O Talmud define e dá forma ao
judaísmo, alicerçando todas as leis e rituais judaicos.
Enquanto o Chumash (o Pentateuco, ou os cinco livros de Moisés)
apenas alude aos Mandamentos, o Talmud os explica, discute
e esclarece. Não fosse este, não entenderíamos
e muito menos cumpriríamos a maioria das leis e tradições
da Torá e o judaísmo não existiria.
Historicamente, os judeus que, individualmente ou em grupo, negaram
sua validade, acabaram por se assimilar ou desaparecer. E, como outras
religiões adotaram o texto da Torá Escrita
- Torá she-bichtav, mesmo a tendo traduzido de forma
errada, adicionando ou removendo partes da mesma e a interpretando
de forma proibida pelo judaísmo, é o Talmud
o verdadeiro divisor de águas, o texto sagrado que diferencia
os judeus das outras nações do mundo.
Nós, judeus, sempre tivemos consciência de que nossa
sobrevivência como grupo dependia do estudo deste trabalho.
Os inimigos históricos de nosso povo, que devido a interesses
teológicos ou nacionais quiseram converter ou destruir o judaísmo,
também estavam cientes dessa realidade. No passado, quem se
aventurava a declarar guerra à religião judaica, começava
por proibir o estudo do Talmud, sob risco de pena de morte.
Através do curso da história, em diferentes países
e períodos, esta magna obra foi queimada, em praça pública.
Muitos de seus trechos foram removidos por aqueles que se sentiam
ameaçados por sua genuína interpretação
da Torá, pela elucidação clara e inequívoca
que dava aos Mandamentos Divinos e por seu repúdio absoluto
a qualquer forma de idolatria ou imoralidade.
Mas, o que vem a ser esta obra monumental? Pode-se dizer, com segurança,
que a maioria dos judeus de nossos dias já ouviu menção
ao mesmo, mas apenas uma pequena minoria o estudou. Sua definição
formal é a de ser a compilação da Lei Oral, que
foi transmitida por D’us a Moisés, no Monte Sinai, tendo
sido estudada e dissecada, através dos séculos, pelos
sábios que viviam em Israel e na Babilônia, até
o início da Idade Média. O Talmud tem dois
componentes principais: a Mishná, um livro sobre a
lei judaica, escrito em hebraico, e a Guemará, comentário
e elucidação do primeiro, escrita no jargão hebraico-aramaico.
Um olhar superficial sobre a Guemará pode induzir
alguém a pensar que se trate apenas de explicações
e elaborações sobre as leis e ensinamentos da Mishná.
Mas, na realidade, trata-se de algo muito mais abrangente um conglomerado
de milhares de anos de sabedoria, história, legislação,
lendas e filosofia judaica. Sua santidade e autoridade, como veículos
para a Revelação Divina, em nada são inferiores
à da Torá Escrita. Ademais, mistura - entre outras
áreas do conhecimento - as ciências à lógica,
aconselhamento prático, lições e relatos extraordinários,
palavras de perspicácia e inspiração e, até
mesmo, ocasionais toques de humor. O Talmud é uma mescla
de arte e ciências: é o livro da legislação
judaica - técnico e preciso - mas é também uma
enciclopédia e uma obra magistral de sabedoria, jamais igualada
na história da humanidade.
Para um iniciante no estudo do Talmud, a Guemará pode parecer
que foi escrita com total liberdade de pensamento. Geralmente envereda
por apartes tangenciais ao assunto em pauta, daí partindo para
a discussão de um mandamento, o relato de uma história
ou simplesmente oferecendo pérolas de sabedoria que, de uma
maneira ou de outra, têm alguma relação com o
assunto tratado. No entanto, a bem da verdade, todo o seu arcabouço
é extraordinariamente bem ordenado e lógico. Cada uma
de suas palavras foi submetida à meticulosa revisão
antes de ser transcrita.
É irônico que esta fonte básica e fundamental
da lei judaica sirva muito raramente como autoridade final e definitiva
para as discussões sobre o que a Torá nos ordena.
