Morashá
A HISTÓRIA DE YOM KIPUR Sefarim da Beit Yaacov

A HISTÓRIA DE YOM KIPUR

Uma história verdadeira: quando Moisés subiu ao Monte Sinai, encontrou-se com o Santo, Bendito Seja, que escrevia em Sua Torá Sagrada: “...o Eterno, o Eterno, tarda em irar-se …” Moisés, então, completou: “...com os justos”. Mas lhe respondeu o Todo-Poderoso: “...também com os iníquos”, ao que Moisés retruca: “Senhor do Universo, deixa perecer os iníquos”. E o Santo, Bendito Seja, fez uma promessa a Moisés: “Juro, por tua vida, que há de chegar o dia em que implorarás por Meu perdão, até mesmo para os perversos”.

Edição 38 - Setembro de 2002


Uma história verdadeira: quando Moisés subiu ao Monte Sinai, encontrou-se com o Santo, Bendito Seja, que escrevia em Sua Torá Sagra-

da: “...o Eterno, o Eterno, tarda em irar-se …” Moisés, então, completou: “...com os justos”. Mas lhe respondeu o Todo-Poderoso: “...também com os iníquos”, ao que Moisés retruca: “Senhor do Universo, deixa perecer os iníquos”. E o Santo, Bendito Seja, fez uma promessa a Moisés: “Juro, por tua vida, que há de chegar o dia em que implorarás por Meu perdão, até mesmo para os perversos”.

Moshé Rabeinu, nosso Mestre Moisés, foi um homem muito completo e espiritual, o que não o impediu, no entanto, de ser também o ser humano mais humilde jamais visto. A Torá, criada e escrita por D’us, mas trazida à Terra por ele, leva seu nome: Torat Moshê, a Torá de Moisés. Primeiríssimo dentre os profetas de D’us, escolhido para pastor de Seu Povo, Moisés liderou a libertação dos judeus do jugo egípcio. Cinqüenta dias após o Êxodo, no 6º; dia do mês de Sivan do calendário hebraico, D’us revelou-Se a todo o povo judeu, fazendo a proclamação dos Dez Mandamentos. No dia seguinte, Moisés subiu ao Monte Sinai para receber as Tábuas com os Mandamentos e para aprender o conteúdo da Torá. Informou ao povo que lá ficaria por 40 dias, retornando na manhã do quadragésimo dia. Supondo que o dia de sua subida contaria como o primeiro dos quarenta dias, o povo esperava que Moisés retornasse no 16º dia do mês de Tamuz. Mas Moisés lhes dissera que estaria ausente durante 40 dias e 40 noites. Isto significava que ele só estaria de volta no dia 17 de Tamuz.

Explicam nossos sábios que após vivenciar a Revelação Divina no 6º dia de Sivan, o povo judeu tinha alcançado o zênite espiritual. Quando Moisés descesse do Monte Sinai portando as Tábuas da Lei, o objetivo da Criação estaria realizado e não mais haveria morte ou maldade no mundo. Ter-se-ia iniciado a era messiânica. Mas Satã, o anjo da morte que tem por missão tentar os homens com o pecado, lutaria com todas as suas forças malignas, até o final, para evitar que tal momento se concretizasse.

O sol nasceu e se pôs no dia 16 de Tamuz e Moisés não retornou. A apreensão tomou conta do povo. O que teria sucedido ao homem que os conduzira da escravidão para a liberdade? Estaria morto? O pânico apossou-se deles. O erro no cálculo, ainda que por um único dia, levou-os ao desespero e a trágicas conse-qüências. O Midrash revela que Satã, aproveitando-se da oportunidade, criou a ilusão de escuridão e tumulto e mostrou ao povo a imagem de Moisés já morto, sendo carregado nos Céus.

Em sua fuga do Egito, o povo judeu foi seguido pelos Eirev Rav – egípcios que, tendo aceito a liderança de Moisés, abandonaram sua terra durante o Êxodo. Cerca de três mil deles se aproximaram de Aarão – irmão de Moisés e o primeiro Cohen Gadol, Sumo Sacerdote – exigindo um ídolo para substituir o líder judeu: “Faze-nos deuses que sigam à nossa frente, pois quanto a este Moisés, o homem que nos tirou do Egito – não sabemos o que lhe terá sucedido” (Êxodo 32:1). 

