Morashá

CARTA AO LEITOR:
ANO XXVIII N.111 JUNHO 2021

Em Tisha b’Av, dia nacional de luto do Povo Judeu, lamentamos a queda de Jerusalém e dos seus Templos Sagrados. Após a destruição do Segundo Templo, o Povo Judeu foi exilado da Terra de Israel e, por quase 2.000 anos, foi impedido de retornar à sua Terra pelas nações que a ocuparam. Onde quer que vivesse, nosso povo sofria perseguição e discriminação, humilhações e pogroms. Impedido de seguir sua fé, foi alvo de expulsões, conversões forçadas e tortura pela Inquisição. E a culminação de dois mil anos de antissemitismo foi o Holocausto, quando quase sete milhões de judeus foram assassinados. Por trás de todo esse ódio gratuito estavam as inúmeras calúnias disseminadas, ao longo de milênios, sobre o Povo de Israel. Acreditava-se que a forma de pôr um fim ao antissemitismo seria o retorno do Povo de Israel à Terra de Israel e a fundação de um Estado Judeu. Mas, infelizmente, as antigas inverdades e calúnias disseminadas, ao longo dos milênios, sobre nosso povo hoje são atribuídas ao Estado Judeu.

O Estado de Israel é a única democracia no Oriente Médio. É um dos países mais livres e avançados do mundo. É um pioneiro na área de Tecnologia e Saúde. Tem uma imprensa livre e todos os seus cidadãos têm direito ao voto. No Knesset – o Parlamento israelense –, há partidos de direita, centro e esquerda, religiosos e laicos, e até mesmo partidos árabes que se opõem à própria existência do Estado de Israel. Como escreveu o Dr. Tawfik Hamid, escritor egípcio e muçulmano: “É preciso confessar honestamente que Israel é o único farol de democracia, civilização e direitos humanos em todo o Oriente Médio”. Infelizmente, esse “farol” é o país que mais sofre condenações nas Nações Unidas. Além disso, é alvo de ataques de políticos e celebridades e de alguns segmentos da imprensa internacional - que comparam Israel aos regimes mais hediondos já conhecidos pelo homem. Essas calúnias são particularmente perigosas porque fomentam o antissemitismo.

A afirmação de que antissionismo não é antissemitismo provou ser uma fachada para que “antissemitas politicamente corretos” incentivem o ódio contra o Povo Judeu. Em maio deste ano, foram lançados mais de 4.000 mísseis contra as principais cidades de Israel, inclusive Jerusalém – atingindo sua população civil. Quando Israel respondeu com ataques precisos para se defender e neutralizar esses lançamentos, foi acusado de crimes de guerra. Tais acusações, injustas, atiçam o antissemitismo mundo afora. Hoje, os judeus estão sendo atacados na Europa e nos Estados Unidos e as agressões gratuitas e antissemitas povoam as redes sociais.

Felizmente, o Povo Judeu tem, hoje, seu país e seu exército, que irá defender seus cidadãos e zelar por nós, judeus da Diáspora. O Estado de Israel não acabou com o antissemitismo, como era esperado, mas continuará sendo um baluarte de defesa para nosso povo. Quanto às afirmações falsas e injustas ditas sobre Israel, o que podemos dizer é que mentiras a respeito do Povo Judeu são disseminadas, há milênios. E nós já as conhecemos...

É importante ressaltar que o Povo Judeu conta com o apoio de inúmeros países, inclusive na Europa, que nos têm manifestado seu apoio de várias formas. Inúmeros são os líderes, jornalistas e pessoas influentes que nos têm apoiado, bem como nossos amigos cristãos – evangélicos e católicos – que sabem que o retorno do Povo de Israel à sua Terra é a realização de profecias bíblicas.

Tanto nossos Sábios como a própria História nos ensinam que as tragédias sofridas por nosso povo ocorreram quando havia falta de união entre nós. Unidos somos mais fortes. Foi assim que sobrevivemos às longas dispersões e sobreviremos agora. Não podemos deixar que a ameaça de violência nos faça furtar-nos à nossa identidade judaica.

