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Um Estado Judeu na Austrália: 1907-1941 Quedas d'água em Kimberley, norte da Austrália

Um Estado Judeu na Austrália: 1907-1941

por Reuven Faingold

Em 16 de fevereiro de 1907, The Sydney Morning Herald noticiava: “Há territórios férteis desabitados ao Norte da Austrália, pontos mais vulneráveis e suscetíveis a ataques, ainda clamando por serem povoados. Os judeus poderão constituir-se num posto avançado de alerta”. Pela primeira vez cogitava-se a criação de lar judaico em terras australianas. O poeta Zechariah Choneh Bergner ou “Melech Ravitch”1, e, principalmente, Isaac Nachman Steinberg, retomariam essa ideia entre 1933-1939.

Edição 103 - Abril de 2019


QUEM ERA ISAAC NACHMAN STEINBERG?

Isaac Nachman Steinberg (1888-1957) nasceu na Letônia (Látvia), em uma família de comerciantes judeus. Criado em ambiente religioso, foi um político e revolucionário do “Movimento Territorialista Judaico” na Rússia e na Diáspora. Em 1906, Steinberg ingressou na Universidade de Moscou, onde estudou Direito. Militante no Partido Socialista, foi exilado pelo governo soviético, viajando à Alemanha para completar seus estudos na Universidade de Heidelberg. Em 1910 voltou à Rússia, já trabalhando como advogado.

Entre 1917-1918 atuou como “Comissário do Povo” (Narkom) na área de Justiça, no governo de Vladimir Lenin. Em protesto ao Tratado Brest-Litovsk (março de 1918), em que a Rússia renunciava à Finlândia, Polônia, Estônia, Livônia, Curlândia, Lituânia, Ucrânia e Bessarábia, Steinberg iniciou uma campanha anti-bolchevismo. Em 1923, ameaçado de morte, fugiu com sua família rumo à Alemanha.

Após a tomada do poder pelos nazistas, em 1933, Steinberg, a esposa e três filhos se estabelecem em Londres. Lá funda a “Freeland League for Jewish Territorial Colonization” (Liga da Colonização Territorial Judaica), instituição não-sionista que buscava um refúgio seguro para os judeus europeus. A delicada situação dos judeus poloneses após a 1ª Guerra inspira-o. Grupos de pioneiros (chalutzim) surgiam em Varsóvia e Vilna. Lá aparecem colônias agrícolas2 similares às existentes na então Palestina.

Nessa época, os judeus sonhavam com um lar próprio e a Austrália era uma das diferentes possibilidades. Seu projeto era estabelecer um lar judaico nesse país, com dupla finalidade: dar continuidade ao movimento territorialista baseado na Freeland League e conseguir um lugar para milhares de judeus afetados pela situação imposta pelo nazismo.

Para avaliar a ação da Liga é preciso entender o clima de terror e incerteza vivenciado pelos judeus, em 1939, face à nova ordem política imposta no Leste europeu, especialmente na Polônia.

COMO EMIGRAR

Durante todo o século 19, os judeus contam com duas formas de emigrar: podem abandonar seus países como indivíduos, portando passaportes e vistos, desde que aceitos no país de destino. Devem superar obstáculos, lidar com a competitividade e adaptar-se à nova realidade e, por outro lado, participar ativamente de uma colonização coletiva de caráter ideológico. Esta vinha rendendo resultados satisfatórios na então Palestina sob governo otomano.

No entanto, o céu daquela região trazia nuvens escuras. E a Liga da Colonização enfrentaria a seguinte questão nos dias que antecedem a 2ª Guerra Mundial: encontrar um canto no mundo onde os judeus pudessem acalentar esperanças e consolidar um futuro, em território com um sistema econômico em que a competitividade fosse inferior ao número de oportunidades.

Seu principal objetivo passa a ser buscar uma forma de dispensar os obsoletos e inadequados métodos de imigração, em que a saída dos judeus fosse feita de forma individual e dependesse exclusivamente da emissão de passaportes, salvo-condutos e vistos. Era necessário achar um “Estado Judaico” definitivo, quebrando os paradigmas existentes.

