maneira, a combinação carne e leite ou qualquer produto derivado de leite. Segundo a Torá, um produto lácteo é qualquer alimento que contenha leite de um animal casher. (O leite de um animal não casher, como o camelo ou o porco, não é casher e não pode ser consumido, de qualquer maneira).  O leite de soja, de amêndoa e de arroz não são produtos lácteos e, portanto, podem ser consumidos juntamente com a carne.

Muitos pensam, erroneamente, que as leis de Cashrut, particularmente a proibição de misturar leite com carne, não se aplica às aves, como galinha. Errado. É terminantemente proibido misturar carne de aves com leite ou outro produto lácteo. Deve-se guardar um intervalo entre a ingestão de qualquer tipo de carne ou ave e um produto lácteo – em geral, seis horas. Por outro lado, após consumir qualquer tipo de laticínio – por exemplo, tomar leite ou sorvete – basta comer ou beber qualquer outra coisa para “limpar a boca” de qualquer resíduo de comida, antes de comer carne. No entanto, segundo o Zohar, após consumir um produto lácteo, deve-se esperar uma hora inteira antes de comer carne. Algumas comunidades têm o costume de esperar meia hora, apenas. Esse breve intervalo antes de ingerir carne se aplica à maioria dos produtos lácteos, como leite, sorvetes e queijos macios. Se o queijo for do tipo duro ou de sabor muito forte, tipo suíço ou parmesão, o costume é esperar pelas seis horas completas antes de comer carne.

Há muitos alimentos que a Torá não considera nem carne nem laticínio. Estes caem em uma categoria chamada de Parve, e podem ser comidos com carne ou com leite. As frutas, ovos, peixes, legumes e grãos são Parve. Os peixes são considerados Parve, pois a Torá não considera significativa a pequena quantidade de sangue que possuem. Por isso eles não requerem a prática da Shechitá. Os ovos também são Parve, ainda que se originem de um animal. É interessante observar que o mel, apesar de ser produzido pela abelha, que não é um animalcasher, é considerado um alimento casher e Parve. Isto porque a Torá não considera o mel um produto animal.

Leis adicionais da Cashrut

O Talmud ensina esta regra prática: o que vem de um animal casher é casher, e o que vem de um animal não casher não é casher. Portanto, apenas o leite e os ovos de um animal cashersão casher. E o leite que se compra no supermercado, é casher? As leis de Cashrut estipulam que um judeu cumpridor da Torá deve presenciar o processo da ordenha do início ao fim para assegurar que somente foi usado leite de animais casher. Por essa definição, somente o leite que é produzido sob inspeção rabínica é casher. No entanto, em certos países ocidentais, é ilegal a comercialização de leite de animais não casher. Por isso, algumas autoridades Haláchicas permitem que se use leite comum e produtos lácteos casher que usam leite comum (como o sorvete Häagen Dazs), pois confiam na inspeção do governo como garantia suficiente. Isso é especialmente válido nos Estados Unidos. Essa questão é muito controversa e vai muito além do escopo deste artigo. Muitas comunidades judaicas da Diásporaaceitam essa concessão, enquanto outras se opõem radicalmente.

Outra questão da Cashrut relaciona-se ao pão e produtos de panificação. Segundo as leis da Torá, é permitido comer pão comprado em uma padaria. No entanto, é preciso certificar-se que nenhum ingrediente não casher foi utilizado em sua fabricação.Muitas comunidades judaicas são rigorosas a esse respeito e só consumem pãoe produtos de panificação feitos em padaria que cumpra as leis da Cashrut. É importante observar que essa preocupação também se aplica a outros produtos industrializados; sempre é possível que um alimento comprado no supermercado contenha ingredientes não casher. Por isso, muitosjudeus somente compram produtos cuja produção foi supervisionada por uma organização certificadora de Cashrut.

Concluímos aqui nossa breve introdução às leis da Cashrut. Queremos enfatizar que há muitas outras leis que não foram contempladas neste artigo. Para estudá-las, particularmente as que tratam dos pratos e dos utensílios da cozinha, recomendamos que se consulte um rabino competente ou uma autoridade em Cashrut.

Razão para as leis de Cashrut

No terceiro livro da Torá, Levítico, na porção de Shemini, lemos sobre  as leis dietéticas do Judaísmo.  A Torá nos ordena “... separar entre o impuro e o puro, e entre o animal que é para comer e o animal que não se deve comer” (Levítico, 11:47).

Como vimos acima, há certos animais que temos permissão  de comer e outros cujo consumo nos é terminantemente proibido. As diferenças entre os animais casher e não casher levantam dúvidas que desafiam até os maiores comentaristas da Torá. Por exemplo, por que a vaca é um animal casher e o porco não? Bem, um tem casco fendido e rumina; o outro tem casco fendido, mas não rumina. Mas, e daí? Por que é pecado consumir a carne de um animal que não rumina? Da mesma forma, por que o golfinho não é casher e o salmão é? O salmão tem escamas e o golfinho, não. Repetindo: e daí? Qual o pecado de comer uma espécie de peixe que não possui escamas?

