O Aficoman (um pedaço de matzá) é embrulhado num pano especial, e passa de mão em mão. Cada um por sua vez coloca o pano por cima do ombro e recita o Micharotam zerurot besimelotam al shikhmam ubenei Yisrael kidebar Moshe (Êxodo 12:34). Os presentes perguntam então em árabe: de onde você vem? (min uen jaie) e cada um por sua vez responde Egito (Mitzraim). Depois, para onde você vai? (la uen rayeh) e a resposta é: para Jerusalém (le Yerushalaim).
Este é a única parte em árabe usada na Hagadá. Antigamente, existia uma tradução da Hagadá em língua árabe. Algumas famílias pedem até hoje para o membro mais velho da família ler alguns trechos em árabe, mas este costume está-se perdendo, já que a maioria das pessoas à mesa não fala mais a língua materna.
Na enumeração das Dez Pragas, o chefe de família derrama um pouco de vinho numa bacia nas mãos da dona da casa. Procura-se não olhar para este vinho, considerado sujo. O conteúdo da bacia é jogado fora, em seguida. Na hora da netilat yadaim (lavar as mãos), algumas famílias costumam trazer uma bacia para a mesa. As moças presentes passam a bacia de um homem para outro, jogam água sobre as mãos, passando-lhes em seguida uma toalhinha.
Depois da leitura da Hagadá, a comida é servida com fartura de arroz. No final come-se o Afikoman. Na tradição síria, só é permitido tomar água, café turco ou talvez um chá depois do Afikoman.
Muitas comunidades sírias cantam o Had gadya em árabe ou em ladino antigo, texto que se encontra em algumas Hagadot. Este é o único costume espanhol que permanece na comunidade síria.
As famílias da comunidade costumam visitar o rabino no primeiro ou segundo dia de Pessach. É uma maneira de demonstrar o respeito ao líder religioso da comunidade. As visitas geralmente se estendem à casa dos avós, pais e tios. Mas esta tradição está sendo cada vez menos praticada pelos jovens, o que é uma pena... |