Após esta conversa, Haman passou muitas noites em claro e acabou arquitetando um plano para matar todos os judeus. Começou caluniando-os perante o rei, dizendo que havia um povo que não respeitava suas leis e por isso não devia ser tolerado por ele. Ofereceu ao rei 10 mil moedas de prata em troca da permissão de aniquilá-los. O rei acabou dando-lhe ouvidos e decretou a morte de todos os judeus. Um édito real foi divulgado em todo o reino, marcando o dia 13 do mês de Adar, no calendário judaico, data para o extermínio dos judeus persas.
Ao saber do decreto Mordechai desesperado procurou Esther e pediu-lhe que intercedesse junto ao soberano. Ela o aconselhou que avisasse todos os judeus para jejuarem e orarem durante três dias. Ela também o faria e após este período iria se encontrar com o rei, mesmo sabendo que poderia correr o risco de ser condenada à morte por abordá-lo sem ser convocada.
Após o jejum de três dias, Esther se dirigiu a Assuero, que encantado ao vê-la, recebeu-a dizendo que atenderia qualquer pedido que ela fizesse. Ela então convidou o rei e seu ministro Haman para um banquete.
Na mesma noite o rei, insone, pediu a um dos criados que lesse algumas passagens do registro das Crônicas Reais. Ouviu, então, o relato da trama para assassiná-lo, da qual fora salvo pelas mãos de Mordechai. O rei perguntou que honras havia sido conferidas a Mordechai, nenhuma, responderam os servos.
Naquela mesma hora, Haman entrou para pedir a Assuero autorização para enforcar Mordechai por ter-se recusado, uma vez mais, a curvar-se diante dele. Mas, antes de Haman falar, o rei pergunta-lhe o que ele deveria fazer para um homem que ele, o rei, quisesse honrar. E Haman responde: "Que sejam trazidos trajes reais que o rei usa e o cavalo que ele monta, e que seja posta uma coroa real sobre sua cabeça ".
Antes do ministro terminar de falar, o soberano lhe ordena fazer isto com Mordechai, pois ele era o homem a quem o rei queria prestar honras. E assim Haman o fez. Paramentando-o com vestimentas reais, levou-o a desfilar montado em um cavalo real por toda a capital da Pérsia.
No dia do banquete na presença de Haman, a rainha Esther revela ao Rei a sua identidade judaica anunciando-lhe que ela e seu povo estavam prestes a ser exterminados.
Pede por sua vida e pela de seu povo. Identifica Haman como seu arquiinimigo . O soberano se enfurece contra haman e manda enforcá-lo, junto com seus filhos, na mesma forca que ele preparara para Mordechai.
Assuero nomeia Mordechai para o cargo de primeiro-ministro, em substituição a Haman. E, como não podia anular seu próprio decreto, promulga um segundo édito dando aos judeus o direito de combater e até mesmo matar qualquer um que tentasse fazer-lhes mal.
No dia 13 de Adar - o dia que fora designado para a destruição dos judeus - o povo judeu emergiu vitorioso sobre seus inimigos e, como nos relata a Meguilá, "Para os judeus, surge luz e felicidade, júbilo e glória" (Meguilat Esther 8:16).
Os dias seguintes, 14 e 15, passaram a ser os dias da festa de Purim, em comemoração por terem sido salvos.
Mordechai instituiu três práticas entre seu povo para a época de Purim: fazer uma refeição festiva, trocar alimentos e fazer donativos aos pobres. |