Perguntas semelhantes podem ser feitas acerca de qualquer outra lei da Torá. Mas a questão dos alimentos casher e não casher chama especialmente a atenção em virtude da importância dessas leis em nossa vida diária. O que podemos ou não comer ocupa muito de nosso tempo, interesse e atenção.

Comentaristas da Torá, rabinos e pensadores têm tentado resolver os enigmas levantados pelas leis da Cashrut. Alguns alegam que comer animais não casher faz mal à saúde. O porco é um exemplo disso.  A carne de porco vem infestada  de vermes, às vezes, e se não for bem cozida pode causar uma terrível doença, a triquinose, causada por parasitas. Esse argumento vem sendo usado repetidamente para dissuadir os judeus de comerem carne de porco. No entanto, se essa fosse a razão para a proibição, em vez de proibir, a Torá poderia dar um conselho melhor: cozer a carne por várias horas antes de comê-la.

Outros alegam que a Torá proíbe o consumo do porco porque o animal era usado para fins de idolatria.  Já outros alegam o contrário: que o porco nem se prestava à idolatria, portanto também não serve para o consumo. Esses argumentos não têm muita base, porque muitos animais, inclusive os que são casher, também foram usados para idolatria e também há animais casher que não prestam para a idolatria.

Como vimos acima, há sinais que determinam se um animal é casher – casco fendido e que ruminam, barbatanas e escamas – mas não parece haver explicação clara para que o consumo de certos animais seja permitido e o de outros, não. E tentar justificar as razões para os mandamentos da Torá como sendo próprios para o benefício físico parece leviandade. Isso não significa, no entanto, que tais justificativas sejam necessariamente infundadas e pode-se argumentar que, de modo geral, comer carne de vaca é mais saudável e seguro do que de porco. Também é verdade que a Torá nunca nos ordenaria fazer algo que claramente fosse nocivo ao nosso organismo. Como nos ensina o Midrash: “Nada maligno provém das Alturas” (Genesis Rabá 51:3). Em outras palavras, D’us jamais nos ordenaria fazer algo que nos causasse dano físico. Contudo, é um exagero deixar tudo por conta disso e buscar apenas o benefício físico de cada mandamento. O Maharal de Praga, Sábio e Cabalista famoso por ter concebido o Golem, criticava duramente as explicações médicas para os Mandamentos, perguntando se seria concebível que a Torá se resumisse a artigos de uma revista médica (Tiferet Israel 8).

Quando discutimos as leis da Cashrut ou, até mesmo, qualquer outra lei do judaísmo, devemos lembrar-nos que a Torá é uma obra de autoria Divina. Na maioria dos casos, o conteúdo de um livro é mais importante do que quem o escreveu. Um livro brilhante escrito por um autor desconhecido tem mais valor do que um trabalho inexpressivo escrito por um autor de renome. Mas quando o autor é D’us, Todo Poderoso, Ser Perfeito, é evidente que Seu trabalho também é perfeito. Foi Ele quem escolheu o que incluir e o que não incluir na Torá. Ele não apenas é o Rei do Universo e o Juiz Final, mas também o Legislador Supremo. O conteúdo da Torá não foi escolha de um ser humano caprichoso, mas de um Ser Onisciente, Onipotente e Eterno. Nossos Sábios ensinam, pois, que a Torá é a Vontade e Sabedoria Divinas, que D’us compartilhou com o homem quando Se revelou ao Povo Judeu no Monte Sinai.

Como a Torá é produto da Vontade e Sabedoria Divinas, é eterna e infinita, assim como seu Autor. É incrível que nós, seres humanos limitados, possamos compreender parte da mesma. E a razão para isso ser possível é porque D’us “revestiu” a Torá com “vestimentas racionais” – ou seja, Ele permitiu que os mandamentos da Torá fossem, até certo ponto, compreensíveis ao homem.

Os 613 mandamentos da Torá se dividem em três categorias gerais. Os primeiros são os Mishpatim (Julgamentos) – os chamados mandamentos racionais. Entre os Mishpatim estão as proibições contra assassinato e roubo. A segunda categoria de mandamentos são os Edut (Testemunhos), que celebram as obras e maravilhas Divinas. Entre estes estão a guarda do Shabat (que testemunha o fato de que D’us criou o Universo) e Pessach (que celebra o Êxodo do Egito). Por fim, a terceira classe de mandamentos são os Chukim (Decretos), popularmente conhecidos como os mandamentos não racionais – aqueles cujos motivos não são tão óbvios. O mandamento que simboliza os Chukim é o ritual da Pará Adumá – a vaca vermelha.

