|
Ressurgimento
judaico
A vida judaica está ressurgindo na China, apesar do judaísmo
não ser reconhecido pelo governo chinês como religião,
assim como não o são os outros credos. Em 29 de novembro
do ano 2000, em Shangai, foram oficiados os serviços religiosos
de Rosh Hashaná, na Sinagoga Ohel Rachel, pela primeira vez
nos últimos 50 anos. Construída pela família
Sassoon em 1920, não está aberta ao público
durante o ano, exceto através de visitas organizadas. A cidade
possui, também, uma biblioteca e um museu judaico. O Consulado
Geral de Israel da cidade serve como ponte entre o Estado de Israel
e as províncias de Shangai, Jiangsu, Zhejiang e Anhui. Seu
objetivo é aumentar o intercâmbio cultural, comercial
e tecnológico entre os dois povos.
Os
judeus tiveram um papel preponderante na história de Hong
Kong desde os primeiros anos da cidade como colônia britânica.
Oriundos de Bagdá, Norte da África e Grã-Bretanha,
marcaram sua presença na região, como revelam nomes
de ruas e avenidas, entre as quais a Via Nathan e a Avenida Kadoory.
Durante a Segunda Guerra Mundial, o Gueto de Hongkew tornou-se o
lar de aproximadamente 20 mil refugiados da Europa Central.
Segundo
estimativas, há cerca de vinte mil judeus vivendo atualmente
em Hong Kong, vindos principalmente dos Estados Unidos, Inglaterra,
França, África do Sul e Israel. Mais de 30 mil visitantes
judeus passam pela região anualmente, levados por negócios
ou apenas lazer. Com sinagogas, museus e um Centro Comunitário
Judaico, Hong Kong oferece várias opções para
quem busca uma vida plena de judaísmo.
Em
1991 foi fundada a Escola Carmel, em Hong Kong, a primeira escola
judaica do leste asiático e uma das mais respeitadas instituições
internacionais de ensino, com mais de 250 alunos da pré-escola
ao ensino médio, oferecendo um currículo secular que
segue os moldes das escolas americanas e um programa de estudos
judaicos.
Há
também uma comunidade judaica em Pequim na qual são
realizados serviços religiosos de Shabat, comemoração
das Grandes Festas e uma série de outras atividades. A Kehilá
de Pequim, como é denominada, faz parte do consórcio
judaico da Internet, Shamash. n
Bibliografia:
Return to China, artigo publicado na edição de 22
de junho de 2001 do Jewish Chronicle
Gross, Davic C., The Jewish Peoples Almanac
The Jews of China, artigo publicado pelo Dr. Wendy Abraham, do Departamento
de Línguas Asiáticas da Universidade de Stanford
Jewish Communities of the World, pelo Dr. Avi Beker, Institute of
the World Jewish Congress
---------------------------------------------
O Ultimo Judeu de Taipé
Shih Hung-Mo acredita ser o último judeu de Taipé.
Com uma aparência oriental, afirma que seus pais e antepassados
viviam abertamente como judeus, mas ele, em função
do contexto do país, prefere não fazer muito alarde
sobre a sua identidade. Hung-Mo fala hebraico e, logo após
a criação do Estado de Israel, escreveu para um rabino
importante pedindo ajuda para chegar ao Estado Judeu, mas não
foi levado a sério.
Anos mais tarde, porém, o mesmo rabino decidiu escrever-lhe
e pedir desculpas por sua atitude, dizendo que pensara que a carta
recebida no passado fosse uma fraude. Hung-Mo, no entanto, não
tem a menor dúvida sobre o fato de ser judeu e sempre fala
das lembranças de sua infância, quando o pai o levava
ao cemitério e lhe mostrava lápides com inscrições
em hebraico.
Rumores sobre a existência de um judeu em Taipé despertaram
a curiosidade do rabino Marvin Tokayer que, durante suas atividades
como líder espiritual em Tóquio, decidiu visitar a
ilha para saber se os boatos eram verdadeiros. Ao chegar a Taipé,
o religioso encontrou um obstáculo para localizar Hung-Mo
o fato de inúmeras pessoas terem o mesmo nome. Para
localizar o indivíduo correto, o rabino Tokayer fez uma pesquisa
nos registros demográficos e chegou a Hung-Mo averiguando
um item específico o hebraico, citado como segunda
língua.
|