Morashá
Rasputin e seu secretário, o judeu Simanovitch Foto Ilustrativa

Rasputin e seu secretário, o judeu Simanovitch

Na Rússia, o mau tratamento aos judeus era sistêmico, já que à implacável hostilidade dos czares somava-se um endêmico anti-semitismo. Simanovitch, judeu russo, foi secretário de Rasputin, homem forte da Rússia no final do período czarista. E, nessa posição, muito ajudou aos judeus.

Edição 70 - Dezembro de 2010


De aparência desagradável e modos grosseiros, barba desgrenhada e cabelos compridos, Gregori Yefimovitch Novykh Rasputin foi um monge semi-analfabeto, de supostos poderes sobrenaturais, que conseguiu infiltrar-se na nobreza russa, adquirindo enorme fama. Ele nasceu em 1869, na Sibéria, naperdida aldeia de Pokrovskoie, afastada dos centros urbanos. Durante sua conturbada adolescência, já morando em São Petersburgo, descobriu ter poderes que lhe permitiam curar pessoas através de milagres e técnicas de hipnose. Em meados da 1ª Guerra Mundial, aumentou ainda mais sua influência na corte russa, aonde chegou a correr o boato de que era ele, Rasputin, quem de fato governava o país durante a prolongada permanência do czar Nicolas II, no front.

Rasputin sempre esteve envolvido em escândalos, ostentando uma vida de opulência em seu convívio com governantes e membros da aristocracia russa. Naturalmente, a forte relação que estabeleceu com os detentores do poder o fez ganhar alguns desafetos. Porém, esse estilo de vida de ostentação, que despertava a inveja por parte de seus adversários, não conseguiu distanciá-lo do poder e da riqueza que mantinham os czares russos.

O milagreiro Rasputin, de olhar assustador, ganhou fama ao curar o futuro herdeiro do czar Nicolas II. Alexis Romanov sofria de hemofilia, doença caracterizada pela constante perda de sangue e feridas abertas difíceis de cicatrizar. Três anos após ter sido detectada a doença, o jovem Alexis teve hemorragias internas que os médicos não conseguiam controlar. Rasputin foi chamado, benzeu a família imperial e se pôs a orar. Ao cabo de 10 minutos, disse: “Abra os olhos, meu filho”. E o menino despertou, sorridente. Rapidamente, sua saúde melhorou. Encantada, a imperatriz Alexandra delegou poderes políticos ao “mago”. Ele assinava documentos e petições. Não cobrava dos pobres, mas dos ricos pedia somas razoáveis.

Encontramos dados biográficos valiosos sobre a figura de Gregori Y. Rasputin na obra Rasputin, de Aron Simanovitch. Toda ela escrita originalmente em russo, foi vertida para o francês em 1928, ganhando novas traduções para o inglês, espanhol, alemão, holandês e, também, hebraico.

Quem era Simanovitch 
                                                                                                              
Aron Simanovitch nasceu em 1873, numa família judia de Kiev. Ganhava seu sustento como ourives. Entre a população local corria o boato de que enriquecera durante a guerra entre Rússia e Japão, em 1904. Ao término da guerra, voltou a São Petersburgo como negociante de diamantes, e abriu cassinos para jogos de apostas.

Em São Petersburgo, Simanovitch teria conhecido Gregori Rasputin. Desta forma, criaram-se relações de confiança mútua e uma sólida amizade, que prevaleceram por dez anos. Ao chegar à cidade, Rasputin foi apresentado à alta sociedade local, estabelecendo amizade com clérigos russos e membros da burguesia emergente. Ele era esperto e sabia como se inserir nas esferas influentes do país. Havia estudado vários textos sagrados cristãos e possuía uma retórica invejável. Amante de bons vinhos e galanteador, Rasputin dominava como poucos a arte da hipnose. Sua forte personalidade o converteu numa figura mítica, que ganhou plenos poderes do casal imperial Nicolas II e Alexandra Fedorovna.