No dia de Tisha b’Av, ao refletir sobre as tragédias de nosso passado, refletiremos, também, sobre os triunfos de nossa gente. E, vamos seguir adiante na tarefa que D’us nos ordenou: tornar este mundo um lugar melhor para todos, ajudando a que se cumpra a visão do Profeta Isaías, de que virá o dia em que “...cada nação não levantará contra outra sua espada, e não aprenderão mais a arte da guerra”.

LEIA A CARTA NA ÍNTEGRA...

CARTA AO LEITOR:
ANO XXVIII N.111 JUNHO 2021

Em Tisha b’Av, dia nacional de luto do Povo Judeu, lamentamos a queda de Jerusalém e dos seus Templos Sagrados. Após a destruição do Segundo Templo, o Povo Judeu foi exilado da Terra de Israel e, por quase 2.000 anos, foi impedido de retornar à sua Terra pelas nações que a ocuparam. Onde quer que vivesse, nosso povo sofria perseguição e discriminação, humilhações e pogroms. Impedido de seguir sua fé, foi alvo de expulsões, conversões forçadas e tortura pela Inquisição. E a culminação de dois mil anos de antissemitismo foi o Holocausto, quando quase sete milhões de judeus foram assassinados. Por trás de todo esse ódio gratuito estavam as inúmeras calúnias disseminadas, ao longo de milênios, sobre o Povo de Israel. Acreditava-se que a forma de pôr um fim ao antissemitismo seria o retorno do Povo de Israel à Terra de Israel e a fundação de um Estado Judeu. Mas, infelizmente, as antigas inverdades e calúnias disseminadas, ao longo dos milênios, sobre nosso povo hoje são atribuídas ao Estado Judeu.

O Estado de Israel é a única democracia no Oriente Médio. É um dos países mais livres e avançados do mundo. É um pioneiro na área de Tecnologia e Saúde. Tem uma imprensa livre e todos os seus cidadãos têm direito ao voto. No Knesset – o Parlamento israelense –, há partidos de direita, centro e esquerda, religiosos e laicos, e até mesmo partidos árabes que se opõem à própria existência do Estado de Israel. Como escreveu o Dr. Tawfik Hamid, escritor egípcio e muçulmano: “É preciso confessar honestamente que Israel é o único farol de democracia, civilização e direitos humanos em todo o Oriente Médio”. Infelizmente, esse “farol” é o país que mais sofre condenações nas Nações Unidas. Além disso, é alvo de ataques de políticos e celebridades e de alguns segmentos da imprensa internacional - que comparam Israel aos regimes mais hediondos já conhecidos pelo homem. Essas calúnias são particularmente perigosas porque fomentam o antissemitismo.

A afirmação de que antissionismo não é antissemitismo provou ser uma fachada para que “antissemitas politicamente corretos” incentivem o ódio contra o Povo Judeu. Em maio deste ano, foram lançados mais de 4.000 mísseis contra as principais cidades de Israel, inclusive Jerusalém – atingindo sua população civil. Quando Israel respondeu com ataques precisos para se defender e neutralizar esses lançamentos, foi acusado de crimes de guerra. Tais acusações, injustas, atiçam o antissemitismo mundo afora. Hoje, os judeus estão sendo atacados na Europa e nos Estados Unidos e as agressões gratuitas e antissemitas povoam as redes sociais.

Felizmente, o Povo Judeu tem, hoje, seu país e seu exército, que irá defender seus cidadãos e zelar por nós, judeus da Diáspora. O Estado de Israel não acabou com o antissemitismo, como era esperado, mas continuará sendo um baluarte de defesa para nosso povo. Quanto às afirmações falsas e injustas ditas sobre Israel, o que podemos dizer é que mentiras a respeito do Povo Judeu são disseminadas, há milênios. E nós já as conhecemos...

