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Em 1983, o Dr. James Trefil, físico da University of Virginia, confirmou de maneira independente a descoberta de Jastrow. Três anos mais tarde, em 1986, os Drs. John Barrow, astrônomo da University of Sussex, e Frank Tipler, matemático e físico da Tulane University, publicaram resultados semelhantes. No encontro da American Astronomical Society de 1990, o Professor John Mather, da Columbia University, e também um astrofísico do Goddard Center da NASA, apresentou “o apoio mais drástico até o momento” a um universo aberto. Segundo o repórter do Boston Globe que cobria a conferência, a apresentação de Mather recebeu aplausos retumbantes, o que levou o coordenador do encontro, Dr. Geoffrey Burbridge, a comentar que: “Tudo indica que a audiência está a favor do livro da Gênese - pelo menos do que diz respeito ao primeiro verso, que parece confirmado.”

Em 1998, os Drs. Ruth Daly, Erick Guerra e Lin Wan, da Princeton University, anunciaram à American Astronomical Society: “Podemos declarar com 97,5% de certeza que o universo irá se expandir para sempre”. Ainda naquele ano, o Dr. Allan Sandage, astrofísico de reputação mundial pertencente ao Carnegie Institution of Washington, foi citado no The New Republic por causa da seguinte declaração: “O Big Bang é melhor entendido como um milagre acionado por alguma espécie de força transcendental”. Já o colunista da Newsweek, George Will, iniciou seu artigo de 9 de novembro de 1998 com este chiste: “Logo, grupos como o American Civil Liberties Union [“União das liberdades civis norte-americanas”] ou o People for the American Way [“Pessoas em prol do estilo norte-americano], ou alguma facção similar de secularismo litigioso, irá processar a NASA, com base na acusação de que o Telescópio Espacial Hubble apóia inconstitucionalmente aqueles com tendências religiosas”. No mesmo ano, a Newsweek anunciou uma mudança de opinião recente e inesperada entre agnósticos, até há pouco convictos. Em certo trecho, reportava que “Quarenta porcento dos cientistas norte-americanos agora acreditam num D’us pessoal - não apenas um poder ou uma presença inefável no mundo, mas uma deidade a quem podem dirigir suas preces - Lawrence Kelemen publicou os livros Permission to Believe: Four Rational Approaches to God’s Existence (Targum/Feldheim, 1990) e Permission to Receive: Four Rational Approaches to the Torah’s Divine Origin (Targum Press, 1996). O presente ensaio, a propósito, é uma versão extremamente abreviada do argumento cosmológico. O autor estudou na University of California, Los Angeles, na Yeshiva University of Los Angeles e na Harvard University. Kelemen também foi instrutor de esqui junto à Mammoth Mountain Ski School, na Califórnia, assim como diretor de notícias e âncora na estação de rádio KMMT-FM. Atualmente, ensina filosofia judaica medieval e moderna no Neve Yerushalayim College of Jewish Studies, em Jerusalém.

Ciência e Religião: um encontro mais que desejado!

Um grande abismo surgiu no século XX separando a ciência e a religião. Aprendemos a observar o mundo e nele agir segundo dois paradigmas fundamentais, mas completamente separados. O paradigma científico tornou-se identificado com o domínio da objetividade, da ação planejada; interações baseadas em modelos formais, abstratos, matemáticos, mas de altíssimo valor operacional, funcional e, principalmente, tecnológico. No mundo científico, os mais abstratos pensamentos humanos encontram aplicabilidade na nossa vida cotidiana. Vamos tomar um caso exemplar, a luz polarizada ou o raio laser. Estes fenômenos foram conhecidos pelos físicos no princípio do século XX; já no final deste mesmo século, o laser tornou-se tecnologia popular: entretenimento musical, os Cd’s, armazenamento de dados em computadores caseiros, PC’s, e mesmo nas cozinhas com facas super amoladas. Na medicina o conceito de cirurgia transformou-se rapidamente: o raio laser permite uma intervenção infinitamente menos agressiva sendo o responsável pelo prolongamento de muitas e muitas vidas.

Para muitos adeptos da ciência, cientistas e simpatizantes, a ciência com seus mirabolantes resultados é o caminho da verdade. Fora do domínio científico está o obscurantismo e o irracionalismo.

Por outro lado, há o mundo da religião com milênios de existência, e através dele os seres humanos aproximam-se do mundo divino, e desenvolvem assim sua interioridade e sua espiritualidade. O mundo da religião não oferece os aspectos práticos e pragmáticos da ciência. Há nele muito mais inspiração do que pura dedução. Há profetas e profetisas que atingem um diálogo espiritual com distintos níveis da divindade. Estas não são as experiências objetivas que a ciência reproduz operacionalmente nos laboratórios espalhados pelos cinco continentes. Mas não é por estas diferenças que Igrejas, Sinagogas, Mesquitas e Templos diversos deixam de se espalhar igualmente por todo o planeta. Se a ciência pode prolongar nossas vidas através de aplicações tecnológicas, como no caso do raio laser, o domínio da religião vem representando uma forte base para que os seres humanos encontrem conforto e equilíbrio espiritual para também prolongarem suas vidas.

Há religiosos adeptos da ciência mas que nela reconhecem apenas uma dimensão humana e pragmática. Crêem que a verdade está na religião e que na ciência temos apenas bons resultados operacionais. Outros religiosos chegam a não reconhecer qualquer validade na ciência, considerando-a inimiga da religião.
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