A “FREELAND LEAGUE”

Após exaustiva pesquisa, a Liga constatou a existência de terras ao noroeste da Austrália, na região de Kimberley. Certos fatores pesavam a favor dessa opção. Primeiramente, a área era suficiente para absorver imigrantes em grande escala. Em segundo lugar, a localidade era pouco povoada, o que evitaria atritos com os habitantes locais. Terceiro, oferecia possibilidades concretas de desenvolvimento econômico aliadas a um alto nível de vida. E, finalmente, o governo australiano, democrático e progressista, apoiaria a ideia.

MAPA DE KIMBERLEY

O território destinado ao Lar Judaico seria parte dos 349.648km² que compõem a região de Kimberley. A Liga compraria uma área total de aproximadamente 28.328 km², algo próximo ao tamanho da Bélgica.

Esta área permitiria a pastagem de 40 mil cabeças de gado; eram poucos os homens brancos e havia uma centena de nativos, aborígenes. Sendo o clima tropical, agradável e sem chuvas torrenciais, com muita água, tratava-se, portanto, de uma região apta para a colonização.

COMISSÃO FAZ VISTORIA

Estimulados pelas primeiras informações sobre Kimberley, um conselho de judeus britânicos da Liga da Colonização Territorial Judaica decidiu enviar uma Comissão de Inquérito para vistoriar o lugar, avaliar as possibilidades econômicas da região e as atitudes do governo e da população face ao projeto. A Kristallnacht, em 10 de novembro de 1938, levou Steinberg a viajar a Perth para estudar de perto o assunto.

Primeiro o impactou a enorme simpatia com que a classe trabalhadora local recebeu a ideia da eventual chegada de judeus. O Primeiro Ministro da Austrália Ocidental, John Collings Willcock (1879-1956), afirmou que “não haveria nenhum inconveniente ou oposição a um programa colonizador judaico em seu país, sempre que estes colonos não representassem uma carga à nação”. O governo australiano entendeu que deveriam ser realizadas novas pesquisas comprovando que a área de Kimberley era propícia à agricultura e colonização, podendo sustentar os judeus ali eventualmente assentados.

Em poucas semanas, a Comissão demonstrou com clareza a viabilidade do projeto Kimberley, concluindo que “a própria terra poderá cuidar de seus moradores”.

As peculiaridades do território, aliadas ao clima benigno, certamente incentivariam a ida de judeus, acostumados a morar em países europeus. Qual seria, então, a chave para o sucesso? Seriam necessários trabalho, capital, planejamento científico e ajuda de empresas corporativas.

CLIMA E PAISAGEM

A expressão “clima tropical” despertou desconfiança entre os membros da Comissão. Como poderia o homem branco viver num clima tropical? A rigor, o termo “tropical” não possui o mesmo significado em todos os países. Assim, ao perguntarem se o clima de Kimberley era compatível com a colonização branca, a resposta definitivamente seria sim. E não era um julgamento fragmentado, mas uma afirmação de respeitados especialistas, como . o Prof. J. A. Prescott, Chefe do Instituto de Pesquisas Agrícolas da Austrália, que, após inspecionar a área, declarou: “Não tenho a menor dúvida de que os europeus se adaptarão às condições climáticas, pois Kimberley está perfeitamente localizada em solos produtivos”.

Isaac Steinberg teve igual impressão positiva. Encantou-se com a paisagem, as extensões de campos e o abundante gado pastando livremente, um aglomerado de pássaros e de graciosos cangurus saltitando entre as pessoas. Os riachos barulhentos com peixes e crocodilos atestavam também grande variedade de espécies e riqueza de vida.

UMA PROPOSTA DE CONSTITUIÇÃO

Combinando experiência e perseverança, a Liga redigiu um plano de assentamento para os judeus. Com isso pretendia dar sustentação à colonização, consolidando um empreendimento que fortalecesse a economia com uma agricultura tropical e uma indústria pastoril.

O principal cultivo em Kimberley seria o milho, seguido pelo trigo, dois grãos a serem utilizados pelo gado, gerando atividades lucrativas para as fazendas locais. Baseando-se nas matérias primas destas atividades, poder-se-ia criar uma indústria diversificada com possibilidade de lucro nos mercados vizinhos. A proximidade de áreas comerciais do Oceano Índico, Java e a Ásia, também eram fatores interessantes. O plano agroindustrial de Kimberley desenvolveria empenho, ajuda mútua e cooperativismo, além da empatia entre colonos.