A que classe de mandamentos pertencem as leis da Cashrut?

Algumas pessoas bem-intencionadas, na tentativa de influenciar outros judeus a seguirem as leis da Cashrut, classificam-nas de Mishpatim – leis racionais. De fato, podemos encontrar uma infinidade de razões para que a pessoa coma apenas comida casher. No entanto, o problema com esses argumentos é que todos podem ser refutados. Por exemplo, como vimos acima, a Shechitá é uma forma relativamente indolor e menos cruel de abater um animal. Por isso, quem se preocupa com o sofrimento dos animais somente deveria comer carne casher. O problema é que alguém que realmente se preocupa com os animais não come carne animal. A lei da Torá não vai contra essa opção, tendo havido, mesmo, grandes rabinos que se abstinham de comer carne.

Outro argumento para que se guarde a Cashrut é que, como dissemos acima, comer porco e mariscos pode fazer mal à saúde. Mas o mesmo se pode aplicar a comer açúcar e gorduras em demasia – e a Torá não os proíbe.

Quem estuda a Cabalá sabe que há razões místicas em prol da alimentação casher. Por exemplo, uma das razões para não se comer carne e leite juntos é o fato de que a carne significa a morte de um animal, que é simbolizada pela Sefirá de Guevurá (severidade), ao passo que o leite, que é um símbolo de vida e crescimento, representa a Sefirá de Chessed (bondade), e não devemos misturar as duas. Mas, por quê? Não faria sentido temperar a severidade com alguma bondade, como muitos fazem durante o Kidush da noite de 6a feira, quando colocam um pouco de água (que, como o leite, representa Chessed) no copo de vinho (que também representa Guevurá)?

Outro argumento místico oferecido para promover as leis da Cashrut é que quando comemos a carne de um animal, nossa alma é influenciada por sua natureza. Nachmânides, grande Sábio e Cabalista do século 12, assinala que “os pássaros e muitos dos mamíferos proibidos pela Torá são predadores, ao passo que os permitidos não o são: somos instruídos a não comê-los, para não absorver essas qualidades malignas”. Segundo esse ponto de vista, a Cashrut é “nutrição espiritual”: assim como há alimentos que são bons para o corpo e outros que são nocivos, há alimentos que afetam nossa alma positivamente e outros, negativamente.  Na verdade, os animais casher são, em geral, menos agressivos que os não casher. Seria esta a razão para a vaca e ocarneiro serem casher enquanto o leão e a cobra não? Talvez. Mas, cabe a pergunta: não ser agressivo é sempre uma virtude?

Está claro que para cada argumento promovendo as leis da Cashrut há um contra-argumento.A tentativa de defender as leis da Cashrut apenas por meio de motivos racionais prova ser futilidade. Interessante, no entanto, é o fato de que as leis da Cashrut com frequência são o fator decisivo da identidade judaica de uma pessoa. Através da História, e particularmente durante a Inquisição, muitos judeus tinham que escolher entre comer  porco ou arder na fogueira. Muitos optaram pela fogueira. Preferiram morrer a comer porco, porque para eles isso era um teste  para seu Judaísmo. Ao forçar os judeus a  violar um mandamento da Cashrut, os Inquisidores não apenas tentavam fazer com que eles violassem um decreto da Torá – queriam forçá-los a renunciar à sua fé. Muitos preferiram a fogueira porque para eles comer porco não era diferente do que se curvar perante ídolos. Era o mesmo que renegar a sua identidade judaica.

Devemos, então, fazer a seguinte pergunta: Quais as razões para que os judeus sacrifiquem seu conforto e até sua vida guardando as leis da Cashrut? Seriam razões de saúde? Seriam razões espirituais? Seriam questões relacionadas às Sefirot? Essa mesma pergunta pode ser feita acerca de praticamente todos os mandamentos da Torá: mesmo se argumentarmos que quem guarda a Torá e os mandamentos terá sucesso nos negócios, na vida conjugal, nos relacionamentos pessoais – ainda assim, esse sucesso merece que se dê a vida por ele? A resposta é ‘não’. Quando nos aproximamos da Torá, não podemos considerar vantagens pessoais.

Por que, então, guardamos as leis da Cashrut? Pela mesma razão que guardamos todos os demais mandamentos da Torá: porque D’us nos disse que assim o fizéssemos. Ao cumprir a Vontade Divina, conectamo-nos com D’us. Essa é a razão para sermos casher. Todas as demais razões, sejam físicas ou espirituais,  são secundárias.

Bibliografia
What is Kosher
www.chabad.org
Rabi Adin (Even Israel Steinsaltz) – Talks on the Parsha - The Toby Press