Aarão percebe que os Eirev Rav estavam instigando o povo judeu a cometer um erro deplorável. Mas temia que fosse morto, caso resistisse; um homem chamado Hur, um dos líderes judeus, recusara-se a fazer o tal ídolo e o tinham assassinado. Aarão, que sempre preferira a morte sobre a idolatria, percebeu que caso morresse, assim extemporaneamente, seria uma catástrofe para seu povo. E, por outro lado, esperava o pronto retorno de seu irmão. Buscando ganhar tempo, pede que lhe tragam muito ouro, certo de que o povo se negaria a abrir mão de sua riqueza. Mas o povo responde, de imediato, a seu pedido. Tiraram “das orelhas as argolas de ouro e as trouxeram a Aarão” (Êxodo 32:3). Este, então, junta o ouro todo e o atira ao fogo, esperando que de lá emergisse uma massa disforme, para assim dar mais tempo para que Moisés retornasse. Porém, os feiticeiros egípcios que se encontravam entre os Eirev Rav, com suas bruxarias fazem emergir do fogo um bezerro de ouro. E aquele bezerro de ouro os Eirev Rav entregam aos judeus: “É este o teu deus, Ó Israel, que te tirou da terra do Egito” (Êxodo 32:4). 

Em sua última tentativa de evitar que os judeus adorassem o bezerro de ouro, Aarão edifica um altar e proclama a seu povo: “Amanhã será a festa ao Senhor” (Êxodo 32:5). Com suas palavras, deixa claro que a festividade seria para reverenciar o Senhor, D’us do Universo, e não o bezerro. Esperava, de fato, que quando seu irmão retornasse do Monte Sinai, juntos celebrariam a dádiva Divina, a entrega da Torá ao povo judeu. Mas Moisés não voltou na manhã do dia seguinte e o povo continuou a adorar o bezerro de ouro, cometendo atos imorais diante da estátua.

Enquanto isso, Moisés estava no Monte Sinai, sorvendo os ensinamentos da Torá e recebendo as Tábuas que continham os Dez Mandamentos. É quando, subitamente, recebe nova ordem Divina: “Vai, desce; porque o teu povo, que fizeste sair do Egito, se corrompeu e depressa se desviou do caminho que lhes havia Eu ordenado. Fizeram para si um bezerro fundido e se prostram diante dele, em adoração, e a ele oferecem sacrifícios” (Êxodo 32:7-8).

D’us revela a Moisés Sua intenção de destruir o povo judeu por estar adorando o bezerro de ouro. Mas antes de aplicar seu castigo decisivo, o Onipotente diz a seu profeta: “Tenho observado este povo, e eis que é um povo obstinado. Agora, pois, deixa-Me; para que se acenda contra eles o Meu furor e Eu os aniquile; e de ti farei uma grande nação” (Êxodo 32: 9-10).

Um decreto trágico aparentemente fora selado. Mas, nas próprias palavras da severa sentença do Criador, jazia o segredo para reverter tão infausto destino. Moisés nem chegara a responder à acusação feita por D’us a Israel e já continuava a lhe dizer o Eterno, Todo-Poderoso: “...deixa-Me; para que se acenda contra eles o Meu furor e Eu os aniquile...” E o profeta compreendeu o que lhe queria dizer D’us: “Deixa-Me, senão não poderei aniquilá-los. Pois que o destino de Israel está em tuas mãos. Se rezares por eles, eles serão redimidos”. 

E com isto voltamos à história verdadeira com que iniciamos. Moisés põe-se, de imediato, a orar a D’us: “O Eterno, o Eterno, tarda em irar-se …”. E eis que lhe responde o Santo, Bendito Seja, “Mas não foste tu mesmo que Me disseste que Minha misericórdia deveria ser reservada apenas ‘aos justos’?” Ao que responde Moisés: “E Tu não me afirmaste que seria aplicada ‘também aos iníquos’?” Faze, agora, portanto, com que Tua bondade de ser tardio em irar-se seja concedida também aos pecadores, fazendo com que se cumpram Tuas próprias palavras”. 