A cura de Alexis Romanov, acima mencionada, aumentou ainda mais a popularidade de Rasputin junto aos monarcas, para os quais era considerado um verdadeiro “santo” enviado por D’us. Em outras palavras, a continuidade do império estava garantida pelos atos sobrenaturais realizados por Gregori Rasputin. Para alguns pesquisadores, a proximidade do monge com a casa imperial russa chegou ao extremo quando ele foi tido como confessor oficial do Czar e, para muitos, amante da czarina Alexandra.

A política russa passava pelo crivo do esperto Rasputin. Ele nomeava ministros, oficiais e membros do alto clero no país, e também assinava as demissões daqueles que reagiam contra sua política de Estado. Mesmo com fama de bon vivant, Rasputin era respeitado e pouco questionado. Tanto pessoas ricas e influentes como pobres indefesos recorriam a ele para obter benefícios pessoais.

Rasputin e os judeus

Dentre os inúmeros pedidos de ajuda feitos pela população russa a ele, devemos incluir as petições dos judeus. Estas, dos mais diferentes tipos, eram encaminhadas geralmente em tempos de perseguições e distúrbios, cabendo a seu secretário, Simanovitch, procurar uma solução plausível para seus correligionários soviéticos. Desde que assumira o poder, em 1894, até sua queda, em 1918, o czar Nicolau II – conhecido na história judaica como o “Czar dos pogroms” – adotara, como seus predecessores, a tão arraigada política de atribuir aos judeus a culpa por todos os males.

Aron Simanovitch conta em seu livro que o místico russo tinha uma relação especial com os judeus e que sempre os ajudava – ainda que fosse identificado como pessoa próxima aos restritos círculos reacionários e anti-semitas da Rússia pré-revolucionária.

O modo de vida ostensivo de Rasputin exigia enormes quantias de dinheiro, e Simanovitch, homem de confiança e secretário particular, era aquele que se preocuparia em conseguir recursos das mais variadas fontes. Através de seus textos sabemos que, assim como os membros da nobreza e burguesia russa, certos judeus abastados “doavam” grandes somas de dinheiro a Rasputin e sua família. Estas quantias serviam tanto para facilitar e privilegiar judeus, no tocante a problemas pessoais, como também para proteger a comunidade judaica perante as autoridades da luxuosa corte dos Romanov e dos ministérios públicos em território soviético. Através das quantias entregues via Simanovitch a Rasputin, foram abolidas certas leis anti-judaicas anteriormente promulgadas.

Em sua obra, Simanovitch relata episódios nos quais Rasputin interferiu em favor dos judeus. Entre os cidadãos que recorriam a tal auxilio encontravam-se jovens judeus – a maioria deles segregados por leis discriminatórias, impedidos de estudar em instituições superiores. Era o conhecido numerus clausus, uma cota pré-determinada de alunos judeus permitida nas universidades russas.

Rasputin fornecia aos estudantes judeus “cartas de recomendação” destinadas às autoridades universitárias, para desconsiderar a política anti-judaica estabelecida em 1882. Uma das “cartas de recomendação” assinada por Rasputin tinha o seguinte teor:“Prezado e honrado Senhor, A Senhora Imperatriz (czarina Alexandra) deseja que os judeus portadores desta carta possam estudar em sua pátria sem ter 
que abandonar o país rumo ao exterior. Ficou constatado que, residindo no exterior, eles [os judeus] se convertem em revolucionários. Portanto, é necessário que estudem aqui. Assinado: Gregori Yefimovich Rasputin”.

Estas famosas “cartas de recomendação”, que circulavam nas esferas do governo, eram suficientemente influentes para colocar estudantes judeus dentro das instituições de estudo superior, driblando por completo a burocrática e anti-semita legislação da Rússia czarista.

