Morashá
Jerusalém, 40 anos de unificação Foto Ilustrativa

Jerusalém, 40 anos de unificação

Na tradição judaica, o número 40 tem um significado especial. O dilúvio cessou depois de decorridos 40 dias. Moisés tinha 40 anos quando subjugou o capataz do faraó e 80 anos quando enfrentou o próprio faraó do Egito. Os judeus caminharam no deserto durante 40 anos até alcançar a terra prometida.


Rabi Akiva tinha 40 anos de idade quando começou a estudar a Torá e um ser humano nasce após o transcurso de 40 semanas. O ano de 2007 marca o 40o aniversário da reunificação de Jerusalém, após uma vitória militar contra três exércitos inimigos, Egito, Síria e Jordânia, conquistada em apenas seis dias; uma vitória que espantou o mundo. Às 10 horas da manhã do dia 7 de junho de 1967, a rádio do exército israelense enviou uma mensagem para todas as tropas, inclusive as que ainda combatiam nas frentes síria e egípcia: "O Kotel (Muro Ocidental) está em nossas mãos". Jerusalém novamente era, depois de dezenove anos, uma só cidade.

Dez anos atrás, quando esta reunificação completou três décadas, o legendário Teddy Kollek, já então ex-prefeito da cidade, comentou: "De súbito, Jerusalém estava unida, abrangendo o novo e o antigo, misturas de diferentes culturas, uma maioria judaica e uma minoria árabe. O que fazer?

Os desafios eram enormes, porém as boas perspectivas tinham a mesma dimensão. Em princípio, a capital de Israel era uma localidade pobre. A cidade demandava muito, mas muito também se demandava dela. Jerusalém era um símbolo para os judeus e mesmo para os não-judeus de todo o mundo. Era preciso corresponder a tamanha estatura". No dia 27 de junho de 1967, vinte dias depois da reunificação de Jerusalém, o parlamento israelense decidiu que o lado ocidental passava formalmente à soberania do país e aprovou uma lei garantindo a preservação dos lugares sagrados de todas as religiões e assegurando aos mesmos livre e total acesso. Comentário de Kollek: "A Cidade Velha chegava a dar pena, tamanho era seu estado de decadência. Era hora de arregaçar as mangas e trabalhar duro".

A primeira providência teve como alvo o Muro Ocidental, cujo acesso era difícil por causa dos casebres que impediam a passagem. O local foi desobstruído, originando o grande pátio que, até hoje, recebe milhões de visitantes. Outra rápida decisão foi no sentido de recuperar a infra-estrutura da cidade com a instalação de esgotos, mais água corrente, eletricidade, telefones e sistemas de recepção de televisão. A maior preocupação se voltava para o fortalecimento dos prédios ameaçados de colapso, dando-lhes novas fundações, incluindo a grande muralha que cerca Jerusalém, cuja base se havia tornado um vasto depósito de lixo e entulhos. Teddy recordou: "Assim que a cidade foi reunificada, eu convoquei de trinta a quarenta pessoas, as melhores cabeças pensantes de todas as partes do mundo, para ouvir suas opiniões sobre o que deveria ser feito. Ficamos trancados durante uma semana e, de fato, surgiram algumas excelentes idéias. Um dos convidados era o arquiteto americano, nascido na Estônia, Louis Khan, um dos papas daquele tempo. Eu fui com ele até a muralha e perguntei qual a sua opinião sobre a construção de uma rodovia em seu entorno, sugestão da maioria. Sua idéia foi simples e acabou prevalecendo. Em vez de uma via pavimentada, recomendou que houvesse um cinturão verde em volta da Cidade Velha. Assim foi feito". Em seguida, os trabalhos foram orientados na reconstrução do bairro judaico que, após dezenove anos de domínio jordaniano, estava caindo aos pedaços. A par dessas recuperações, havia outro problema: implementar a construção de moradias no setor novo de Jerusalém devido ao grande número de pessoas que pretendiam passar a viver na capital unificada do país.