Relata-nos a Torá que o profeta prevaleceu sobre o Criador: “... Então se arrependeu o Senhor e reconsiderou o mal que dissera havia de fazer a Seu povo” (Êxodo 32:14). 

O confronto com o Criador


No dia 17 de Tamuz, Moisés desceu do Monte Sinai com as Duas Tábuas em suas mãos. Quando viu que o povo dançava e adorava o bezerro de ouro, soltando das mãos as Tábuas, lançou-as ao solo, quebrando-as em pedaços, no sopé da montanha. E, a seguir, pegando o bezerro, atirou-o ao fogo onde se queimou por completo. No dia seguinte, 18 de Tamuz, ordenou à tribo dos Levitas, os únicos a não participar do culto ao bezerro de ouro, que matassem os 3 mil homens que haviam incitado o povo ao mal. 

No 19.o dia do mês de Tamuz, Moisés ascendeu ao Monte Sinai, mais uma vez, em busca de expiação para seu povo. “Vós cometestes grande pecado”, disse-lhes antes de subir, “agora porém, subirei ao Senhor e farei propiciação junto a Ele, tentando obter perdão pelo vosso pecado” (Êxodo 32:30). 
A Torá, a seguir, narra o que talvez seja a mais dramática permuta entre um homem e seu Criador. “Te imploro!”, rogou Moisés. “Este povo cometeu grande pecado, fazendo para si uma divindade de ouro. Agora, pois, perdoa-lhe o pecado! Ou senão, imploro-Te, risca-me do Livro que escreveste!” (Êxodo 32:31-32). 

Os comentaristas revelam, com riqueza maior de detalhes, o diálogo que se travou entre Moisés e D’us: “Se perdoares Israel, quanto júbilo! Mas se não o fizeres, tira a minha vida e apaga da Torá qualquer menção à minha pessoa, pois não poderei ser líder se falhar em obter o perdão para meu povo” (Rashi). Segundo o Rabi Ovadia Sforno, grande erudito em Torá, Moisés disse a D’us: “Independentemente de Tu os perdoares ou não, retira os meus méritos pessoais de Teu livro e credita-os na conta do povo de Israel”. 

Moisés, o homem mais humilde de todos os tempos, ousava enfrentar o Criador Infinito. Face à escolha, preferiu ser o pastor de Israel do que o profeta de D’s. O Rebe de Lubavitch, quando falava desse incidente, explicava: toda a existência de Moisés estava contida na Torá que ele trouxera para seu povo. A Torá era mais do que uma lição que ele iria transmitir adiante. Era o que ele representava. E ainda assim, quando chegou o momento de escolher entre a Torá e o seu povo, ele optou por seu povo. Pois que bem no íntimo de sua essência, no mais profundo de seu ser, residia a sua identidade e a sua unicidade com seu povo.

Moisés permaneceu no Monte Sinai, novamente, durante 40 dias, implorando por seu povo. Ele desceu ao acampamento dos judeus no 29dia do mês de Menachem Av. Foi então que recebeu uma ordem Divina, que valia a pena ser celebrada: “Lavra duas tá-buas em pedra, como as primeiras; e Eu escreverei nelas as mesmas palavras que estavam nas primeiras, que quebraste em pedaços. E prepara-te para amanhã, para que subas pela manhã ao Monte Sinai e ali te apresentes a Mim, no cume do monte” (Êxodo 34:1-2). 

