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| Por que o Kotel é sagrado? |
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| Foto Ilustrativa |
Por que será que o Muro das Lamentações atrai gente de todas as origens e religiões? São seis as razões para tal. Vejamos, a seguir:
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| Edição 41 - Julho de 2003 |
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As forças de Roma, sob o comando do General Vespasiano, já haviam
sitiado Jerusalém. Ele, que estava prestes a se tornar o próximo imperador romano, consignou a destruição
dos quatro baluartes do Templo a quatro de seus generais. O Muro Ocidental,
Kotel, foi designado a Pangar. No entanto, D’us decretara que este Muro
jamais deveria ser destruído pois a Shechiná, o Espírito
Divino estará sempre presente.
Quando Tito , filho de Vespasiano e comandante dos exércitos romanos
na Judéia entrou em Jerusalém os generais seguiram as ordens
recebidas e demoliram a parte que lhes tocara, todavia Pangar não o
fez. Vespasiano já imperador chamou-o à sua presença e
lhe perguntou: “Por que não destruíste aquilo de que te
encarreguei?” Ao que ele respondeu “Por tua vida, agi em honra
de teu império, pois se tivesse demolido aquele muro, ninguém,
nos anos vindouros, teria idéia da grandiosidade do que destruíste.
Mas quando as pessoas virem o Muro Ocidental, hão de exclamar: ´Contemplai
o poder de Vespasiano, basta ver pelo que ele não destruiu!” (Midrash
Raba, Lamentações 1:31).
Local do Templo Sagrado
O Muro Ocidental é o único vestígio remanescente do Templo
Sagrado de Jerusalém, destruído por Tito no ano 68 de nossa era.
O Templo, centro do mundo espiritual, era o principal conduto do fluxo da Santidade
Divina a este mundo terreno. Quando o Templo existia, havia respeito a D’us, à Sua
Torá e entre os homens. Não havia questionamento sobre a existência
de D’us. Não havia ateus. Todos reconheciam a existência
de um D’us Único e compreendiam a genialidade de suas leis. O
mundo transbordava de respeito e amor a D’us.
O Monte do Templo também é chamado de Monte Moriá. Foi
nesse lugar que Abrahão entregou em sacrifício seu filho Isaac
e onde Jacó sonhou com a escada que o levaria aos céus. Os sábios
explicam que o nome “Moriá” é, na verdade, um jogo
de palavras: “Moriá é o local de onde brota a sabedoria
(horá) , de onde provém o temor a D´us (yirá) e
de onde surge a luz (óra) “.
O Templo Sagrado serviu igualmente ao mundo não judaico. Quando o rei
Salomão construiu o Templo, pediu especificamente a D’us que aceitasse
as preces dos não judeus que lá fossem orar (Reis I, 8: 41 -
43). O profeta dos judeus, Isaías, refere-se ao Templo como uma “Casa
para todos os povos” (Isaías, 56:7). O Templo era o centro universal
da espiritualidade, o ponto de convergência de onde a Consciência
Divina era filtrada para a terra.
Na Antigüidade, durante a semana de Sucot, 70 touros eram ofertados no
Templo. Tal número, explica o Talmud, correspondia a cada uma das 70
nações do mundo. De fato, o Talmud diz que se os romanos (aqueles
que destruíram o Templo) tivessem compreendido a abrangência dos
benefícios que auferiam com a existência do mesmo, jamais o teriam
destruído!
Lembrança permanente da Presença Divina
Nossos sábios profetizaram que após a destruição
do Templo, a Presença Divina jamais abandonaria o Muro Ocidental. Por
essa razão, este jamais será destruído, pois está banhado
de eterna santidade. O Talmud (Meguilá 3:3) diz: “Assolarei os
vossos santuários” (Levítico 26:31), o que significa que
os santuários manterão sua pureza e santidade mesmo quando forem
devastados.
No Midrash Raba, Rabi Eliezer diz: A Presença Divina jamais abandonou
o Templo, conforme está escrito, “Porque escolhi e santifiquei
esta casa, para que nela esteja o Meu Nome, perpetuamente; nela estarão
fixos os Meus olhos e o Meu coração, todos os dias” (Crônicas
2, 7:16). Mesmo se o Templo for destruído, sua santidade perdurará...
mesmo quando estiver destruído, D’us não o abandonará.
Rabi Acha dizia: A Presença Divina e Seu Espírito, a Shechiná,
nunca deixarão o Muro Ocidental, conforme está escrito, “Eis
que Ele está atrás de nossos muros, a nos espreitar... (Cântico
dos Cânticos, 2:9) (Midrash Raba, “Exodo, 2:2).
O Muro é, portanto, um símbolo do povo judeu. Assim como houve
várias tentativas de destruí-lo e, apesar de tudo, o Muro continua
eterno, de igual maneira o povo judeu superou seus inimigos e permanece eterno!
Na Torá, D’us nos assegura que o povo judeu jamais será aniquilado.
Ao estabelecer o Pacto Divino, D’us diz a Abrahão: “E estabelecerei
a Minha aliança entre Mim e ti, e entre a tua descendência depois
de ti, no decurso das suas gerações, para ser um pacto eterno;
para que Eu seja o teu D’s, e da tua descendência depois de ti” (Gênese,
17:7).
Conforme escreveu Mark Twain: “Outros povos surgiram e mantiveram bem
alta a chama de sua liderança, durante certo tempo, mas sua luz se consumiu
e hoje estão na obscuridade ou simplesmente desapareceram. Os judeus
conheceram todos esses povos e os sobrepujaram. Tudo é mortal, exceto
os judeus; todas as outras forças passam, mas os judeus permanecem.
Qual o segredo de tal imortalidade?”
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