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| Escola Beit Yaacov: projeto educacional ganha nova sede |
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| Foto Ilustrativa |
A Escola Beit Yaacov, única instituição de educação
formal bilíngüe da comunidade judaica brasileira, está inaugurando
sua nova e moderna sede construída na capital paulista.
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| Edição 40 - Março de 2003 |
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Fundada no início de 2001 com a implantação do Ensino Infantil, a Escola Beit
Yaacov funcionava numa casa no coração do recanto tradicionalmente
judaico de Higienópolis. O novo espaço impressiona tanto pela amplidão
do terreno como pela multiplicidade de ambientes que oferece. “Nossa nova
casa tem também todo o conforto e segurança, à altura da
qualidade de ensino da Escola Beit Yaacov”, completa Carlos Dayan, presidente
da instituição.
A nova sede doada pela Fundação Safra foi projetada desde o início
para ser um centro de excelência educacional em São Paulo. O extenso
prédio de dois andares, em forma de ‘L’, abriga espaçosas
e aparelhadas salas multiambientes, além de diversas facilidades como
laboratórios de informática de última geração,
a Sala de Israel (destinada ao ensino judaico), biblioteca, brinquedoteca, salões
espelhados para dança folclórica israeli, cozinhas casher, salas
de música e artes plásticas, fraldário, centro gráfico,
etc. Brevemente, o local contará ainda com laboratório de ciências,
marcenaria, sala de dramatização e uma extensa gama de outros recursos
pedagógicos. Iluminadas pela luz solar direta, a maioria das salas de
aula conta com uma varanda anexa para uma bela área verde. Um amplo complexo
esportivo, um minizôo. Para uma próxima fase, uma cidade-mirim (com
orientação de trânsito), um viveiro e uma horta dão
um quê todo especial à escola, que ainda abriga uma ampla área
interna de drop-off, isto é, um local onde os responsáveis deixam
e buscam os alunos, de forma segura e organizada sem que haja tumulto, uma piscina
aquecida, uma quadra poli-esportiva, salas multimídia e uma sinagoga serão
acrescidos à estrutura atual, tudo isso num terreno de 36.000m2
De acordo com o presidente, a idéia é oferecer ao aluno instrumentos
para se inserir em um mundo globalizado, através de um ensino multicultural. "Carregamos
esta responsabilidade enorme de responder a um antigo desejo da comunidade judaica
de uma escola com uma proposta diferente", orgulha-se. Acrescenta ainda
que a Beit Yaacov preza pela heterogeneidade dos seus alunos. Um ponto positivo
na escola é o fato de os alunos virem de diferentes origens e culturas,
favorecendo o clima de mul-ticulturalismo. Fazemos questão disto visando
uma multiplicidade de backgrounds. No fundo, o que todos buscam é qualidade”,
garante.
Para Esther Dayan, diretora executiva da Beit Yaacov, a evasão de alunos
para escolas não-judaicas foi um dos principais motivos de se criar uma
nova escola moderna e de alto nível. “Esta idéia foi amadurecendo
até se transformar em um projeto bem elaborado. Após algumas pesquisas
de opinião e muitas conversas com pais, concluímos que já era
hora de enfrentar todos os desafios e iniciar uma nova escola para toda a comunidade
judaica de São Paulo”, explica. Para comprovar suas palavras, ressalta
o fato de que muitos dos alunos da Beit Yaacov vieram de escolas bilíngües
ou de outras instituições não-judaicas.
Na Escola Beit Yaacov uma grande parte dos conteúdos é dada em
inglês. Assim, o aluno não somente estuda o idioma, mas faz uso
dele para estudar história, geografia ou ciências. Seu vocabulário
se amplia enormemente e o inglês passa a fazer parte da vida escolar tanto
quanto o português. Para Maria Lucia Miranda Gallina, coordenadora de inglês
do ensino infantil, “não basta entender, ler e falar inglês,
mas é primordial que o domínio do idioma seja tal que torne o aluno
um leitor crítico, um cidadão consciente de outras culturas, que
possa atuar em diferentes contextos”.
Um ambiente judaico com uma educação de primeira linha. Esta foi
a razão que fez Jacqueline Sarfati retirar seus três filhos de uma
escola inglesa, e matriculá-los na Escola Beit Yaacov, onde estudam desde
que esta abriu suas portas, em 2001. “Sinto que na Beit Yaacov eles estão
entre amigos, em comunidade, com gente conhecida”, frisa. Para Jacqueline,
que não estudou em instituição judaica, a boa vontade, a
eficiência, a excelência do currículo em inglês e o
comprometimento com o ensino de ponta dão total credibilidade à Escola
Beit Yaacov, tranqüilizando-a bastante como boa ídiche mame.
Também com três filhos na Beit Yaacov, Lara Knobel descreve com
orgulho sua satisfação com a instituição. “É muito
gratificante poder dar aos meus filhos tudo aquilo que eu sonhava ter tido para
mim mesma: um ensino judaico forte numa estrutura bilíngüe”.
Na falta de uma instituição similar em sua época escolar,
Lara foi educada no Licée Pasteur, também bilíngüe.
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