Como lhe fora ordenado, Moisés lavra duas estelas em pedra. No primeiro dia do mês hebraico de Elul, ele madruga e ascende ao Monte Sinai pela terceira vez. Após ter chegado ao topo da montanha, aparece-lhe o Eterno e ensina-lhe o texto de uma prece que, no futuro, serviria para sempre invocar Sua misericórdia. Esta oração, os Treze Atributos da Misericórdia, contém treze descrições sobre D’us, todas acerca de Sua compaixão e bondade infinitas. Com esta invocação ninguém jamais deixa de merecer a Graça Divina. 
Moisés permaneceu no Sinai – em jejum ininterrupto – por mais 40 dias: “E ali esteve com o Eterno quarenta dias e quarenta noites; não comeu pão nem bebeu água...”. (Êxodo 34:28). Durante esse período, D’us ensinou a Moisés toda a Torá, uma vez mais. E então, indicando, finalmente, Seu perdão total para o povo judeu, D’us ordena que Moisés escreva as palavras dos Dez Mandamentos sobre as tábuas que ele lavrara e trouxera ao Monte Sinai.
No 10.o dia do mês de Tishrei, Moisés retorna ao acampamento dos judeus levando consigo as novas Tábuas com os Dez Mandamentos. Desta vez, foi recebido por um povo em júbilo pelo perdão Divino que lhes fora outorgado.

Aquele dia se tornou o primeiro Yom Kipur, o primeiro Dia do Perdão. D’us decidiu que, a partir de então, o 10.o dia de Tishrei seria o dia no ano em que Ele se dedicaria aos rogos, remorsos e preces pelo perdão. Assim como perdoara o pecado cometido através do bezerro de ouro, no futuro, nesse mesmo dia, Ele também perdoaria as futuras transgressões que o povo judeu cometesse contra Seu Nome. 

Como vimos, então, Yom Kipur – o Dia do Perdão – é celebrado no 10.o dia do mês judaico de Tishrei. É o dia mais sagrado de nosso calendário, uma data mencionada na Torá como o “Sábado dos Sábados”, Shabat Shabaton. A Torá nos ordena guardá-lo de acordo com todas as leis que estipula, “...porque naquele dia se fará expiação por vós, para purificar-vos; e sereis purificados de todos os vossos pecados perante o Eterno” (Levítico 16:30).

O Dia do Perdão

Os cabalistas revelam que uma centelha da alma de Moisés se encarna em cada um dos judeus. Moisés vive em todos nós. E, portanto, em certa medida, cada um de nós contém alguma de suas características e de seu poder.
No Yom Kipur, dia mais sagrado do calendário judaico, agimos como o fez

Moisés no Monte Sinai. E como Moisés, que rezou por todo o nosso povo, assim o fazemos nós. As orações da liturgia de Yom Kipur são todas pronunciadas no plural, pois não rezamos apenas por nós, mas por toda a congregação de Israel. E seguindo os ensinamentos de D’us a Moisés, invocamos os Treze Atributos de Misericórdia Daquele que é Rei Misericordioso.

Moisés jejuou 40 dias e 40 noites para obter o perdão para seu povo. Os sábios nos explicam que durante esse período, Moisés viveu como um anjo.

Em Yom Kipur, nós também jejuamos, abstendo-nos de comer e beber. Não realizamos nenhuma das atividades proibidas no Shabat, pois que Yom Kipur é o “Sábado dos Sábados”. Não usamos sapatos de couro, não nos banhamos nem tampouco usamos perfumes e cremes, e não temos relações conjugais.

Assim agindo, durante todo o Yom Kipur, deixamos para trás nossos afazeres mundanos, nossos desejos e nossas preocupações. Ao nos elevarmos espiritualmente, aproximamo-nos de D’us, estando desta forma mais aptos a obter o favor Divino sobre nós e sobre todos os nossos irmãos – o Povo Judeu, o Povo de Israel.

Nos Pirkei - comentários - de Rabi Eliezer (capít. 46), este sábio cita Satã, o anjo do pecado e aquele que iniciou a instigação que terminaria no incidente do bezerro de ouro, quando se coloca diante de D’us, em Yom Kipur: Satã percebeu que não havia pecado entre o povo, em Yom Kipur. Disse então a D’us: “Tens diante de Ti um povo único, como os anjos que Te auxiliam nos Céus. Como os anjos, que não comem nem bebem, assim o fazem os judeus, no Yom Kipur”. Este é o único dia do ano em que Satã não tem poder de acusação sobre o povo judeu. Assim sendo, é o dia em que podemos obter o perdão Divino sem enfrentar quaisquer impedimentos espirituais. 

