Local de peregrinação e lágrimas
Enquanto existia o Templo, os judeus faziam peregrinação a Jerusalém
três vezes por ano. Durante o seu longo exílio de 1.900 anos,
os judeus viajavam a Jerusalém, assumindo riscos e muitas despesas,
apenas para ter o privilégio e a honra de orar no Muro. Lá, abriam
o coração em preces a D’us, implorando pela redenção
de seu povo. Banhavam o muro com suas lágrimas e as pedras amaciavam
com seus beijos...
O Talmud (Brachot 32) nos ensina que quando o Templo foi destruído,
fecharam-se todos os Portões do Céu – exceto um, o Portão
das Lágrimas. O Muro Ocidental, desta forma, tornou-se conhecido como
o “Muro das Lamentações”, por causa das lágrimas
que os judeus lá haviam derramado, século após século.
De 1948 a 1967, durante a ocupação árabe da Cidade Velha,
foi vedada aos judeus a visitação a esse local sagrado. Imaginem
a alegria que, hoje, sente qualquer judeu por poder visitar e rezar no “seu” Muro!
Foco das orações
Três vezes ao dia, durante milhares de anos, as preces dos judeus do
mundo todo foram direcionadas ao Muro Ocidental. Como o expressou Rabi Yehudá Halevy,
de forma tão pungente: “Estou no Ocidente, mas meu coração
está no Oriente, em Jerusalém!”.
Nossa tradição mística nos ensina que todas as orações,
de todas as partes do mundo, ascendem primeiro ao Muro e, de lá, sobem
aos céus. Diz o Talmud: “Se alguém estiver rezando fora
da Terra de Israel, deverá direcionar seu coração a Israel.
Se estiver rezando em Israel, deverá direcionar seu coração
a Jerusalém. Os que estão em Jerusalém devem orar em direção
ao Muro. Conforme diz a Bíblia, “...E se orarem a Ti, voltados
para a terra que Tu deste a seus pais, para a cidade que escolheste e para
o Templo que edifiquei em Teu nome...” (Reis I, 8:48).
Construído com amor e devoção
Quando o Templo estava sendo construído, o trabalho foi dividido entre
os vários setores da população. A construção
do Muro Ocidental coube aos pobres e eles trabalharam com grande afinco, já que
não podiam contratar trabalhadores para, em seu lugar, erigir o Templo.
Quando os inimigos destruíram o Templo, os Anjos desceram das alturas
e, abrindo suas asas sobre o Muro, proclamaram: “Este Muro, obra do suor
dos pobres, nunca será destruído” (“Lendas da Terra
de Israel”).
Lugar do heroísmo judaico
Quando o Primeiro e o Segundo Templo foram destruídos e durante a Revolta
de Bar Kochba, os heróis de Israel lutaram como leões para defender
cada pedra do Templo. Desde então, têm servido como exemplo de
bravura para os judeus.
Assim como eles, em 1967, nossos soldados lutaram, com sagrada devoção,
para libertar o Muro Ocidental e o Monte do Templo.n
(Fonte: Rabino Shraga Simmons, artigo publicado na The Western Wall,
publicação do Ministério da Defesa de Israel).
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