É importante ressaltar que o Povo Judeu conta com o apoio de inúmeros países, inclusive na Europa, que nos têm manifestado seu apoio de várias formas. Inúmeros são os líderes, jornalistas e pessoas influentes que nos têm apoiado, bem como nossos amigos cristãos – evangélicos e católicos – que sabem que o retorno do Povo de Israel à sua Terra é a realização de profecias bíblicas.

Tanto nossos Sábios como a própria História nos ensinam que as tragédias sofridas por nosso povo ocorreram quando havia falta de união entre nós. Unidos somos mais fortes. Foi assim que sobrevivemos às longas dispersões e sobreviremos agora. Não podemos deixar que a ameaça de violência nos faça furtar-nos à nossa identidade judaica.

No dia de Tisha b’Av, ao refletir sobre as tragédias de nosso passado, refletiremos, também, sobre os triunfos de nossa gente. E, vamos seguir adiante na tarefa que D’us nos ordenou: tornar este mundo um lugar melhor para todos, ajudando a que se cumpra a visão do Profeta Isaías, de que virá o dia em que “...cada nação não levantará contra outra sua espada, e não aprenderão mais a arte da guerra”.


PERSONALIDADES

Reuven Rivlin, o presidente do diálogo

Reuven Rivlin, o presidente do diálogo

Reuven Rivlin encerra seus sete anos de mandato como presidente de Israel sem abrir mão de uma característica a moldar sua trajetória política: a conciliação. Ao ser eleito, definiu-se como representante de “todos os cidadãos de Israel – judeus, árabes, drusos, ricos, pobres, religiosos e menos religiosos”.

Edição 111 - Junho de 2021

ANTISSEMITISMO

Israel e a calúnia do apartheid

Israel e a calúnia do apartheid

Muitas são as provas de que a democracia israelense não admite segregação racial. Nomes como Salim Joubran, que foi juiz da Suprema Corte de Israel, e Mansour Abbas, membro da Knesset que recentemente foi alçado à integrante da coalizão que pode iniciar um novo governo, ajudam a desmantelar o argumento do apartheid, tantas vezes usado por grupos que desejam colocar em xeque o direito de Israel existir.

Edição 111 - Junho de 2021

ISRAEL HOJE

Cuidando dos filhos de Israel

Cuidando dos filhos de Israel

A organização Beit Halochem foi criada em 1949 sob o lema “Os feridos da TZAHAL são os filhos de todo o povo judeu”. O intuito da organização é ajudar a reabilitação e reintegração de soldados feridos em combates, e nos últimos anos passou a atender também as vítimas dos atos de terror. No momento, há mais de 50 mil veteranos em tratamento nas várias instalações do Beit Halochem.

Edição 111 - Junho de 2021

HOLOCAUSTO

Oculta sob os holofotes

Oculta sob os holofotes

Durante a 2ª Guerra Mundial, enquanto Paris estava em mãos do Terceiro Reich, vários oficiais nazistas podiam ser vistos entre o público que assistia Florence Waren dançar. Eles jamais desconfiaram que se tratava de uma jovem judia. “Oculta sob os holofotes”, como ela costumava dizer, passou a ajudar judeus e a Resistência francesa

Edição 111 - Junho de 2021

COMUNIDADES DA DIÁSPORA

Um ABC Paulista e judaico

Um ABC Paulista e judaico

Sem temer as dificuldades de uma terra nova, em tudo diferente de suas aldeias na Europa, os judeus enfrentaram a distância, reinventaram-se e estabeleceram suas comunidades, desbravando cidades do interior de São Paulo, para onde os levava a linha férrea do estado. Dessa época são as comunidades judaicas de Santo André, São Bernardo e São Caetano, de onde provêm tantos homens e mulheres que se destacaram em vários campos da vida brasileira.