D’us decide o destino de cada uma das pessoas em Rosh Hashaná, mas Ele apenas confirma os Seus desígnios ao término do Yom Kipur. Ensinaram-nos que o arrependimento, a prece e a caridade podem reverter o destino infausto. “Agora, deixa-Me!”, D’us ordenou a Moisés. “Deixa-Me só, pois tu podes anular Meus decretos”. Devemos lembrar-nos que foi o Criador – e não Moisés – quem escreveu a Torá. E portanto, foi D’us, Ele Próprio, quem decidiu registrar esse incidente em Sua Torá – em que um ser humano prevaleceu sobre Seus decretos – para ensinar a todas as gerações futuras que o destino do povo judeu está assentado sobre os atos e orações de cada um de nós.

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Os treze atributos de misericórdia

Quando D’us escreveu a Sua Torá, revelou a Moisés e, subseqüentemente, a todas as gerações do povo judeu, o texto de uma ora-
ção que serviria para sempre invocar a Sua misericórdia. Esta prece, conhecida como os Treze Atributos da Misericórdia, somente pode ser recitada por uma congregação composta de um mínimo de dez homens. Algumas congregações a recitam diariamente, exceto no Shabat e nos Dias Santos. Outras, apenas em dias de jejum ou em momentos de crise. Mas todas a recitam no Yom Kipur. A prece é repetida várias vezes e constitui o tema central nos serviços religiosos deste dia sagrado.

Seguem-se os Treze Atributos e uma breve explicação sobre cada um:

O Eterno – este Nome denota o atributo Divino da Misericórdia e os milagres feitos por Ele para anular até mesmo as leis da natureza por Ele criado. Seu Nome aparece duas vezes nos atributos. Na primeira significa que D’us tem piedade dos pecados do homem, apesar de Ele saber que a pessoa cometerá atos indignos no futuro.

O Eterno – a segunda menção de Seu Nome denota que mesmo que alguém tenha pecado, D’us misericordiosamente aceita seu arrependimento.

El (D’us) – este Nome denota o infinito poder do perdão Divino. Nele está implícito um grau de misericórdia que ultrapassa o indicado pelo Nome de Seu primeiro e segundo atributos. 

Rachum (Compassivo) – D’us alivia o castigo dos culpados e ajuda as pessoas a evitar situações penosas. 

Ve-Chanun (e Gracioso) – D’us é gracioso mesmo com os que não o merecem. 

Erech Apayim (Tardio em irar-se) – D’us é paciente com os justos e com os iníquos. Ao invés de logo punir os pecadores, Ele lhes dá tempo para se recuperarem e se arrependerem. 

Ve-Rav Chessed (e Magnânimo em Sua Bondade) – D’us é bondoso mesmo com os que não têm o mérito de praticar o bem. E se o comportamento de alguém se equilibra entre a virtude e o pecado, D’us inclina a balança do julgamento para o lado do bem.

Ve-Emet (e Verdadeiro) – A verdade é o próprio Selo Divino. D’us jamais volta atrás em Suas palavras de recompensar os que o merecem.

Notzer Chessed Le-alafim (Preservador da Bondade para milhares de gerações) – D’us preserva as boas ações das pessoas em benefício de seus descendentes. É por isso que constantemente invocamos os méritos dos patriarcas do povo judeu: Abrahão, Itzhak e Jacob.

Avon (Iniqüidade) – Esta é uma das três categorias de pecado e se refere a um pecado intencional, perdoado por D’us se houver arrependimento sincero.

Va-Pesha (Pecado Rebelde) – Este é o tipo mais sério de pecado, cometido com a intenção de causar a Ira Divina. Mesmo uma transgressão tão séria é perdoada quando há arrependimento.
Ve-Hatê (e Erro) – Este é o pecado cometido pela apatia e pela insensibilidade, também perdoado por D’us, mediante o arrependimento.

Ve-Nakê (Aquele que purifica) – Quando alguém se arrepende, D’us purifica o seu pecado, fazendo desaparecer o efeito do mesmo.

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Bibliografia:
The Chumash - The Stone Edition (Artscroll Mesorah)
Rashi - The Sapirstein Edition (Artscroll Mesorah)
The Midrash Says - The Book of Shemos, Rabbi Moshe Weissman
(Benei Yacov Publications)