Aron Simanovitch relata, também, que Rasputin ajudava os judeus a obter moradias em cidades onde lhes era proibido viver. Podiam habitar somente no Pale, umaespécie de zona judaica de assentamento permitida pelos czares. Por isso, era freqüente ver profissionais liberais e comerciantes judeus apresentarem “autorizações especiais” para abrir oficinas de costura, sapatarias e compra de lojas comerciais nas duas grandes capitais do Império soviético: Moscou e São Petersburgo.

No final do século 19, os judeus russos estavam plenamente inseridos em quase todos os círculos da sociedade: nos movimentos revolucionários da velha Rússia, na burguesia de caráter liberal que atuava nas cidades, nos grupos marxistas moderados e, inclusive, entre os bolcheviques.

Há um episódio extremamente curioso, envolvendo dentistas judeus, que vale a pena resgatar. Certa vez um grupo de dentistas judeus foi alistado para servir no exército do Czar, uma vez que estes (diferente dos colegas russos) haviam obtido seus diplomas de forma “ilegal”, sob a proteção total do Estado. Sendo assim, servir o Czar no front era a melhor forma encontrada para retribuir os “privilégios” ganhos pelos judeus durante o período dos estudos odontológicos. Rasputin foi acionado pela comunidade e conseguiu rapidamente conversar com o Czar, liberando por completo os dentistas judeus de servirem no exército.

Simanovitch informa, também, sobre um alto-general russo que, em 1915, durante a 1ª Guerra Mundial, dificultava propositadamente a vida dos soldados judeus nas unidades de combate. Tortura e humilhação faziam parte do dia-a-dia desses combatentes de origem judaica. Rasputin não simpatizava com dito oficial e aproveitou a oportunidade para se vingar, endereçando uma carta à cúpula militar russa onde solicitava sua demissão. Sem despertar suspeitas e para retribuir a medida adotada por Rasputin, as famílias dos soldados judeus depositaram 100 mil rublos na conta particular das filhas do monge.

Há outro episódio relatado por Simanovitch em que Rasputin ajuda um médico judeu de nome Lifert a se livrar da prisão alemã. Ele pressionou o ministro do exterior soviético, Sazonov, para que se encontrasse com o chanceler da Alemanha, com o intuito de libertar o médico.

Forças sobrenaturais e os judeus

Aron Simanovitch afirma em seu livro Rasputin que o místico evitava tratar dos doentes judeus, mesmo recebendo ofertas de dinheiro irrecusáveis, pois não queria exercer suas “forças sobrenaturais” sobre esses últimos. Certa vez, um judeu muito rico de São Petersburgo foi à Corte do Czar pedir a Rasputin que curasse seu filho de hemofilia, mas ele se negou dizendo que “somente curaria russos e não-judeus, pois D’us não lhe permitia curar judeus”.

Há um relato fantástico lembrado na obra de Simanovitch, em que Rasputin se nega a curar uma doente, pois era judia, convertida ao cristianismo quando pequena. Na ocasião, o místico russo chegou a afirmar que os judeus constituem o povo eleito, portanto não posso mexer com essa doente”. Seu temor pelo D’us de Israel era evidente. Há determinados casos em que ele utilizava a cura pela hipnose. Simanovitch relata um episódio sobre o judeu convertido, Barão Ostermann de Latvia, que fez uma consulta médica com Rasputin. O místico russo optou por tratar sua doença através da hipnose, mas acabou desistindo dessa técnica. Resignado pelo insucesso, despedindo-se do seu paciente, este comentou sobre suas ancestrais origens judaicas, ao que Rasputin respondeu com tom irado: “Por que mentiste acerca de tuas raízes? Tu és judeu e por isso não posso prevalecer sobre ti. Teu D’us é muito forte”.

Rasputin na Terra Santa

Como outros tantos cristãos fiéis à Igreja Ortodoxa Russa, Gregori Yefimovich Rasputin visitou os lugares santos do Cristianismo. Sabemos de sua peregrinação graças aos relatos do jornalista britânico, Stephan Graham, que, no início do século 20, integrou-se a uma caravana de peregrinos russos rumo à Palestina turco-otomana. Ao chegar à cidade de Jerusalém, Graham publicou uma obra intitulada With Russian Pilgrims in Jerusalem, na qual descreve a chegada de Rasputin à Terra Santa, em 1911, via Constantinopla.

