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Foto Ilustrativa
A fortaleza de Massada foi o último foco de resistência contra os romanos e caiu em 73 E.C., três anos após Jerusalém. Desde o início do século XX, Massada é considerada um símbolo do heroísmo nacional judaico, exercendo um forte apelo à liberdade e à independência de Israel.
| Edição 32 - Abril de 2001 |
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Sua guarnição, constituída por menos de mil pessoas, incluindo mulheres e crianças, e liderada por Eleazar Ben Yair, resistiu dois anos ao cerco romano, mas foi subjugada pelos 15 mil soldados da X Legião do exército mais poderoso da época. Os judeus que resistiram em Massada preferiram a morte a tornar-se escravos dos romanos e tiraram suas vidas com suas próprias mãos.
Desde o início do século XX, Massada é considerada um símbolo do heroísmo nacional judaico, exercendo um forte apelo à liberdade e à independência de Israel.
A lenda e a história
Nossa única fonte histórica é representada pela obra de Flavius Josephus , A Guerra dos Judeus. Este, como os demais historiadores da antigüidade, preocupava-se mais em embelezar e romancear seu relato de que em ser objetivo. Josephus era um judeu romanizado que escrevia para os romanos e queria, portanto, agradar a seu público. Os historiadores modernos concordam que realmente um grupo da seita dos Zelotes mata a si e as suas famílias e ateou fogo em algumas construções de Massada.
Sobre Massada, lenda e história se entrelaçam, e fica difícil distinguir os limites de cada uma.
Josephus moldou a história de Massada baseando-se em sua experiência pessoal, quando presenciou ao suicídio em massa dos rebeldes judeus em luta contra Roma, durante o cerco de Yodfat na Galiléia. Misturando história, tradição e uma fértil imaginação, acabou criando uma lenda que perdura, baseada em fatos reais, de que um grupo de Zelotes que vivia nas montanhas havia jurado nunca ser feito prisioneiro e escravo dos romanos. Seu idealismo tornou-se um símbolo da determinação dos judeus de viver livres em sua terra. Esse apelo tem sua força até os dias de hoje.
É lá que novos recrutas das Forças de Defesa de Israel fazem seu juramento de fidelidade: Massada não caíra nunca mais.
É um dos sítios turísticos mais visitados em Israel. Atrai pela sua beleza única de fortaleza no meio do deserto e pela história lendária do seu passado.
Massada, termo que em hebraico significa fortaleza, é situada ao topo de um penhasco rochoso isolado, na extremidade ocidental do deserto de Judéia, olhando para o Mar Morto. Do lado oriental a rocha desce, em queda absoluta, por 450 metros até o Mar Morto (o ponto mais baixo da Terra a 400 metros abaixo do nível do mar) e do lado ocidental, o terreno fica 100 metros acima de toda a área circundante. Portanto, o acesso natural ao penhasco é muito difícil e faz de Massada uma fortaleza virtualmente inexpugnável.
O relato de Flavius Josephus se mostrou bastante preciso. Este, nascido Yossef Ben Matatiahu, de uma família de sacerdotes, era um jovem quando eclodiu a grande revolta judaica contra Roma, em 66 E.C. Nomeado governador da Galiléia, sobreviveu ao pacto de suicídio dos últimos defensores de Yodfat e se rendeu a Vespasiano, que logo depois seria proclamado imperador. Sob o nome de Flavius Josephus tornou-se cidadão romano e historiador de sucesso.
De acordo com Josephus: Neste topo da colina, Jonathan, o grande sacerdote, construiu uma fortaleza que denominou Massada: depois disso a reconstrução do local foi realizada em grande parte pelo rei Herodes. (Guerra dos Judeus. Livro VII, capítulo VIII). |
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