Seguimos este Pentateuco de acordo com os ditames do Shulchan
Aruch (o Código da Lei Judaica) e dos sábios contemporâneos
que interpretam as aplicações de suas leis. Mas o Talmud
permanece sendo o alicerce imutável para praticamente todas
as leis que emanam da Torá.
A Torá Oral
O Talmud cobre uma ampla variedade de assuntos, seguindo,
no entanto, um plano coerente e muito bem estruturado a dizer, a
Mishná, pilar central da Lei Oral. Comparada à
Guemará, é concisa e objetiva. Compõe-se
de uma série de declarações, organizadas por
assunto e tópico, que ensinam as leis, a tradição
e a história judaica. Apesar de seu conteúdo se originar
do Monte Sinai, algumas de suas declarações são
atribuídas ao mestre ou à escola de pensamento que
as elucidou e difundiu. Os sábios talmúdicos foram
mais do que a simples “cadeia de transmissão”
que remonta a Moshé Rabeinu. Pois está escrito
que cada um deles tinha atingido tão elevado nível
espiritual que conseguia até mesmo ressuscitar os mortos.
Esses mestres da Torá personificavam a Vontade de
D’us e, assim sendo, cada aspecto de sua conduta e cada uma
de suas palavras foram marcadas por absoluta precisão e orientação
Divina.
É a Mishná que provê a Guemará de sua
base organizacional e factual. Cada uma das leis talmúdicas
precisa ter uma fonte e esta é encontrada na Mishná.
A Guemará pode dissecar e divagar sobre os ditames da Mishná,
estabelecer conexões entre seus diferentes assuntos e esclarecer
aparentes contradições, mas não pode abertamente
discordar da mesma. A Mishná surge como o árbitro
final em qualquer litígio talmúdico.
Há outras coletâneas de diretrizes e ensinamentos,
que são parte integrante da Torá Oral: Sifra
e Sifri, Tosefta e Bareitot, além
dos Midrashim, que também foram preservados por escrito,
muitos dos quais dentro da própria Guemará.
No entanto, a Mishná tem precedência sobre os
demais ensinamentos da Torá Oral. Isto significa que
sempre que houver uma aparente contradição entre um
ditado da Mishná e qualquer outro ensinamento da Lei
Oral, caberá à Guemará buscar a verdade
na qual se fundamenta o tema, com base na própria Mishná.
É importante mencionar que quando as pessoas falam no Talmud,
geralmente estão-se referindo ao Babilônico. No entanto,
há outro que foi escrito em Israel. Conhecido como o de Jerusalém
o Talmud Yerushalmi foi revisado pelo Rabi Yochanan 300 anos após
a destruição do Segundo Templo. É bem mais
conciso que o Talmud Bavli, o Babilônico, pois, de fato, trata
principalmente das leis referentes à Terra de Israel. Via
de regra, os judeus que viviam na diáspora negligenciavam
a obra compilada em Jerusalém, mas, nos últimos anos,
vimos renascer o interesse por essa obra, devido grandemente ao
retorno de milhões de judeus à Terra de Israel.
Desde o Monte Sinai, a Torá Oral - ou Torá
she-be’alpê - como seu nome bem o indica, só
foi transmitida oralmente. Por razões várias, nossos
sábios nunca permitiram que fosse escrita. Mas, uma vez destruído
o Segundo Templo, os líderes judeus começaram a se
preocupar que a Torá Oral, sendo tão maciça
e complexa, cairia no esquecimento em virtude da opressão
romana e a conseqüente dispersão do povo judeu. No ano
de 188 a.E.C., o Rabi Yehudá ha-Nassi, sábio cuja
inigualável liderança e vastidão de conhecimentos
sobre a Torá lhe valeram o título de o “Rabi
(do Talmud)”, finalmente terminou de compilar a Mishná.
Centenas de anos mais tarde, já no final do séc. IV
da E.C., Rav Ashi, importante sábio babilônico, iniciou
a compilação de todo o Talmud. Seus discípulos
e os alunos destes deram continuidade à gigantesca obra de
redigi-lo. No entanto, diferentemente da Mishná, o
Talmud foi oficialmente completado por nenhum erudito em
particular; daí dizer-se que “ainda está por
ser terminado”. Através dos séculos, suas palavras
e ensinamentos foram meticulosamente analisados, interpretados e
explicados por incontáveis sábios, estudiosos e mestres.