Já desde a estrada, Rasputin enviava cartas relatando suas aventuras pelo Oriente Médio à czarina Alexandra Fedorovna e à sua amiga Anna Vyruboba, da alta aristocracia de São Petersburgo. Naturalmente, Rasputin esteve também em Jerusalém, rezando no interior da Igreja do Santo Sepulcro, foi batizado nas sagradas águas do rio Jordão, visitou o Mar Morto e o deserto da Judéia, entrou na Igreja da Natividade, em Belém, para, finalmente, retornar à Rússia pelo porto de Jaffa, no Mediterrâneo. Em suas cartas, ele reclama profundamente das péssimas condições de saúde da Terra Santa, da falta de mantimentos dos navios e de hospedagens adequadas para os numerosos peregrinos europeus que lá ancoravam. Graças aos enormes esforços de Rasputin – comenta Simanovitch – foram melhoradas as condições de viagem encontradas pelos peregrinos russos que lá chegavam antes da 1ª Guerra Mundial.

A influência de Rasputin na Rússia czarista atingiu seu ápice durante a 1ª Guerra. Em 1915, o próprio Czar liderou as forças russas nos combates, deixando Gregori Y. Rasputin à frente do vasto Império. Para poder exercer um domínio total sobre a política soviética, Rasputin trocou todos os ministros de governo. As conseqüências dessas mudanças seriam nocivas para o destino da Rússia imperial, gerando um caos político, social e econômico nos últimos dias da sociedade czarista.

A despedida de Rasputin

Gregori Y. Rasputin tinha vários inimigos, a maioria pertencente à alta nobreza e aristocracia russa. Todos, sem exceção, achavam o monge de poderes sobrenaturais um perigo eminente para o destino da nação e, portanto, não pouparam esforços para minar e derrubar seu governo. Para afastar Rasputin da política russa era necessário matá-lo. 
O plano de assassinato consistia num convite do príncipe Felix Youssoupov ao místico para jantar em sua residência, sobre o canal do Mojka, um dos condutos que levava ao Rio Neva, em São Petersburgo. O pretexto era que a esposa do príncipe, a bela Irene Alexandrovna, necessitava consultar-se com o místico.

Atendendo ao convite, em 16 de dezembro de 1916, Rasputin foi visitar Youssoupov. O místico foi levado ao porão da mansão, onde lhe serviram o jantar, após o qual a princesa iria ter com ele. Após uma série de brindes com vinho envenenado, o bruxo não resistiu, caindo sobre um sofá e deslizando para o chão. Youssupov, vendo Rasputin caído e supondo que estivesse morto, chamou os comparsas que aguardavam no andar de cima. Entretanto, mesmo após uma ingestão incrivelmente alta de veneno, Rasputin consegue erguer-se. O príncipe Youssupov disparou mais duas vezes.

O deputado Purishkevitch entrou no aposento e também descarregou sua arma de fogo sobre o corpo do místico, que ainda tentou estrangular o príncipe e fugiu em seguida. Mas não suportou e sucumbiu. O corpo imóvel de Gregori Rasputin foi amarrado e castrado e, em seguida, jogado nas águas geladas do Rio Neva. Encontrado três dias depois, foi enterrado. No momento do assassinato, o veneno não surtiu efeito, provavelmente devido a uma cirrose que filtrou a substância e atenuou seu efeito no corpo. No dia 24 de dezembro de 1916, a Czarina prestou-lhe uma homenagem fúnebre. Nos autos legais, a causa mortis foi citada como morte acidental. Em fevereiro de 1917, o corpo foi exumado e queimado pela multidão. Dias depois, durante a autópsia, o coração de Rasputin foi retirado do corpo e guardado na Academia Militar de Medicina.

