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As seis pontas da Estrela de David correspondem também às seis sefirot da emoção, chamadas de Midot. Estas são divididas em dois conjuntos de três sefirot cada . Chessed-Guevurá-Tiferet e Netzach-Hod-Yesod. Cada conjunto forma um triângulo em direções opostas.

Malkut é a última sefirá. Assim como um ângulo define o encontro de duas linhas, Malkut é o ponto de encontro de todas as sefirot, sua coesão e expressão final. Malkut representa o potencial de realização que D’us deu a cada ser humano.

Por que dois triângulos? E por que entrelaçados?

Na Cabalá, os dois triângulos representam as dicotomias inerentes ao homem: o bem e o mal, o espiritual e o físico. Podem representar também a relação recíproca que existe entre o povo de Israel e D’us e a Lei que Ele nos deu no Monte Sinai.

Este entrelaçamento lembra também que um judeu é parte orgânica de um todo, e só quando o todo esta centrado e unido recebe a bênção e proteção Divina tornando-se forte.

Os dois triângulos sobrepostos criam 12 linhas que representam as 12 tribos de Israel, cada uma com suas características e emoção. Foi o rei David que conseguiu a tarefa praticamente impossível de unir todas 12 das tribos de Israel.

Por que o rei David?

Segundo o rabino A. Kaplan, a sefirá de Malkut é representada pela vida do rei David.

Malkut representa a força que une todas as outras e as mantém unidas, assim como o rei David uniu todo Israel em torno de si. Valendo-se da pouca autoridade que as tribos de Israel lhe concederam, conseguiu construir um reino. Foi este rei quem sempre reconheceu que suas vitórias eram fruto da bênção e da vontade Divina.

O rei David ensinava que o homem só atinge verdadeiramente seu potencial quando passa a compreender que D’us é a Fonte de todo poder e de toda proteção. Ele sempre louva D’us como a Fonte de todas as Fontes da Força e do Poder de todo o universo. Pouco antes de sua morte, o rei David abençoou o Senhor perante todo Israel, dizendo:

“Tua é, ó Senhor, a grandeza, e o poder, e a glória, e a vitória, e a majestade, porque Teu é tudo quanto há no céu e na terra; Teu é, ó Senhor, o reino, e Tu te exaltaste como Chefe sobre todos. Tanto riquezas como honra vêm de Ti, Tu dominas sobre tudo, e na Tua Mão há força e poder; na Tua Mão está o engrandecer e o dar força a tudo. Agora, pois, ó nosso D’us, graças Te damos, e louvamos o Teu Glorioso Nome.” (1 Crônicas 29:11-12).

Bibliografia:
Rabbi Aryeh Kaplan, Inner Space
Rabbi Alexandre Safran, Sabedoria da Cabalá
Rabbi Laibl Wol, Practical Kabbalah
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