É geralmente comparado ao oceano sua vastidão é
tremenda, mas sua profundidade é incomensuravelmente maior.
De fato, é um fiel testamento da Infinita Torá
de D’us.
O estudo do Talmud
Em hebraico, esta palavra significa literalmente “estudo”
ou “aprendizado”. É a incorporação
do fundamental mandamento judaico de “estudar a Torá”
- Talmud Torá. Ao contrário de quase
todos os outros campos do saber, o estudo do Pentateuco tem propósitos
que vão muito além da simples aquisição
de conhecimentos. É um meio e um fim, por si só; seu
objetivo é o próprio aprendizado. Portanto, o grau
de importância e aplicação prática da
matéria em discussão tem importância secundária.
Isto não significa que não tenha relevância.
Pois como aprendemos com nossos mestres, o estudo da Torá
é o maior de todos os mandamentos judaicos, uma vez que faz
com que se evitem os pecados e se pratiquem atos positivos e boas
ações que beneficiem nossos semelhantes. É
óbvio que para aprender as leis do judaísmo - e os
princípios e detalhamentos necessários para cumpri-las
- é imprescindível estudar a Torá. Segundo
esta perspectiva, este estudo tem um propósito prático.
No entanto, o simples fato de a estudar - mesmo que não haja
nenhuma aplicação prática ou razão para
fazê-lo - é extraordinariamente precioso aos olhos
dos Céus. Alguns de nossos mestres foram ainda mais longe,
ao dizer que o estudo da Torá, apenas, é mais
importante do que o cumprimento dos outros mandamentos, apesar de
nenhum deles ter o poder de substituir o outro. Pois como está
escrito nas preces matinais que recitamos todos os dias,...”Elu
devarim…São estes os mandamentos que, se os praticar,
o homem colherá os frutos neste mundo, enquanto que a sua
recompensa final o esperará na vida futura: honrar pai e
mãe, praticar atos de bondade, ...promover a paz entre os
homens; mas, acima de tudo, reina soberano o estudo da Torá,
cujo valor a todos eles se equipara” (Mishná:
Peá 1:1).
A raiz da palavra hebraica Torá é hora’á
- ensinamento. O Pentateuco ensina ao homem o caminho que terá
que seguir se optar por viver de acordo com os desejos e diretrizes
de D’us. Aquele que estuda a Torá precisa viver
de uma forma que honre e eleve o judaísmo e o povo judeu.
Sua vida e conduta devem refletir a sabedoria, piedade, compaixão
e todos os outros ideais incorporados pela Torá. Pois,
caso contrário, diziam nossos sábios, “melhor
seria nunca ter vindo a este mundo”. Afirmavam, também,
categoricamente, que aquele que alega ter adquirido a sabedoria
da Torá, mas não cumpre os seus mandamentos
nem pratica boas ações, não a incorporou, de
fato, dentro de si.
Existe uma concepção errônea generalizada de
que a Torá é simplesmente um livro de lei e
história judaica-divina, mas, ainda assim, apenas isto. A
verdade é que representa a Vontade e a Sabedoria do Criador.
O Talmud discute uma grande variedade de assuntos - uns sublimes,
outros mundanos - mas todos, de alguma forma, refletem o relacionamento
e envolvimento de D’us com este Seu mundo. Diferentemente
das obras da Cabalá, preocupa-se, sobretudo, com o terreno
e o mundano. Discute o que há de mais intrincado e, às
vezes, o que aparenta ser totalmente irrelevante na lei judaica.
Porém, oculto em suas lições e ditames, escondem-se
profundos segredos e ensinamentos espirituais e místicos.