Quando foi deflagrada a Guerra dos Seis Dias, com o aniquilamento da força aérea egípcia ainda no solo, Israel não pretendia guerrear contra a Jordânia, embora o comando da área central, sob o comando do general Uzi Narkiss, se mantivesse em alerta máximo. Pouco depois de a rádio israelense anunciar o início das hostilidades, foram ouvidos os primeiros disparos em Jerusalém, vindos da Jordânia, primeiro com armas leves e, em seguida, com pesado fogo de artilharia. O comando central pediu ao estado - maior licença para reagir, mas foi contido sob o argumento de que a prioridade era a ação contra o Egito, ao sul. Através de canais informais, Israel enviou uma mensagem ao rei Hussein, da Jordânia, afirmando que não tencionava envolvê-lo na guerra. Entretanto, o contínuo bombardeio deixou claro que os jordanianos pretendiam abrir sua própria frente de batalha.

A legião de Hussein avançou contra o território israelense e ocupou o quartel-general dos observadores das Nações Unidas.

A resposta de Israel foi rápida. Às 3h35m da tarde de 5 de junho, uma força-tarefa da Brigada de Jerusalém expulsou os jordanianos daquela posição e continuou a avançar, já em terreno inimigo, sob o comando do coronel Eliezer Amitai. Ao mesmo tempo em que as forças israelenses lutavam no setor sudeste, os blindados liderados pelo coronel Uri Ben Ari ocuparam o noroeste de Jerusalém e bloquearam a estrada para Ramala. Uma tropa de pára-quedistas, comandada pelo coronel Motta Gur, deslocou-se na direção de Jerusalém. Seu objetivo era abrir caminho até o Monte Scopus, defendido por pequeno número de soldados israelenses. Outro batalhão se lançou na direção da muralha da Cidade Velha e do Museu Rockfeller. Os jordanianos recusavam render-se e uma feroz batalha varou a noite, só terminando ao alvorecer, quando Israel dominou a situação.

Na noite seguinte, os tanques da Brigada Harel ocuparam a cidade de Ramala. Enquanto a Brigada de Infantaria Givati, comandada por Zeev Shacham, avançava contra Qalqilia e a ocupava, um intenso combate era travado entre israelenses e jordanianos no entroncamento rodoviário de Kabatya. Um pouco mais ao norte, completava-se o cerco de Jenin. O exército da Jordânia tentou enviar reforços e suprimentos para seus militares, mas tanto os veículos como os armamentos foram interceptados e destruídos pela força aérea de Israel, na estrada que liga Jerusalém e Jericó. A brigada de pára-quedistas prosseguiu atacando para ganhar o controle do setor ocidental de Jerusalém, chegando até a muralha da cidade e penetrando-a, em seguida. Foi uma batalha particularmente sangrenta e penosa porque estava sendo travada dentro de uma área habitada por grande população civil e os atiradores jordanianos disparavam a partir de casas que lhes serviam como escudos.

A ordem para a ocupação da Cidade Velha foi dada ao nascer-do-sol do dia 7 de junho. O produtor da televisão israelense, Yossi Ronen, que cobriu as operações em Jerusalém e deixou tudo gravado em fita para a posteridade, assim registrou aquele dia: "Eu tinha um aparelho de rádio que captava muitas das transmissões entre os nossos comandantes. A um dado instante, reconheci a voz de Motta Gur, dando ordens para que os demais chefes concentrassem todos seus esforços na ocupação da Cidade Velha. Ele dizia que nós éramos uma geração privilegiada, porque estávamos prestes a cumprir o sonho de retornar ao Muro dos nossos ancestrais. Vamos nos encontrar junto dele".

De fato, os pára-quedistas já haviam ocupado as colinas de Augusta Victoria e o Monte das Oliveiras. Depois de quebrada a resistência na Porta do Leão, os soldados israelenses ocuparam o Monte do Templo e rumaram para o Muro Ocidental. Foi um momento de indescritível emoção, quando o rabino-capelão Shlomo Goren aproximou-se do Muro e soprou o shofar. Os militares israelenses se abraçavam e choravam. Muitos colocaram seus pentes de metralhadoras em volta dos ombros como se fossem talitim, xales para orações. Era o som da liberdade e da reunificação de Jerusalém. No dia seguinte, os soldados receberam Ben Gurion, então com 81 anos de idade, que ali exclamou: "Este é o momento mais emocionante da minha vida desde que pisei os pés nesta nossa terra!"