Edição 111 - Junho de 2021

BRASIL

Valorizando Vidas

Valorizando Vidas

A instituição Or Avrohom (ORAM) luta, há anos, pela preservação da vida e da saúde mental das pessoas. Neste momento turbulento em que muitos têm dificuldades de lidar com suas próprias emoções, ansiedades e inseguranças, a ORAM recebe a todos de portas abertas, de forma sigilosa, com muito respeito e dignidade, prestando atendimento e acompanhamento psicológico e psiquiátrico.

Edição 111 - Junho de 2021

HISTÓRIA JUDAICA MODERNA

Herzl depois de Herzl

Herzl depois de Herzl

Algumas biografias de Theodor Herzl se circunscrevem à sua trajetória desde a publicação de “O Estado Judeu” até a realização do Primeiro Congresso Sionista Mundial. No entanto, foi depois do Congresso que sua atuação política assumiu uma proporção caudalosa e sua vida pessoal avultou como um enigma.

Edição 111 - Junho de 2021

LEIS, COSTUMES E TRADIÇÕES

Um comentário sobre o Shemá Israel

Um comentário sobre o Shemá Israel

O Shemá Israel consiste de três passagens da Torá – Deuteronômio 6:4-9 e 11:13-21, e Números 15:37-41. Há uma obrigação que recai sobre todos os homens judeus, ordenando-lhes dizer o Shemá Israel duas vezes ao dia – uma após o anoitecer e outra pela manhã. Segundo a maioria das opiniões (Talmud Bavli, Berachot 21a), essa obrigação é um mandamento da Torá e não uma lei rabínica. Essa é, pois, uma das razões para o Shemá Israel ser parte integral de nossas orações matutinas e vespertinas.

Edição 111 - Junho de 2021

LEIS, COSTUMES E TRADIÇÕES

O Shulchan e o Pão da Proposição

O Shulchan e o Pão da Proposição

Localizado, a princípio, na antecâmara do Tabernáculo e, posteriormente, na do Templo Sagrado de Jerusalém, o Shulchan era uma mesa de quatro pernas, de madeira de acácia, revestida EM ouro, sobre a qual repousavam, ininterruptamente, doze pães assados - os Lechem HaPanim, os Pães da Proposição.

Edição 111 - Junho de 2021

SÁBIOS

Rabino Dr. Twerski, ZT"L

Rabino Dr. Twerski, ZT"L

O Rabi Dr. Abraham Twerski foi rabino e psiquiatra de renome internacional. Era uma importante autoridade no tratamento da dependência a drogas e outras substâncias. E nessa função ele pessoalmente salvou e transformou a vida de dezenas de milhares de seres humanos. Com suas instituições, palestras e artigos, o bem que ele fez neste mundo é imensurável.

Edição 111 - Junho de 2021

ARTE E CULTURA

Lasar Segall: artista-símbolo dos judeus na Diáspora

Lasar Segall: artista-símbolo dos judeus na Diáspora

Meu olhar de historiadora sobre Lasar Segall e sua obra é múltiplo por reunir os elementos necessários para um estudo aprofundado sobre a imigração, os imigrantes no Brasil e o legado de um imigrante-artista para a cultura brasileira. Enquanto pesquisadora dedicada aos estudos sobre antissemitismo, Holocausto e Segunda Guerra Mundial, encontrei na sua trajetória e produção artística um conjunto de informações que considero únicas por trazerem mensagens universais.

Edição 111 - Junho de 2021

TISHÁ B´AV

Tishá b'Av e o Retorno à Jerusalém

Tishá b'Av e o Retorno à Jerusalém

Tishá b’Av, o nono dia do mês de Av, foi a data em que tombaram o primeiro e o segundo Templo de Jerusalém. Por 2.000 anos, o Povo Judeu orou pelo rápido cumprimento das palavras dos Profetas, que profetizaram nosso retorno à Terra de Israel e Jerusalém. Hoje, essas profecias não mais constituem um sonho, MAS uma realidade.

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