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Numa carta ao ministro francês de Educação Nacional, Luc Ferry, o diretor de Responsabilidade Internacional do Wiesenthal Center, Dr. Shimon Samuels, protestou contra a moção da Universidade Pierre e Marie Curie (Paris VI) por ter solicitado à União Européia (UE) o cancelamento do seu acordo de cooperação acadêmica com Israel para o ano de 2003.

Edição 40 - Março de 2003


Aparentemente, uma universidade de Paris votou para deslegitimizar as universidades do Estado judeu, escreveu Samuels. A carta parafraseava o clérigo francês pró-sionismo, Abbé Gregoire: Se hoje você exclui a nação judaica da sua universidade, amanhã você excluirá os judeus como indivíduos.

O protesto questionava se o fato não seria um déjà vu, já que, há não muito tempo, cientistas franceses, acadêmicos e intelectuais emprestaram seu prestígio à política de Vichy de deslegitimização judaica como primeiro passo para a deportação. Em tom irônico, Samuels disse que No começo, achamos que tivéssemos entendido errado e que esta moção estivesse exigindo que a UE suspendesse as contribuições para as universidades palestinas, que exaltam a Al-Qaeda e os atentados terroristas, promovendo Jihad e o ódio contra os judeus.

O Wiesenthal Center exigiu que o Ministério Nacional de Educação francês condene duramente o anti-semitismo da Paris VI e tome todas as medidas necessárias para revogar esta moção ultrajante. Samuels concluiu dizendo que é uma ironia que, num mundo de ciências sem fronteiras, no século XXI, ocorra este tipo de discriminação e à exclusão.


Mivke da época do 2º Templo será aberta ao público em Jerusalém

Um cômodo enorme e incomum, com uma mikvê do período dos Hashmonaim (cerca de 2.100 anos atrás), foi descoberto acidentalmente na Cidade Velha de Jerusalém, perto dos túneis hasmoneus, há algumas semanas.

A sala tem 10 m de largura por 10 de comprimento e um pé direito de 20 m, com a mikvê na parte inferior, e possui uma escada que leva à mesma. Ao longo de uma das paredes foi encontrado uma tubulação de água do mesmo período. Achados de vários períodos foram descobertos no cômodo, como azulejos romanos, um piso de mosaico, paredes da época das Cruzadas e um teto do período mameluco (1250-1516).

Segundo o rabino do Kotel, Shmuel Rabinovitch, “sabemos que há muito mais para ser descoberto nesta área, pois a Cidade Velha foi construída sobre ruínas, mas não podemos encontrar tudo porque há pessoas que vivem aqui. Esperamos ver a construção do [terceiro] Templo Sagrado em breve, pois assim o passado será realmente aberto a nós”.

A recém-descoberta e histórica mikvê deve ser aberta ao público em algumas semanas. Estamos planejando construir ainda neste local um centro educacional especial, a fim de trazer estudantes judeus e contar-lhes das nossas tradições, completa o rabino. 


‘O Pianista’ leva três Oscar: diretor, ator e roteiro adaptado

Adaptação do livro autobiográfico do músico judeu Wladyslaw Szpilman sobre sua luta para sobreviver à barbárie nazista do Holocausto, o filme ‘O Pianista’, de Roman Polanski, levou três das sete indicações que recebeu para o Oscar 2003, durante a cerimônia realizada em 23 de março, em Los Angeles, EUA.

Polanski, 69, foi o vencedor do prêmio de melhor diretor. No entanto, ele não pôde ir pessoalmente receber a estatueta; o diretor é impedido de entrar nos EUA por causa de um processo judicial do passado. ‘O Pianista’ recebeu também o Oscar de melhor roteiro adaptado.

Já o jovem ator Adrien Brody, que interpretou Wladyslaw Szpil-man, venceu os veteranos Jack Nicholson, Michael Caine, Daniel Day-Lewis e Nicolas Cage como melhor ator. Em seu emocionante discurso, Brody estourou o tempo para pedir paz. Na hora mais esperada da noite, os atores Kirk e Michael Douglas, pai e filho, ambos judeus, anunciaram o musical ‘Chicago’ como melhor filme, e não ‘O Pianista’, conforme aguardado por muitos.

Vale lembrar que o 28º Prêmio César, o ‘Oscar francês’, já havia premiado ‘O Pianista’ e Polanski como melhor filme e melhor diretor. Na ocasião, Adrien Brody também ficou com o prêmio de melhor ator. E a obra de Polanski acumula ainda mais um troféu: em maio do ano passado, levou a Palma de Ouro do Festival de Cannes.
O filme Wladyslaw Szpil-man, brilhante pianista polonês judeu, escapa da deportação para um campo de concentração. Forçado a viver no Gueto de Varsóvia, ele compartilha o sofrimento, a humilhação e a luta pela vida. Szpilman consegue escapar e se esconder nas ruínas da capital. Um oficial alemão, admirador de música, encontra-o e o ajuda a sobreviver.