A Torá abarca todos os assuntos e a estudamos para
entender como nos relacionar e agir diante de cada um destes. Nas
palavras do Rabino Steinsaltz: “Os mandamentos e as aplicações
práticas das leis da Torá estão subordinados
à busca pela verdade que se esconde por trás de todas
as coisas. O propósito sublime do Talmud não
é utilitário, de forma alguma - mas unicamente a busca
da verdade”. É por esta razão, como vimos acima,
que a aplicação prática de qualquer tema nele
discutido é de importância secundária. O que
esta obra busca é a verdade e a visão da Torá
sobre qualquer assunto ou matéria, quer seja legal, histórico
ou filosófico. Portanto, uma prova ou declaração
que possa dar a impressão de ser auto-evidenciada poderá
ser questionada ou mesmo rejeitada pelo Talmud - pois pode
conter alguma falha sutil, quase imperceptível em sua lógica
ou argumentação. Este apenas aceita a argumentação
mais convincente. Simboliza a busca do judaísmo pela verdade
absoluta. Não há dogmas na religião judaica:
quase tudo pode e deve ser questionado, apesar de que a pessoa conscienciosa
deve entender que a alma humana ainda não está preparada
e, portanto, não pode pretender compreender, em toda a sua
plenitude, a Vontade e a Sabedoria do Criador.
Como o objetivo primordial do Talmud é essa busca da verdade,
esta obra é praticamente toda estruturada em perguntas e
respostas. E mesmo quando as perguntas não são explicitamente
articuladas, encontram-se por trás de cada afirmação
e ensinamento. Talvez seja o único livro sagrado, no mundo,
que não apenas permite, mas estimula os que o estudam a questioná-lo.
A Sabedoria de D’us está oculta em suas palavras, cabendo
a cada um dos que o estudam, seja este sábio ou iniciante,
tentar desenterrá-la. No entanto, é preciso lembrar-se
que a Torá, em sua plenitude, originou-se de D’us;
cada um de seus ensinamentos que já foi ou venha a ser praticado,
foi transmitido a Moisés no Monte Sinai. Assim sendo, quando
um sábio Talmudista faz uma afirmação, ele
não está agregando ou opinando sobre algo, mas sim
revelando um assunto da lei ou da sabedoria Divina. Aquele que domina
as matérias acerca da lei judaica precisa ser um verdadeiro
mestre em Torá. E deve entender que carrega consigo a tremenda
responsabilidade de discernir e transmitir a Vontade de D’us
ao povo judeu. Seus ensinamentos devem ser firmemente arraigados
no Talmud e no Código da Lei Judaica, devendo ser uma extensão
viva da Torá, originalmente entregue a Moisés.
É bem verdade que há diferenças de opinião
no Talmud e isto, infelizmente, tem sido usado como desculpa
para interpretações pessoais e aplicações
impróprias ou tentativas de “reformular” as leis
da Torá. Estas concepções errôneas
geralmente são oriundas da falta de entendimento da dimensão
espiritual da lei judaica. Diferentemente dos campos de conhecimento
secular, pontos de vista diferentes sobre a Torá não
constituem imprecisão ou erro. Pelo contrário, os
mandamentos aparentemente contraditórios - que na prática,
são raros - refletem as diferentes maneiras pelas quais D’us
se relaciona com o mundo: por vezes com flexibilidade e condescendência,
por vezes, com maior severidade. Uma das maiores polêmicas
históricas no Talmud ocorre entre as escolas de dois
grandes sábios: Hillel e Shammai. Suas disputas acabaram
sendo resolvidas por uma voz que emanou dos Céus, afirmando:
“Ambos transmitem as palavras do D’us Vivo, mas a decisão
está alinhada com a escola de Hillel”. O fato de um
método ser preferível ao outro não invalida
o outro nem significa que seja impreciso, de forma alguma. Os místicos
judeus ensinaram que Hillel personificava o atributo Divino da flexibilidade
e condescendência, enquanto que Shammai incorporava as qualidades
Divinas da precisão e do rigor. Explicam que como vivemos
em um mundo imperfeito, necessitando constantemente de misericórdia,
seguimos, quase que sem exceção, os mandamentos da
Torá de acordo com os ditames da escola de Hillel.
Na era messiânica, no entanto, quando o mundo atingir um estado
de perfeição, iremos seguir a Torá como
a ensinava Shammai. Por isso, devemos sempre lembrar que não
há ensinamento alheio, não pertinente, no Talmud.
