Morashá
UM DOMINGO NO LAR Foto Ilustrativa

UM DOMINGO NO LAR

Mais de quatro mil pessoas participaram da atividade Um Domingo no Lar, promovido pelo Lar Golda Meir no último dia 6 de outubro. Idealizado dentro do conceito de que solidariedade não tem idade, o evento movimentou a comunidade judaica paulista..

Edição 39 - Dezembro de 2002


O evento foi criado e organizado pelas voluntárias do Lar, mulheres que há anos dedicam seu tempo e esforços aos residentes da instituição. Apesar de não ser a primeira vez que seria realizada uma atividade na entidade, as voluntárias queriam que esta fosse diferente, voltada não apenas a proporcionar lazer àqueles que lá vivem, mas que se transformasse em uma oportunidade para que a comunidade judaica paulistana fosse conhecer o que ali se realiza. "Queríamos que as pessoas viessem nos conhecer, acreditar e confiar nas nossas propostas para, então, também nos ajudar. Queríamos que a comunidade percebesse que o Lar não é o final da vida, mas sim o início de uma nova fase", disse uma das organiza-doras do evento.

Assim, foi idealizado e realizou-se o "Um domingo no Lar", um evento-apelo para que mais pessoas passem a atuar na entidade que, apesar de ser conhecida, geralmente só é visitada por aqueles que lá possuem parentes ou amigos. Um evento-apelo para que, mesmo aqueles que não possuem conhecidos, também se habituem a fazer visitas, pois muitos dos residentes são totalmente solitários. "Uma simples visita, uma conversa, os fará muito felizes". 

O apelo feito pelas voluntárias foi prontamente atendido pela comunidade toda. E o dia começou cedo no Lar Golda Meir, com o trabalho dos voluntários que trabalharam na montagem das barracas de escolas e movimentos juvenis, com muitas brincadeiras e jogos como "pescaria" e "boca de palhaço", que divertiram a garotada. As barracas de salgados e doces típicos também fizeram muito sucesso, assim como a harkadá sob o comando do coreógrafo Gingi e o bingo organizado pelo Colégio Bialik. Artistas globais como Caco Ciocler, Gilbert e Eliana Guttman também apoiaram à iniciativa, dando um show à parte.

Os visitantes foram recep-cionados pelos donos da casa - os residentes - a partir das 10h, quando abriram-se as portas para os convidados. A entrada era um quilo de alimento não perecível e, no final do evento, haviam sido arrecadadas 1,5 toneladas de alimentos. A comunidade judaica paulis-tana respondeu ao apelo feito pelos organizadores e mostrou a sua solidariedade a uma das mais importantes entidades comunitárias.

Fundado em 1937, o Lar Golda Meir é uma instituição modelo no atendimento ao idoso. Atualmente, a instituição atende cerca de 150 pessoas e possui uma equipe composta por 200 funcionários, incluindo médicos, técnicos em diversas áreas e pessoal administrativo. Aproximadamente 100 voluntários dedicam também parte de seu tempo à instituição. O Lar Golda Meir está entre as principais 50 instituições sem fins lucrativos do Brasil, tendo recebido o Prêmio Bem Eficiente, concedido pela Kanitz & Associados, nos anos de 1997 e 2000.

"Um domingo no Lar" foi o primeiro passo para aproximar cada vez mais o Golda Meir das demais instituições e da comunidade em geral. Dentro deste espírito de abrir suas portas para visitas, o Lar já programou mais um evento, que será realizado no dia 1º de dezembro deste ano: um concerto da Orquestra de Médicos do Hospital Israelita Albert Einstein.

As atrações artísticas estenderam-se por todo o dia, com as apresentações, entre outras, do mágico Alex e da Sammy's Band, além dos grupos de danças folclóricas de A Hebraica, Macabi, Chaverim e das escolas Renascença, Bialik, I. L. Peretz e Iavne; de corais e do grupo de humor judaico "Os Raposas e a Uva".

O Lar Golda Meir está enfrentando sérios problemas financeiros e estruturais e, para tentar resolver estes problemas, foram realizadas várias reuniões com líderes comunitários, sendo constituída uma nova diretoria. Uma das metas da nova Diretoria é aumentar o número de associados, que já chegou a quatro mil. Atualmente, tem apenas 1.300.