Aron Simanovitch conta ainda que Rasputin teria previsto sua morte. Numa carta enviada ao czar Nicolas II, ele escreve assim: “O espírito de Gregori Yefimovitch Rasputin, da aldeia de Pokrovskoie... Escrevo e deixo esta carta em São Petersburgo. Sinto que abandonarei esta vida até o dia 1o de janeiro [1917]. Desejo informar ao povo russo, ao Czar, à Czarina, às crianças e à terra russa, o que devem entender: se assassinos comuns, sobretudo meus irmãos, os camponeses russos, me matarem, tu, Czar da Rússia, nada tens a temer, conserva teu trono e governa, pois teus filhos reinarão durante centenas de anos na Rússia.

Mas, se os boyardos, nobres, me assassinarem derramando sangue, suas mãos manchadas com meu sangue permanecerão. E, durante 25 anos, não poderão lavar as ditas mãos maculadas com meu sangue. Sairão da Rússia, irmãos matarão irmãos, e uns matarão os outros durante 25 anos, e não mais haverá nobres no país. Czar do território russo!!! Se escutares o som do sino anunciando que Gregori foi assassinado, deverás saber o seguinte: se, porventura, forem teus parentes que provocaram minha morte, nenhum membro de tua família, ou seja, nenhum de teus filhos ou parentes ficará com vida mais de dois anos. Eles serão assassinados pelo povo russo.... Eu serei assassinado e não estarei entre os vivos. Rezai, rezai, sê forte e pensa em tua abençoada família”. Assinado, Gregori Y. Rasputin.

As palavras de Rasputin se concretizaram. De fato, 19 meses após a morte do místico, o czar russo Nicolai II e toda sua família imperial foram executados por revolucionários bolcheviques. A Revolução de Outubro de 1917 já estava em marcha, reivindicando mudanças radicais na sociedade.

A biografia de Gregori Rasputin está repleta de lacunas que dão vazão a divagações de estudiosos. Mas, certamente, são estas incertezas que fazem do místico russo um dos personagens mais intrigantes e misteriosos da história recente da humanidade.

O Prof. Reuven Faingold é Doutor em História e História Judaica pela Universidade Hebraica de Jerusalém. Professor titular do curso de pós-graduação de Artes Plásticas na FAAP, em São Paulo e Ribeirão Preto, é sócio fundador da Sociedade Genealógica Judaica do Brasil e, desde 1984, membro do Congresso Mundial de Ciências Judaicas em Jerusalém.

Bibliografia  
Keller & Andersen, The Jew as a Criminal, J. Keller & Hanns Andersen. [A translation by R. Belser od “Der Jude als Verb recher” von J. Keller & H. Andersen, Nibelungen-Verlag. Berlin und Leipzig 1937]. 
Null, Gary, The Conspirator who Saved the Romanovs, Englewoods, N.J, Prentice-Hall, 1971. 
Simanovitch, Aron, Raspoutine par son secrétaire. Traduit du russe ar S. De Leo et Maria de Naglowska. 2e edition. Collection Contemporains, 1930, 312 págs.
Simanovitch, Aron, Rasputin i evrei: vospominanii a lichnogo sekretari a Grigorii a Rasputina. Moskva 1991.
Simanovitch, Aron, Der Zar, der Zauberer und die Juden: Memoiren des Geheimse-kretärs Grigorij Rasputins, Nibelungen-Verlag, Berlim 1943.
Simanovitch, Aron, De Tsaar, de Toovenaar en de Joden: Mémoires van den Grigorij Raspoetin. Westland, Amsterdam 1943.
Simanovitch, Aron, Rasputin ve-haiehudim: Zichronot mazkiró ha-ishi shel Rasputin. Tradução do russo de Malka Kolodny. Ed. Yaron Golan. Tel Aviv 1995.
Ternon, Ives, Raspoutine: ume tragédie russe. Editions Complexes. Paris 1991.
Zagov, G., Há-mazkir ha-iehudi shel Rasputin. ÊT-MOL vol. 12, fasc. 2, Dezembro 1986, págs. 22-23.