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Juventude: o Grupo Shamayim

Em meados dos anos 90, faltavam aos adolescentes, universitários e pós-universitários da kehilá atividades que os unissem, que lhes propiciassem uma convivência mais estreita. Por outro lado, os encontros informais após o Cabalat Shabat na então existente sinagoga Beit Chabad atraíam mais e mais jovens. "Era tradição", relembra Tamara Socolik.

Foi quando Carla Ungierowicz, Danielle Belicha, Julia Costa, Miriam Futer e a própria Tamara fundaram o Grupo Shamayim. "Com integrantes de 18 a 40 anos, o objetivo do grupo era e continua sendo unir e aproximar os judeus desgarrados de volta à comunidade", completa Tamara. A grande leva de jovens judeus que chega a Brasília para trabalhar ou estudar foi muito importante para a comunidade. Vindos dos grandes centros, com grandes comunidades judaicas, trouxeram sua experiência comunitária. A presença em Brasília de um jovem judeu de outra cidade sempre foi festejada pelo grupo. "Corremos atrás", confessa Miriam Futer, a 'Mirinha'.

"O Shamayim é um grupo que promove eventos de caráter social, cultural e religioso", define Tamara. Quando a carioca Diana Levacov se mudou para Brasília, em 2001, e começou a freqüentar o grupo, teve a idéia de criar um espaço judaico de debates na Internet para melhorar a comunicação entre os jovens. Nasceu a lista Shamayim, uma extensão natural do Shamayim já existente. A versão virtual do grupo jovem de Brasília reúne, hoje, judeus de todo o Brasil.

Jovens itinerantes

"O Shamayim é um grupo que promove eventos de caráter social, cultural e religioso", define Tamara. Quando a carioca Diana Levacov se mudou para Brasília, em 2001, e começou a freqüentar o grupo, teve a idéia de criar um espaço judaico de debates na Internet para melhorar a comunicação entre os jovens. Nasceu a lista Shamayim, uma extensão natural do Shamayim já existente. A versão virtual do grupo jovem de Brasília reúne, hoje, judeus de todo o Brasil.

A peruana Leslie Sasson Cohen chegou ao Brasil aos nove anos de idade. Criada no Rio, está em Brasília desde 2000 e se integrou ao grupo jovem. Para Leslie, falta um rabino fixo à Acib. "Talvez isto fizesse com que mais gente freqüentasse a sinagoga e a instituição e trouxesse mais jovens". E ela toca ainda num ponto nevrálgico: "A Acib é a única organização judaica da Capital Federal e nem ao menos é reconhecida como tal. Sempre que há eventos ecumênicos de âmbito nacional, por exemplo, vem gente de fora, do Rio ou de São Paulo, para representar a comunidade judaica", brada.

Sobrevivência

Felippe Ungierowicz, é quem cuida das finanças da Acib. "A comunidade de Brasília é totalmente diferente da dos outros centros, como Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife etc. Aqui não temos colégio, hospital, cemitério israelita. Não temos capela própria, não temos condições de fazer o asseio dos corpos no cemitério, tudo é feito no próprio hospital onde a pessoa falece. Aqui para nós é tudo difícil. Aqui não temos grandes empresários que queiram ajudar a Acib. O que arrecadamos mensalmente mal dá para pagar nossas despesas operacionais", enfatiza. "O recado que dou para os jovens da comunidade é que eles devem se interessar mais pela Acib para que ela não acabe", completa.


Membro da Acib atualmente vivendo nos EUA, a professora universitária, geógrafa e antropóloga Sonia Bloomfield Ramagem, proferiu uma palestra recente em Brasília. Ela é mais otimista: "Senti uma grande alegria em ver as pessoas curiosas, participando, discutindo vivamente seu judaísmo. Temos uma importante missão em Brasília: a luta pela sobrevivência do judaísmo", conclui.


Marcus Moraes
Jornalista responsável pelas notícias do site morasha.com

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