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Segundo o professor Albuquerque, o rio tinha o seu curso exatamente na área onde vi-viam os judeus, o que significa que a rua que abrigou a sinagoga não existia no início do período colonial. Os judeus teriam começado a aterrar as margens, conquistando terreno ao longo do rio. Logo atrás do terreno, foram encontradas as muralhas que protegiam a cidade hã 350 anos. Esta muralha tem 88 centímetros de largura e 1m60 de profundidade em relação ao piso da casa. Albuquerque diz ainda, que, como os alicerces das casas não estão amarrados à muralha, é uma prova que o muro é anterior a elas e a parte dos fundos da sinagoga foi construída sobre ele. Desde que se iniciaram as escavações, foram retiradas dezenas de toneladas de terra e entulho.

A prova maior de que uma sinagoga foi construída na Rua dos Judeus entre as paredes dos sobrados 197 e 201 veio com a descoberta de um poço, que, ao que tudo indicava, seria um mikve. Sua autenticidade foi confirmada por um conselho rabínico chefiado pelo rabino David Weitman no final de outubro do ano passado. Após minuciosas medições, constatou-se que fora construída de acordo com os rígidos preceitos judaicos. O poço encontrado tem capacidade para 648 litros de água natural, profundidade de 1,50, mas recebia água somente até 1,30. A mikve será mantida exatamente como foi encontrada.

A primeira sinagoga das Américas já foi incluída nos roteiros turísticos e vem recebendo visitantes do mundo inteiro, interessados em ver de perto o local que pode ser considerado como um dos berços do judaísmo no novo mundo.
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