Ainda que não sejam seguidos os ensinamentos de um determinado
sábio - qualquer que seja a razão para tal - não
podem, de forma alguma, ser depreciados, pois também esses
preceitos são oriundos do Monte Sinai. Há uma história
sobre um sábio que afirmou que um certo ensinamento não
era de seu agrado, sendo repreendido por seus colegas que lhe disseram
ser errado afirmar que “isto é bom e isto não
é”, em se tratando da Torá.
O Pentateuco, em sua totalidade, é perfeito e aquele que
o estuda com o espírito preparado - e com todo o respeito
que merece - conecta-se de imediato com D’us. Pois o Senhor
de Tudo, cujo Saber é Infinito, “condensou” Sua
Sabedoria em Sua Torá, para que o homem possa entender
o pouco sobre Ele que pode ser compreendido pela mente humana. O
mérito no estudo da Lei de Moisés, por si só
- não com o intuito de conquistar honras e louvores - tem
inestimável valor para os Céus. Sobre o estudo do
Talmud, especificamente, declarou o Rabi Yehudá ha-Nassi:
“Não há medida maior de recompensa do que esta”.
Através dos séculos, o povo judeu fez muitos sacrifício,
para poder estudar e ensinar e, desta forma, preservar o Talmud.
Entenderam - da mesma forma, como, infelizmente, o fizeram seus
inimigos - que, de fato, era o que os preservava. Não há
antídoto maior contra a assimilação judaica
do que o estudo da Torá. E esta é uma das razões
pelas quais, juntamente com a prática da caridade, constitui
o maior dos mandamentos Divinos. Mas este estudo serve como uma
confirmação disso, ainda maior do que a sobrevivência
coletiva do povo judeu. Ensinam os nossos sábios que o estudo
adequado da Torá “salva e protege” e é
fonte de bênçãos para uma vida longa, com fartura
e benesses. Pois está escrito: “O alongar-se da vida
está na sua mão direita; na sua esquerda, riquezas
e honra” (Provérbios, 3:16). Mesmo se apenas um único
indivíduo estudar a Torá, são tantos
e tão grandes os seus méritos, que têm o poder
de acarretar bênçãos para o mundo inteiro. O
judaísmo ensina que toda a existência física
é sustentada pela força da oração, pelo
estudo da Torá e pela prática de atos de bondade
e justiça. Aquele que estuda a Lei de Moisés, torna-se,
portanto, parceiro d’Aquele que sustenta o Universo por Ele
criado.
Os sábios talmúdicos e mestres da Cabalá
revelam que o estudo da Torá serve como escudo para
a alma humana, protegendo-a após a vida. E, como “não
há esquecimento diante do Trono de Glória do Senhor”,
mesmo se uma pessoa esquecer parte da sabedoria da Torá
que adquiriu, sua alma a recorda e a transporta para a eternidade.
Contanto que a pessoa se mantenha fiel a seus preceitos, aprofundando-se
nos mesmos e andando por seus caminhos, esta mesma Torá
sempre implorará diante da Corte Celestial por essa pessoa
e por todo o povo judeu. Por isso, afirmamos na prece que celebra
o término de um tratado do Talmud: “A ti voltaremos
e tu retornarás a nós; nossos pensamentos estão
fixos em ti, assim como os teus estão fixos em nós;
não te esqueceremos assim como tu não nos esquecerás
- nem neste mundo, nem no Mundo Vindouro!”
Tev Djmal
Tradução: Lilia Wachsmann
Bibliografia
• The Essential Talmud Rabbi Adin Steinsaltz Basic Books HarperCollins
Publishers
• The Talmud The Steinsaltz Edition Reference Guide ,Random
House
• Talmud Bavli The Schottenstein Edition Artscroll Mesorah
Publications, Ltda.
• The Mishnah Yad Avraham, Artscroll Mishnah Series Mesorah
Publications, Ltda.
Não há antídoto maior contra a
assimilação judaica do que o estudo da Torá.
E esta é uma das razões pelas quais, juntamente com
a prática da caridade, constitui o maior dos mandamentos
Divinos.
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