Por carência de vôos a partir da Europa, só me foi possível chegar a Israel três dias depois do conflito. Os campos de batalha não estavam mais em chamas, mas ainda fumegavam. Pude ver nas estradas, de norte a sul, comboios de blindados nos caminhos de volta, conduzindo os soldados de regresso para suas casas. Havia cerca de setecentas famílias de luto, mas essa dor era invisível no ânimo e nas atitudes das pessoas.

Na verdade, naqueles dias, tudo em Israel estava sendo mitificado, desde o número seis até a canção Jerusalém de Ouro, que se havia tornado um símbolo da vitória. Falava-se, com injustificado otimismo, que depois da Guerra dos Seis Dias os árabes seriam obrigados a assinar um acordo de paz. Dizia-se que, uma vez convencidos da sua incapacidade de derrotar Israel no campo de batalha, eles teriam que se sentar às mesas de negociações. Poucos foram os que perceberam, em meio a tanta euforia, que havia uma diferença abissal entre os vencedores e os humilhados. E os árabes estavam, de fato, submetidos a uma esmagadora humilhação, incapaz de conduzi-los a uma posição conciliatória ou, até mesmo, racional. (Quando me refiro a árabes, falo de seus dirigentes e não de seu povo).

Precisamente no quarto dia depois da Guerra dos Seis Dias, fui pela primeira vez à Cidade Velha de Jerusalém, ávido para chegar ao Muro, àquela altura ainda desprovido de sua atual estrutura turística. Percorri as vielas do antigo bazar entre israelenses emocionados, turistas deslumbrados e centenas de moças e rapazes vestindo uniformes. Uma semana depois da presença de Israel, os comerciantes palestinos já aceitavam a moeda israelense sem qualquer restrição. Era o cotidiano que seguia seu curso, numa repetição do comportamento ancestral dos habitantes de Jerusalém que, ao longo dos séculos, ali viram chegar os romanos, os turcos e os ingleses. Lembro-me de um velho árabe, dono de uma loja de quinquilharias. Era um mestre intuitivo do que veio a ter a denominação moderna de marketing. Ele apontava para sua colorida mercadoria e se dirigia aos turistas já falando em ídiche: "Sheine zarrn... alte zarrn..." "(Coisas bonitas, coisas antigas"). Numa loja de tapetes, conversei com um palestino que tinha morado no Brasil e falava português. Estava contente. Em uma semana, tinha vendido mais tapetes do que no ano inteiro.

Por quantos anos eu viver, jamais esquecerei os pormenores do que aconteceu na minha chegada ao Muro. Com as cabeças cobertas por chapéus, kipot e capacetes de aço, velhos ortodoxos e jovens soldados ali se revelavam igualmente impregnados pela mística de Jerusalém. Esse misticismo, difícil de ser explicado ou sequer apreendido, contém uma série de referências. Se, por um lado, Jerusalém enfeixou através dos séculos um acentuado sentido de ideal espiritual, por outro, sua presença física jamais esteve ausente. A Jerusalém dos sonhos e das orações nunca deixou de ser uma cidade viva e palpável. E é possível que o poder místico irradiado por Jerusalém tenha sido justamente extraído dessa união entre seu mito e sua realidade. Por isso, os soldados israelenses junto ao Muro Ocidental me davam a impressão de que ali se encontravam há séculos, e não apenas há uma semana.

