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Edição 41 - Junho de 2003
Obra de Einstein à disposição do público na Internet

A mente de um dos maiores gênios científicos da história está disponível desde a semana de 20 de maio de 2003, quando foi ativado um site com a obra de Albert Einstein, informou o Instituto de Tecnologia do estado da Califórnia (Caltech).

O Einstein Archives on line foi lançado num esforço conjunto do Einstein Papers Project, do Caltech e do Albert Einstein Archives, da Universidade Hebraica de Jerusalém, o site permitirá acesso a mais de três mil imagens digitalizadas dos trabalhos do Prêmio Nobel de Física. Entre estes estão a Teo-ria da Relatividade, os inéditos “cadernos de viagem” do cientista, vários ensaios humanitários e seus freqüentes apelos pela paz.

O Einstein Archives Online foi lançado no Museu de História Natural de Nova York, na segunda-feira, durante um dia de simpósio sobre a vida e a obra do cientista. O site também oferecerá um catálogo de 40 mil das anotações e cartas que compõem o grosso da obra de Einstein, boa parte dela escrita à mão pelo próprio cientista, segundo Diana Buchwald, diretora do Einstein Papers Project.

“A experiência mais apaixonante é ler os manuscritos”, disse Buchwald. “Ele sempre se expressou de uma forma clara e concisa. Tinha uma prosa muito elegante e boa letra, que permitem ao leitor uma certa relação de intimidade com o material”.

Os documentos originais, guardados durante a vida e depois da morte de Einstein, em 1955, por sua secretária Helen Dukas, encontram-se em Jerusalém. Há 25 anos, o Einstein Papers Project começou a publicar o material em ordem cronológica e já completou oito dos 25 volumes planejados. Os documentos mostram que Einstein sempre teve grande prestígio na comunidade científica e que foi um importante ativista em favor da paz muito antes de ficar famoso por apresentar sua Teoria da Relatividade, em 1919, afirmou Buchwald.

O Projeto Itinga

O Projeto Itinga é a proposta de um conjunto de ações para o desenvolvimento social e econômico sustentável para o município de Itinga, no Vale do Jequitinhonha. Estas ações não têm caráter assistencialista e visam prover a população de condições de melhorar sua condição de vida.

A comunidade judaica, por suas lideranças, Conib e Hospital Israelita Albert Einstein, decidiu se interessar, integrar, participar e se envolver neste projeto do governo. Itinga está localizada no Vale do Jequitinhonha, no nordeste semi-árido de Minas Gerais, uma das regiões mais pobres do País. A cidade tem cerca de 14 mil habitantes. Serão atendidas 20 localidades que sofrem com a falta de água potável.

Arqueólogos buscam arquivo do Gueto de Varsóvia

Arqueólogos poloneses começaram a buscar um arquivo judaico
perdido que conta os dias finais de vida no Gueto de Varsóvia. Supostamente, inclui milhares de documentos, desenhos, diários e jornais clandestinos que datam de fevereiro a abril de 1943.

O arquivo foi colocado na lista da Unesco de documentos mais importantes do mundo. Novos esforços começaram depois que Marek Edelman, o único comandante sobrevivente do levante contra os nazistas do Gueto de Varsóvia, deu mais detalhes sobre onde os papéis podem estar enterrados.

As duas primeiras partes do arquivo, que incluem cerca de 30 mil documentos, foram achadas em 1946 e 1950, mas uma busca naquela época pela terceira parte resultou em fracasso. A informação é da edição eletrônica do jornal ALEF.

Cientista israelense cria método para gerar células de insulina

Cientistas da Universidade de Tel Aviv anunciaram a descoberta de um novo método para gerar células humanas que produzem insulina, o que será, dentro de alguns anos, de grande alívio para crianças e jovens diabéticos. A descoberta foi feita pelo professor Shimon Efrat e uma equipe de pesquisadores que cooperaram com seus estudos nos EUA, informou um porta-voz da universidade.

O processo acompanhado pelos especialistas proporcionará uma fonte abundante de células para transplante aos que sofrem da doença, atualmente incurável. As células de insulina, testadas em ratos de laboratório, poderão ser administradas dentro de alguns anos, se for encontrada uma forma de evitar que o sistema imunológico dos doentes as rejeite.

Os pesquisadores se valeram de células primárias do fígado de fetos humanos, que podem se propagar facilmente em tecidos de cultivo, e as modificaram introduzindo o gene responsável pelo desenvolvimento das que produzem a insulina no organismo. As células criadas por meio da engenharia genética produzem cerca de um terço da insulina que criam as do pâncreas, segundo os pesquisadores.

O transplante dessas células para ratos diabéticos conseguiu reduzir o elevado nível de açúcar em seu sangue, e mantê-lo a um nível normal durante sete meses. Calcula-se que 5% dos seres humanos sofrem da doença no mundo e por isso estão expostos a doenças cardíacas, infartos, insuficiência renal, cegueira e, em casos graves, amputação de membros.

O diabetes juvenil, conhecido como “tipo 1”, afeta 10% desses doen-tes e é causado pela auto-destruição das células produtoras de insulina no pâncreas. O “tipo 2” é o do diabetes que afeta geralmente maiores de 45 anos devido à incapacidade do organismo de reagir às células de insulina, e isso costuma ser associado à obesidade e à vida sedentária, próprias da vida moderna.

Só nos EUA, informa a imprensa local, investem-se US$ 100 bilhões no tratamento do diabetes, em sua maioria em injeções de insulina, que seriam eliminadas se as novas células prosperassem com essa substância, geradas em condições de laboratório.

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