O governo da Austrália Ocidental discutiu detalhadamente o plano colonizador endereçado pela Liga, apresentando suas primeiras reflexões: a colonização não poderia ser uma entidade política separada. Pelo contrário, seus colonos seriam cidadãos australianos, integrados política e economicamente às estruturas políticas e econômicas da Commonwealth.

Além dos poderes investidos pelo governo, cada colono deveria ter controle sobre suas atividades econômicas e culturais, entendendo-se que a colônia seria livre para poder desenvolver formas religiosas de acordo com sua tradição. As etapas da colonização deveriam ser acompanhadas pela Liga, que seria responsável pela seleção de colonos e a promoção do sucesso das colônias, evitando o abandono das mesmas. A economia da colônia precisaria ser planejada, com a devida antecedência, por vários anos, para que contingentes de colonos pudessem engajar-se nos programas de trabalho. O planejamento deveria atender um duplo objetivo: evitar desperdício de mão-de-obra e matéria prima e evitar uma concorrência desleal e prejudicial à população da Austrália.

CAMPANHA DE PROPAGANDA

Segundo o plano da Liga, o governo local sugeriria uma aproximação com o governo central, em Camberra, visando obter permissão para o projeto.

A Austrália é um país democrático, com uma imprensa que fiscaliza o governo. Sendo assim, seria arriscado, e até perigoso, que um plano colonizador fosse aprovado sem o consentimento prévio da opinião pública. Na prática, isto envolveria uma longa e sistemática campanha de propaganda direcionada à população.

A Austrália entendia que não bastaria convencer representantes da Commonwealth da necessidade de um plano humanitário para um povo oprimido e perseguido, mas seria relevante também ver a importância desse construtivo projeto econômico para toda a sua população do país. Seria muito importante pensar em ajuda humanitária, mas também em interesses locais.

Em Perth, Melbourne e Sydney, como também na Tasmânia, trabalhadores, comerciantes, operários e intelectuais deveriam estar convencidos de que os propósitos dessa onda migratória seriam de grande valia não só para os judeus, mas para o país inteiro.

PROJETO COLONIZADOR

Para entender o projeto Kimberley é preciso rever algumas linhas centrais do mesmo, à luz da exitosa fusão existente no território entre capitalismo e as massas de classes trabalhadoras australianas. Desde o início do século 20 o governo vem restringindo a imigração, limitando-a a um número determinado de brancos e de negros. O aumento progressivo das taxas serviria para combater a concorrência face à indústria estrangeira. Estas medidas, limitação migratória e aumento de tarifas, visavam proteger tanto o empregador como o trabalhador, promovendo um alto nível de vida no país.

Durante a 2ª Guerra a Austrália vivia uma situação peculiar, única, sempre privilegiada por seu distanciamento geográfico da Europa, palco de guerras. Por ser um país de características agrícolas, gozava também de uma posição estável no comércio internacional, exportando trigo, carne e algodão. Ante a derrota do Japão, a Austrália pretendia converter-se na maior potência do Pacífico, exercendo controle sobre a região.

Estas ideias já aparecem em discurso proferido pelo advogado H.V. Evatt (1894-1965), então Ministro de Relações Exteriores, que enfatizou o fato de a Austrália estar tomando iniciativas não apenas na região do Pacífico, mas também na Europa. Fosse qual fosse essa realidade, um fato era indiscutível: o problema de Austrália continuava sendo seu baixo número de habitantes e sua pequena população distribuída em amplo território. O país precisaria de milhões de pessoas para ser sustentado através de um mercado interno suficientemente forte.

Quem poderia garantir milhões para este projeto? Por acaso alguém poderia garantir pioneiros em larga escala vindos da Inglaterra? A Austrália poderia garantir imigrantes, mas nunca se comparar à potência britânica. Refugiados europeus em geral e judeus em particular, poderiam ser uma alternativa à escassez de mão-de-obra. Sem dúvida, a questão da imigração deveria ser avaliada, em 1939, com um olhar diferenciado daquele de cinco anos antes. Segundo observou o Prof. Copeland, consultor financeiro do Commonmealth: “A Austrália deve dar um tempo cortando certas tradições, abrir mão das velhas crenças que remetem aos primórdios da nação e deixar de lado aqueles ideais que nem todo o mundo compartilha. O clima de segurança reinante foi recentemente abalado por acontecimentos (2ª Guerra Mundial) e, portanto, o país deverá reavaliar suas responsabilidades externas”.