Comecei, então, a assistir a uma cena transbordante de emoção. Jovens dos dezoito aos quarenta e tantos anos faziam suas orações, em altas vozes, ao pé do Muro. Ao lado deles, os ortodoxos entoavam orações com fervor milenar. Outras pessoas apenas se limitavam a passear por ali. O sol ficava cada vez mais forte e o muro branco adquiria tons dourados, irradiando uma luminosidade que muito deve ter contribuído para emoldurar o misticismo de Jerusalém. Um velho judeu religioso, com uma bengala na mão direita e um shofar na esquerda, aproximou-se do Muro e beijou-o com devoção. Mas, ao contrário do que se esperava, ele não começou uma oração e sim um inflamado discurso sobre as glórias do povo de Israel. Tudo se passou em poucos segundos. Os soldados o rodearam e passaram a bater palmas. De súbito, vi o velho sentado nos ombros dos rapazes que dançavam, aplaudiam e cantavam a tradicional canção hebraica David, Rei de Israel, Vive para Sempre. Sob o céu de Jerusalém, tanto a bengala do velho como as armas dos soldados se confundiam como lanças. Em meio à canção entoada em louvor ao rei David, ouvimos todos o som do shofar soprado pelo velho. Era uma cena de arrepiar. Realmente, aquele nunca mais seria o Muro das Lamentações. Depois de dois mil anos, os judeus não mais lamentariam os esplendores perdidos do passado. Passariam a celebrar as conquistas do presente.

Quando fui ao norte do país, até o Golã, tive um batismo que poderia ter sido de fogo, testemunhado por Thomas Scheier, o fotógrafo com quem fazia dupla. À margem de uma estrada, avistei um blindado sírio destruído e, poucos metros adiante, um capacete de ferro, ou seja, um souvenir imperdível. Desci do carro, escalei um pequeno barranco, caminhei alguns passos e recolhi o troféu. Estava voltando, quando fui parado por brados vindos de um jipe militar israelense. De pé, um oficial me xingava de todos os nomes, enquanto advertia: "Seu cretino! Turista estúpido! Este campo está minado, sai daí já, e cuidado!" Eram uns vinte metros a serem percorridos em dois minutos, que duraram a vida inteira, mas como se percebe, com final feliz.

No rumo do Golã, paramos no kibutz Gadot que uma semana antes e durante os três primeiros dias da guerra tinha sofrido intenso bombardeio da artilharia síria. Os adultos responderam ao ataque, enquanto as mulheres e as crianças se refugiaram nos abrigos antiaéreos. Mais de dois terços das construções do kibutz estavam destruídos e no pátio das crianças não havia uma só gangorra de pé. Ali conheci um marceneiro que trabalhava no conserto de portas e janelas. Ele devia ter uns cinqüenta e poucos anos, vestia calção e camiseta, falava e gesticulava com o bom humor espontâneo dos gordos. Pediu-nos uma carona até Tel Aviv, o que nos surpreendeu, porque pensávamos que ele fosse habitante do kibutz. Não, estava ali trabalhando como voluntário, conforme nos relatou: "Quando eu soube o que tinha acontecido aqui em Gadot, imaginei que o pessoal ia precisar de portas e janelas. Peguei minhas ferramentas e vim para cá".

Enfatizei este episódio, porque ele sintetiza todo o sentimento de solidariedade que perpassava a população de Israel ao cabo da Guerra dos Seis Dias. Poucas vezes na história uma sociedade humana encarou o perigo com tamanho espírito de união. Cada israelense se considerava dono da vitória militar alcançada em três frentes de combates. Se essas batalhas deixaram raros vestígios físicos no país, o mesmo não aconteceu com a população. Os idosos envelheceram mais. Os jovens amadureceram. As crianças se tornaram adultas. Da Galiléia ao Mar Morto, todos os israelenses se referiam à guerra na primeira pessoa do plural. Jamais ouvi alguém dizer, por exemplo, "quando o exército ocupou tal cidade..." O que se escutava, de forma invariável, era o seguinte: "Nós conquistamos Jerusalém depois de muita luta; mas entramos em Belém sem disparar um só tiro". Ou então: "Nós traçamos uma estratégia perfeita". Quem assim me falou foi um motorista de táxi que, sem qualquer cerimônia, incluía nesse nós o general Dayan, o brigadeiro Hod, comandante da força aérea, o primeiro-ministro Levi Eshkol e a si próprio.