Israel chora a morte de seu primeiro astronauta com explosão do Colúmbia

Lançaremos mais astronautas israelenses ao espaço. E tenho certeza de que cada um deles vai carregar consigo o coração e a memória de Ilan Ramon, pioneiro nas viagens espaciais de Israel, declarou o primeiro-ministro Ariel Sharon, na manhã deste domingo, na capital do país, Jerusalém. Bandeiras foram hasteadas a meio mastro nas escolas israelenses e cerimônias in memorian foram realizadas em todo o país e em representações diplomáticas no exterior.

O astronauta israelense Ilan Ramon e outros seis norte-americanos morreram, na manhã deste sábado, quando o ônibus espacial Colúmbia se desintegrou sobre os EUA ao entrar na atmosfera terrestre. O Colúmbia caiu no estado do Texas, após a Nasa perder contato com os astronautas às 14h (12h em Brasília), 16 minutos antes do horário programado para sua aterrissagem no Cabo Canaveral, na Flórida.

Cacos do sonho foi a manchete do jornal israelense Maariv deste domingo, que dedicou uma página inteira a uma foto dos destroços do Colúmbia e de Ramon em seu uniforme espacial. Chorando por Israel foi a manchete do Yediot Aharonot.

Para o comentarista do Ha’aretz, Ari Shavit, o orgulho que os israelenses sentiram ao ter um dos seus no espaço deu esperança à nação de que poderia desafiar a gravidade do seu destino. Em entrevista ao Maariv, no mês passado, Ramon minimizou os perigos sobre sua segurança. As chances de um acidente acontecer no espaço são muito pequenas. Não estou preocupado com isto. Na Nasa, a segurança está acima de tudo, declarou.

O Colúmbia era o mais antigo ônibus espacial norte-americano, lançado pela primeira vez em 12 de abril de 1981. Sean O’Keefe, administrador da Nasa, afirmou que duas equipes uma federal e outra independente investigarão a causa do acidente.

Ramon: orgulho nacional

Ilan Ramon já era um herói israelense ao se tornar o primeiro cidadão do país a ser lançado ao espaço. Ele era piloto da Força Aérea de Israel e tinha no currículo a participação na destruição do reator nuclear iraquiano, em 1981. Aos 48 anos, o coronel era casado e pai de quatro filhos. De acordo com o jornal israelense The Jerusalem Post, o presidente George W. Bush deve encontrar-se com a viúva do astronauta, Rona Ramon.

Ilan Ramon nasceu em Ramat Gan, subúrbio de Tel Aviv, mas cresceu em Beer Sheva, onde foi realizada uma cerimônia em sua homenagem. Na cidade, já existe até um projeto de dar o nome de Ramon a uma rua, praça ou edifício, declarou o prefeito Yaacov Turner. No entanto, foi uma bandeira da escola de Ramat Gan que Ramon levou ao espaço, provando que ainda se mantinha ligado à cidade natal.

Outra lembrança para a viagem saiu do Yad Vashem, o Museu do Holocausto, em Jerusalém. Ramon escolheu e levou na missão um desenho feito no campo de concentração de Theresienstadt, na então Tchecoslováquia, por um garoto chamado Peter Ginz. Era um desenho da Terra, como Peter a imaginava quando vista da Lua. O garoto morreu em Auschwitz, em 1944. O próprio Ramon era filho de sobreviventes do Holocausto.

O Exército de Israel criou um e-mail especial para que a família de Ilan Ramon receba as condolências dos quatro cantos do mundo. O endereço é ilanfamily@mail.idf.il. Certamente, é recomendável que se escreva em hebraico ou inglês.


Medicina israelense obtém conquistas na área de medula óssea e rejeição de tecidos

Pesquisadores do Centro Nacional de Transplante de Medula Óssea do Hospital Hadassa, no campus de Ein Kerem, em Jerusalém, transformaram células de medula óssea em células ósseas. Segundo o jornal israelense ‘Ma’ariv’, este é um fato inédito. De acordo como professor Shimon Slavin, do Hadassa, a experiência foi realizada com autorização do Ministério da Saúde de Israel.

Já a companhia japonesa Kirin Brewery, a Empresa de Desenvolvimento e Pesquisa Yissum (da Universidade Hebraica de Jerusalém), a Empresa de Desenvolvimento e Pesquisa Hadasit (do Hospital e Universidade Hadassa, de Jerusalém) e a Algen Phiophar-maceuticals anunciaram a formação de uma joint-venture.

O objetivo principal é estudar o uso dos elementos que compõem a substância Tyrphostin durante o processo de inibição de componentes do sistema imunológico, quanto à rejeição de tecidos e enxertos. A Kirin deverá investir cerca de US$ 5 milhões (cerca de R$ 17,4 milhões) no projeto, em troca do direito de comercialização da tecnologia resultante. A informação é da Câmara Brasil-Israel de Comércio e Indústria (Cambici).