Morashá
CARTAS Foto Ilustrativa

CARTAS

Cartas

Edição 42 - Setembro de 2003


A Sociedade Israelita Brasileira de Porto Alegre (Sibra) parabeniza os responsáveis pela revistaMorashá pelos seus dez anos de existência. Com prazer acompanhamos o trabalho realizado e, por trazer artigos com importantes informações, gostaríamos de enriquecer o acervo de nossa biblioteca com exemplares antigos. Desejamos que continuem com este interessante trabalho que desenvolve a cultura judaica brasileira.
Prof. Guershon Kwasniewski
Líder religioso da Sibra 
Porto Alegre, RS

Foi com muita alegria que recebi a maravilhosa edição 41 de Morashá. Sou de Tânger e vim para o Brasil aos 19 anos. Gostei muito do artigo sobre as tradições e costumes da Tunísia e, se fosse possível, gostaria que fosse feita uma reportagem sobre o Marrocos e sua comunidade. Principalmente sobre os judeus de Tânger e Tetuan, que formavam um núcleo muito importante, com linguagem, tradições e costumes próprios.
Stella Garber
Rio de Janeiro, RJ

Parabéns pela excelente edição 41 de Morashá, trazendo notícias, artigos e reportagens sobre o judaísmo, não apenas como religião, mas como um povo, uma Nação, um estado com um passado, um presente e um futuro tão glorioso. 
Alberto Diwan
São Paulo, SP

Gostaria que a equipe da revista Morashá soubesse que tenho divulgado a publicação, no seio da comunidade judaica de Buenos Aires, cidade na qual resido. Como artista gráfico, admiro tanto a produção visual quanto os artigos, que primam pela qualidade acadêmica e pelo conteúdo judaico. Minha esposa é professora e, como tal, vem utilizando a revista como instrumento educacional nas suas aulas. Eu, como membro da Comissão Diretora da Comunidade Chalom integrada por judeus de Rodes e da Turquia, também tenho utilizado a publicação para desenvolver palestras e enriquecer alguns dos artigos do nosso jornal semanal.
Adrian Cohen
Buenos Aires, Argentina

É com muita satisfação e orgulho que escrevo para agradecer o envio da revista Morashá para o Canadá. Satisfação e orgulho por saber que a comunidade sefaradita de São Paulo está tão bem representada através do trabalho da sua equipe. Orgulho também ao perceber o olhar de admiração e aprovação das pessoas às quais fazemos chegar o exemplar da revista. Parabéns pelo profissionalismo.
Goreteh Xethalis
Canadá

Agradeço o envio da Morashá e gostaria de parabenizar a equipe pelos dez anos da melhor revista do Brasil. Esta é realmente ímpar, um primor e, cada vez que a recebo, emociono-me com os artigos, tão interessantes. “Os judeus da Tunísia”, “Primo Levi”, “A Idade de Ouro do judaísmo sefaradita”, enfim, todos são maravilhosos.
Marlene G. Russo
São Paulo, SP

Adorei ter recebido a edição 41 de Morashá. Todas as reportagens são interessantes, principalmente o artigo sobre tradições.
Bethânia Coelho
Belém, PA

Durante uma reunião de um grupo das Pioneiras Sociais, repentinamente o assunto passou a ser a revista Morashá, sua beleza gráfica e, principalmente, como tem contribuído para a nossa cultura, entretenimento e conhecimento, não apenas das nossas tradições, como também para saber mais sobre os judeus através do mundo mais recente (fatos que eu desconhecia totalmente). 
Chana Melamed
Rio de Janeiro, RJ

É com muita alegria que recebo a cada trimestre a tão esperada revista Morashá. É muito importante para minha família estar sempre conhecendo um pouco mais sobre a nossa história. O conteúdo da publicação é enriquecedor, trazendo continuamente informações sobre o mundo judaico.
Gilda Sonia Dorf
Rio de Janeiro, RJ

Gostei muito do site, o qual considero interessante para trabalhos escolares e conhecimentos gerais sobre vários assuntos sobre os judeus.
Daniel Bussmann
Por e-mail