O povo australiano mostrava-se sensível a essas necessidades. Prova disto é a vontade de aceitar o plano Kimberley. É louvável a postura do Partido dos Trabalhadores através da Conselho Australiano de Sindicatos de Trabalhadores (Australian Council of Trade Unions), que, em abril de 1943, através de seus sindicatos, declarou “ter mantido conversas com o Dr. Steinberg, apoiando o plano de colonização de Kimberley, assegurando a transferência dos refugiados judeus da Europa”. Digna foi também a postura do Conselho de Sydney que desejou “sucesso diante das tentativas de estabelecer em Kimberley um refúgio para as vítimas do fascismo, que os afastara de seus lares”. John Curtin, Primeiro Ministro de 1885 a 1945, afirmou: “A decisão do governo de dar uma área territorial aos judeus responde à necessidade de solucionar um problema de refugiados”. Declarações de simpatia ao projeto Kimberley foram redigidas por intelectuais e professores, intendentes e prefeitos, entre outros. Em 1943, surgem em Melbourne e Sydney os Comitês de Amigos do Plano Kimberley (Committees of Friends of the Kimberley Plan), entidades apoiadoras do projeto colonizador sionista.

ANTISSEMITISMO NO PAÍS

A Austrália sempre se manteve livre do vírus do antissemitismo, porém isto não permite afirmar que seus habitantes constituem um grupo humano repleto de virtudes. Naturalmente, em um lugar ou outro do território encontraremos expressões antissemitas. Porém, não existe no país nenhum movimento antissemita organizado. O motivo para tanto é simples: durante seus 150 anos de existência, a Austrália não sofreu guerras, revoluções ou contrarrevoluções, ficando longe de dificuldades e turbulências. Pelo contrário, manteve sua capacidade de expansão econômica e sua força competitiva. O movimento de colonização judaica foi muito bem-vindo, pois, com seus auspícios, poderia unir-se a outros elementos da população local na base de interesses recíprocos. Seria um erro histórico se a Austrália falhasse na consecução desse objetivo.

Em 1941, após ser submetido a uma intensa campanha de propaganda, o projeto Kimberley foi levado à aprovação do Governo Federal da Austrália. Mas, já em Camberra, considerações de caráter militar protelaram sua aprovação. Problemas de reconstrução e questões administrativas do pós-guerra fizeram dito plano sucumbir.

Durante as eleições de agosto de 1943, o Primeiro Ministro John Curtin chegou a discursar para uma população da Região Norte, afirmando que “a Austrália não discutirá esta questão [Jewish Kimberley] sem levar em consideração a opinião da população. Precisamos duplicar ou triplicar nossos sete milhões, mas isto não será possível tratando-se de um grupo pequeno”. Segundo Curtin, deveria ficar bastante claro que o “Projeto Kimberley” envolvia esforços e não se desenvolveria de forma automática. O peso da opinião pública, ora a favor dos judeus, ora contra, iria determinar o futuro do plano de colonização judaica.

OBJEÇÕES AO PROJETO

Obviamente, o plano de colonização judaica em Kimberley contou também com objeções. Primeiramente, o programa Kimberley pretendia assentar entre 50 mil e 100 mil judeus na Austrália, um número que influenciaria consideravelmente a vida judaica. Obviamente, não se podia afirmar, a priori, que o resultado da colonização judaica traria crescimento. Porém, quem imaginaria, há 50 anos, que a então Palestina se desenvolveria tanto? E quem poderia prever que, nesse mesmo espaço de tempo, a comunidade judaica criada por refugiados sem recursos, que se tornaria a mais próspera do mundo, surgiria nos EUA? É oportuno lembrar que depois da 1ª Guerra houve um intenso desenvolvimento na área do Pacífico, mas esta planejada leva migratória de judeus era bem diferente daquela do passado. A Austrália era o único país de população branca localizado numa região onde não havia luta pelos recursos naturais.