Israel perdeu setecentos homens na Guerra dos Seis Dias, número que pode ser considerado pequeno com relação à quantidade de militares mobilizados. Mesmo assim, o luto se fazia sentir. Ouvi sobre um pai e um filho que morreram no mesmo dia, um nas colinas do Golã, outro na Cidade Velha de Jerusalém. Entre as tarjas negras de um jornal, vi um nome hispânico e o comentário de uma pessoa que o conheceu: "Ele estava muito bem em Buenos Aires. Veio para cá com a mulher e dois filhos há cerca de quatro anos, por livre e espontânea vontade". No caminho para a Cidade Velha de Jerusalém, em meio a um quarteirão bombardeado, vi um monumento improvisado de pedras sobrepostas. Ao lado de algumas flores, vindas não sei de onde, havia pedaços de metralhadoras e morteiros e alguns capacetes. Sobre as pedras, li em tinta vermelha: "Aqui caíram..." - e os nomes de cinco soldados. Em seguida, um jipe estacionou ao lado daquele monumento. Saltaram quatro soldados e um deles recitou o kadish, a oração para os mortos, acompanhado pelos demais, enquanto segurava, entre lágrimas, um daqueles capacetes. Aproximei-me e ouvi, sem pedir a explicação: "Ele era meu professor na universidade e comandante do meu regimento".`

De tudo o que vi e ouvi nos dias imediatos à Guerra dos Seis Dias, o que mais me marcou, e me comove até hoje, foi uma notícia fúnebre, numa sucessão de páginas só com anúncios fúnebres no jornal de maior circulação de Israel. O texto dizia: "A família ... participa o falecimento de seu filho ..., nascido no campo de concentração de Bergen-Belsen e morto nas areias do Sinai".

Zevi Ghivelder é escritor e jornalista

Cronologia da Guerra

5 DE JUNHO- Eventos na frente jordaniana que resultaram na reunificação de Jerusalém:

9h45m- A Jordânia bombardeia Jerusalém. Aviões jordanianos e iraquianos tentam bombardear Tel Aviv, mas não conseguem.

12h00m - Israel bombardeia Amã e o aeroporto militar de Mafraq. Os jordanianos ocupam o quartel-general das Nações Unidas em Jerusalém.

12h25m - Israel bombardeia o aeroporto militar do Iraque.

13h00m -Israel reocupa o quartel-general das Nações Unidas.

15h00m - A 45ª Brigada Blindada de Israel cruza a fronteira com a Jordânia.

15h30m - Israel conquista as fortificações jordanianas de Tsur Baher e Pa'amon.

17h00m - A artilharia jordaniana atinge Tel Aviv.

19h30m -Israel ocup a o centro de radar da Jordânia e posições em Sheih Abd al-Aziz.

6 DE JUNHO

3h00m - A 55ª Brigada ocupa o conjunto policial de Latrun e a 10ª Brigada bloqueia a estrada que Liga Jerusalém e Ramala.

5h30m -A 45ª Brigada entra em Jenin.

6h00m - Contra-ataque da Legião Jordaniana no vale de Dotan.

6h15m - Conquista da colina de Givat Hatamoshet, nas cercanias de Jerusalém.

8h00m - Conquista da região nordeste de Jerusalém.

11h00m - A 37ª Brigada ocupa Talpit.

11h45m - Captura de Talpit.

13h00m - Rendição de Jenin.

17h00m - Fim da batalha no vale de Dotan.

17h20m - Tropas israelenses ocupam Qalqilia.

18h00m - Conquista de Abu Tor.

19h30m - Conquista de Ramala.

24h00m - Retirada das tropas jordanianas da Margem Ocidental.

7 DE JUNHO

2h00m - Conquista de Zabbida-Aqaba.

10h00m - Conquista da Cidade Velha de Jerusalém, incluindo o Muro Ocidental.

11h00m - Conquista de Tul Karm.

11h15m - Conquista de Nablus.

12h15m - Retirada geral das forças jordanianas.

14h25m - Conquista do mosteiro de Mar Elias.

18h00m - Conquista de Gush Etzion.

19h30m - Conquista de Jericó.

8 DE JUNHO

6h30m - Conquista de Hebron.

8h00m - Junção das tropas sul e central em Dahirieh, a oeste de Hebron.