Encadernação esmerada, artigos cuidadosamente selecionados, belas ilustrações, roteiros bem redigidos. Sinto-me feliz em receber em minha casa. Coleciono todas! Outro orgulho que sinto é ter em minha cidade a primeira Sinagoga das Américas. É linda! Congratulações a todos que fazem a Morashá e elogiamos a maneira como publicam suas informações e ensinamentos em cima de temas dirigidos ao povo judeu, principalmente aos mais jovens e àqueles que se interessam por este tipo de leitura. Na edição 40, de abril de 2003, data comemorativa do 10ºano da Morashá, um dos artigos que mais me impressionou e amei foi “Monte Sinai”: o encontro entre D´us e Israel. Fantástico! Na edição 41, de junho, li outro artigo que muito me emocionou e me transportou até aquela época, fazendo-me vivenciar aqueles momentos de tormentas de dor, de tristeza e pensei: será meu D´us, que seria tão resignada, teria toda esta altivez, toda esta aceitação? Talvez sim, talvez, não. Este outro artigo ao qual me refiro, foi “Treblinka”, a coragem dos esquecidos. Enfrentar a morte com altivez e sem aparentar medo é digno de admiração e respeito e só pessoas dignas e escolhidas por D´us podem suportar.
Marine Sarfstein
Recife, PE

Com orientações para os costumes judaicos, belas histórias instrutivas, datas e assuntos judaicos diversos. Morashá me deixa bem informado sobre como agir durante cada festa. Me orgulho de pesquisar, mostar aos amigos e familiares. Sou o único judeu desta pequena cidade. 
Alexandre do Canto 
Magé, RJ

Gostaríamos de mais uma vez elogiar esta manífica revista, rica de informações sobre o nosso povo e um tesouro a ser guardado com todo o carinho. 
Ricardo Riedel 
Belo Horizonte, MG

Os judeus da tribo das falashas acalentavam um grande sonho vindo de gerações passadas: a volta para Jerusalém. Quando criança eu não entendia por que minha mãe (1902-1960) sonhava em morar em Jerusalém. Nasci em Kiev, meus pais também. Os judeus de Kiev sofreram muito com os pogroms e discriminações. A sociedade judaica de Kiev às vezes conseguia manter uma chaider (escola primária judaica) para crianças pobres. Cada criança trazia todo dia 5 centavos para a chaider para os lanches das crianças. A professora era voluntária. Todas as crianças a amavam e na despedida beijavam seu vestido. Quando os judeus desconfiaram que ia haver Pogrom, fugiram para Chernobil. Tudo foi destruído. Somente os judeus que eram alfaiates ou costureiras puderam permanecer em Kiev. Meu falecido avô Aizik Golper, que era alfaiate, ensinou seu ofício a todos os sete filhos para que, quan do adultos pudessem continuar morando em Kiev. Era muito raro um homem judeu estudar na faculdade. Moça judia, para conseguir entrar na faculdade deveria ter documentos e testemunhas de que era prostituta. Este documento custava muitos rublos para os pais da moça. A propaganda do governo era “Espanque os judeus e salve a Rússia”. 
Genia Kelson
Rio de Janeiro, RJ

Na edição 41 da Morashá foi publicada uma carta da historiadora Frieda Wolff, referente a uma citação feita na página 62 incluída no artigo de minha autoria “Aspectos a vida judaica... sob o domínio holandês no nordeste”, publicado na edição 40 de Morashá. Gostaria de esclarecer o que a sra. Wolff considera “citação errada do resultado de uma pesquisa”, dela. Trata-se do resumo de um dos capítulos do meu livro Judeus nos Trópicos. O tema controvertido não enseja numa síntese explicação de opiniões, cujo consenso sobre o universo de judeus, no período em foco, não existe. A citação em epígrafe foi retirada de Quantos judeus estiveram no Brasil holandês e outros ensaios RJ, 1991, pg. 94. Contudo, em Fatos Históricos e Mitos, pg. 42, encontramos: “...fizemos ultimamente um levantamento dos nomes... chegando a um total de 808 pessoas...Uma média de 350 a 400 nos anos áureos...”. Hélio A . Moura repete a citação: “Por sua vez, Wolff & Wolff admitem que em nenhum dos 25 anos de ocupação holandesa a presença judaica ultrapassou o número de 300 pessoas”. (In: Presença judaico-marrana durante a colonização do Brasil Cadernos de Estudos Sociais, nº 2, 2002, pg. 284, Recife). 
O Conde de Ericeyra depara com “sinco mil Almas”, Wiznitzer chega a 1.450, Gonsalves de Mello a 400 judeus adultos, Tania Kauffman, 1.450. Attali escreveu: “En 1648...on dénombre mille quatre cent juifs, presque tous installés à Recife (Les Juifs, le monde et l’argent, pg. 314, Fayard, 2002). Centenas de anos velam e obscurecem a verdade estatística. Mais relevante do que o rigor numérico é o estudo de como pulsava a comunidade, sua inserção e sua contribuição.
Esther R. Largman
Rio de Janeiro, RJ