Em segundo lugar, o plano Kimberley era uma alternativa para aqueles que objetavam as reivindicações de um Estado judeu na então Palestina. Este argumento, no entanto, é pouco convincente. A questão das reivindicações judaicas à Eretz Israel tornou-se central na política internacional. Além disso, o plano Kimberley não era uma solução única, pois não excluía a criação de um Estado em outra parte do mundo. Procurava antes de tudo responder à necessidade de não mais esperar pela indefinida situação da Palestina britânica. E, mesmo que um Estado fosse estabelecido na Terra Santa, milhares de judeus precisariam de um refúgio.

Finalmente, há argumentos indicando um alto grau de idealismo no plano Kimberley. Questionava-se, com frequência, se a região australiana, quando comparada com a da Palestina, poderia concorrer com os sentimentos românticos sustentados no autossacrifício.

CONCLUSÕES FINAIS

Após Herzl publicar Der Judenstaadt (O Estado Judeu), em 1896, programas colonizadores foram discutidos nos círculos sionistas e não sionistas: Uganda, El-Arish, Argentina, Palestina e Madagascar. Também o Brasil teve o seu “Plano Rebouças”3, no Estado do Paraná.

A colonização de Kimberley trazia a possibilidade de estabelecer uma vida comunitária baseada em princípios de liberdade política e cooperação social, além de consolidar o espírito judaico. Mesmo assim, desconhecemos o grau de aceitação do “Plano Kimberley” nos círculos judaicos.

O Dr. Steinberg deixou a Austrália em junho de 1943. Em 15 de julho de 1944 foi informado pelo então Primeiro Ministro John Curtin que o governo “não se afastaria da política estabelecida, há muito tempo, em relação à liquidação aborígene na Austrália”, e, portanto, “não poderia atender a proposta de um acordo exclusivo (para judeus), contemplado pela Freeland League”.

Terminada a 2ª Guerra, os esforços para obter um Lar Nacional Judaico continuaram. Em 1946, a Freeland League manteve negociações com o Suriname para reassentar 30 mil refugiados europeus em Saramacca (3.636 km²). Uma delegação liderada por Steinberg, acompanhada por Henri B. van Leeuwen e N. Fruchtbaum, visitou Suriname em abril de 1947. Mas, em agosto de 1948, o Parlamento do Suriname decidiu “suspender as discussões até o esclarecimento completo da situação internacional”.

O Kimberley Jewish Homeland, agitou o mundo judaico durante a 2ª Guerra. A proposta não prevaleceu. O movimento sionista, em todas suas vertentes, entendeu que chegara a hora de viabilizar na Terra de Israel o sonho milenar acalentado durante séculos.

1Zechariah Choneh Bergner (1893-1976), mais conhecido por seu pseudõnimo, Melech Ravitch, foi um dos maiores poetas e escritores iídiches pós-Holocausto.

2Fazendas para treinar grupos de pioneiros (chalutzim) para se adaptarem mais facilmente às condições de Eretz Israel.
É o que atualmente em hebraico chamamos de “hachshará”, uma preparação para Aliá, existente em quase todas as cidades onde existia o movimento sionista.

Plano idealizado pelo político André Rebouças, pretendia estabelecer judeus na agricultura.

BIBLIOGRAFIA

Steinberg, Isaac Nachman (1888 - 1957) by Beverley Hooper, Australian Dictionary of Biography, Volume 16, Melbourne University Press, 2002, págs. 298-299. (Published by the Australian National University).

Kimberley Plan. The Argus (Melbourne) (29, 035). Victoria, Australia. 13 September 1939, pág. 9.

Why Kimberley Plan Is Out. Sunday Times (Perth) (2443). Western Australia. 10 December 1944, pág. 3.

Wasted Years. The Sydney Morning Herald (34, 577). New South Wales, Australia.
16 October 1948, pág. 6.

Immigration Scheme That Failed.
The Advertiser (Adelaide). 91,(28178). South Australia. 29 January 1949, pág. 8.

Prof. Reuven Faingoldé historiador e educador; PHD em História e História Judaica pela Universidade Hebraica de Jerusalém. é responsável pelos projetos educacionais do “Memorial da Imigração Judaica e do Holocausto” de São Paulo.