Morashá
Shavuot: Leis de Shavuot Foto Ilustrativa

Shavuot: Leis de Shavuot

Shavuot é comemorada durante um dia, em Israel, e dois na diáspora, sempre no 6o dia do mês de Sivan, este ano, dia 13 de junho.

Edição 49 - Junho de 2005


As Leis de Shavuot

Shavuot, uma das três Festas da Peregrinação do calendário judaico marca a entrega da Torá ao povo judeu, no Monte Sinai. Celebrada exatamente 50 dias após o primeiro dia de Pessach é também chamada de Zman Matan Torateinu - "A época da entrega de nossa Torá". Shavuot é comemorada durante um dia, em Israel, e dois na diáspora, sempre no 6o dia do mês de Sivan, este ano, dia 13 de junho.

Leis e costumes

Tikun Leil Shavuot - Noite de vigília e estudo - Na primeira noite de Shavuot, este ano, domingo, 12 de junho, é costume se realizar nas sinagogas uma vigília, que dura toda a noite, dedicada ao estudo da Torá. A Cabalá enfatiza a importância desse ritual, conhecido como Tikun Leil Shavuot. Uma explicação para esta tradição é que o povo judeu não acordou cedo no dia em que D'us lhes iria outorgar a Torá, tendo sido necessário que Ele Mesmo os acordasse. Como uma espécie de contrapartida a essa atitude, foi instituído o costume de se permanecer acordado, estudando a Torá.

Primeiro dia - Leitura dos Dez Mandamentos - No dia seguinte, o primeiro dia de Shavuot, este ano, 2ª feira, 13 de junho, ouve-se, em todas as sinagogas, a leitura dos Dez Mandamentos. É da maior importância que os pais participem junto com seus filhos.

Segundo Dia - Livro de Ruth - No segundo dia de Shavuot é lido nas sinagogas o Livro de Ruth. Os sábios consideravam a história de Ruth - uma moabita que abraçara o judaísmo - apropriada para a data não apenas por se passar durante a colheita, mas especialmente em razão de seus ensinamentos. Na célebre passagem bíblica, símbolo de profunda devoção e fé, Ruth, após a morte do marido judeu, declara à sogra: "Teu povo será meu povo e teu D'us será meu D'us". Ruth voltou a se casar e seu bisneto foi o rei David, que nasceu e faleceu durante Shavuot.

Plantas Verdes - Em Shavuot é costume enfeitar casas e sinagogas com flores e folhagens. O Midrash relata que quando a Torá foi entregue ao povo judeu, o Monte Sinai - uma montanha deserta e árida - foi repentinamente coberto de flores, árvores e grama. Entretanto, as folhagens simbolizam, acima de tudo, o costume vigente na época do Templo Sagrado, de se levar para Jerusalém as primícias, ou seja, os primeiros frutos colhidos dentre as sete espécies que caracterizam a Terra de Israel.

Comidas a base de leite - Outro costume é consumir alimentos derivados do leite, já que a Torá é comparada ao leite. A palavra hebraica para leite é chalav. Quando se soma o valor numérico de cada uma das letras desta palavra chega-se ao total de quarenta. Quarenta é o número de dias que Moisés passou no Monte Sinai. Alem do que a Torá é a fonte de vida para tudo, da mesma maneira que o leite para um recém-nascido. Existem outras explicações para este costume. A partir da outorga da Torá, as leis da cashrut tornaram-se obrigatórias. No entanto, como a Torá foi entregue no Shabat, nenhum animal podia ser abatido e nem os utensílios casherizados.