A crítica é rebatida com vigor pela Agência Judaica. O diretor-geral do Departamento de Imigração e Absorção, Mike Rosenberg, declarou que a organização tentou trazer um dos últimos judeus de Cabul, mas que os esforços foram em vão devido aos sentimentos de Itzhak Levy. No final, observou Rosenberg, percebemos que ele simplesmente não queria emigrar. Parece que ele é muito ligado à sinagoga da qual cuida.
O início dos bombardeios também levou à interrupção do contato postal que havia entre Itzhak Levy e seus familiares em Israel. A Cruz Vermelha se encarregava de entregar as cartas, num fluxo interrompido quando a organização se viu obrigada a suspender suas atividades em solo afegão. Já Zevulum Simantov, este conseguia manter contato com seu amigo David Ghol por intermédio de conversa telefônica ou fax, embora apenas fosse possível fazer chamadas a partir do Afeganistão. Não é viável uma ligação direta partindo de Israel.
Nascido em Herat, importante cidade afegã, Simantov, o outro representante da minúscula comunidade, tem 42 anos de idade e passou a maior parte de sua vida fora do país, mas retornou há cerca de três anos para montar um negócio de tapetes. Mulher e filhos permaneceram em Israel. Da comunidade de israelenses de origem afegã, Simantov trouxe recursos para construir uma guarita e um muro ao redor do cemitério judaico de Cabul, o que, segundo seu relato ao jornalista Steven Gutkin, foi feito.
A comunidade de judeus afegãos em Israel também deslanchou, no início de novembro, uma campanha para arrecadar ajuda aos refugiados que fogem do embate entre o Taleban e a coalizão antiterrorismo. O inverno no Afeganistão é muito duro, declarou ao diário israelense Yediot Ahronot um líder da comunidade afegã em Israel. Esperamos que Simantov e Levy façam as pazes e que possam sair do furacão da guerra sãos e salvos. |