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PROFETAS E SÁBIOS |
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RABI MENACHEM MENDEL SCHNEERSON |

Foto Ilustrativa
"o Rebe", como passou a ser conhecido pelo mundo afora, assumiu a liderança do movimento Lubavitch, que quase havia sido destruído pelos nazistas, e, com seu carisma e perseverança, reconstruiu-o e transformou-o no maior e mais dinâmico movimento do judaísmo chassídico ortodoxo.
| Edição 31 - Dezembro de 2000 |
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O Rebe de Lubavitch, Schneerson - ou simplesmente - Menachem Mendel
O "Rebe" motivou com a mesma intensidade desde os maiores pensadores de nosso tempo - como o escritor e Prêmio Nobel Elie Wiesel - e líderes mundiais, como o presidente Ronald Reagan, até o mais humilde dos cidadãos.
O simples pensamento de que um judeu, qualquer que fosse sua cultura, suas origens e suas opiniões, vivesse afastado dos valores de seus ancestrais, era insuportável para o Rebe. Acreditava que a mais bela realização da alma judia era transmitir os seus conhecimentos ao próximo. Para ele, os judeus são intrinsecamente ligados uns aos outros e, por isso, definiu como responsabilidade do movimento Lubavitch a adoção da visão do Baal Shem Tov e o ditado do Talmud segundo os quais os judeus são responsáveis um pelo outro - Kol Israel Arevim Ze ba-Ze.
Homem de extraordinária inteligência, exímio matemático, fluente em vários idiomas, era um profundo conhecedor da Torá, do Talmud e da Cabalá. Aproximadamente 200 volumes contendo seus escritos prolíficos, discursos, conferências e correspondências já foram publicados e vários outros estão em andamento.
Sua vida
Menachem Mendel Schneer-son nasceu em uma sexta-feira, 18 de abril de 1902 (11 de Nissan pelo calendário hebraico) em Nikolayev, Ucrânia. Era tataraneto do terceiro Lubavitcher Rebe. Seu pai, Rabi Levi Yitzchak Schneerson, rabino-chefe da cidade de Dnepropetrovsk, era um erudito do Talmud e um mestre da Cabalá. Sua mãe, a rebetzin Chana Schneerson, descendia de uma renomada família rabínica. O Rebe tinha dois irmãos menores, Dov Ber e Ysroel Leib.
Menachem Mendel passou os primeiros anos de sua vida imerso nos estudos da Torá. Os professores do cheder que freqüentava perceberam imediatamente tratar-se de uma criança prodígio. Queixavam-se que não havia nada que ensinassem ao jovem Menachem Mendel que ele já não soubesse. Por isso, deixou a escola e passou a estudar em casa com professores particulares. Em pouco tempo, já estava estudando sozinho, sob supervisão do pai. No dia de seu barmitzvá, já era considerado um prodígio por seus conhecimentos sobre o Talmud e suas opiniões eram muitas vezes levadas em consideração por rabinos muito mais velhos. Durante a adolescência, correspondia-se com as maiores autoridades judaicas da época.
Ao falar de sua infância, dizia que havia sido a fase em que se definiram suas opiniões e objetivos. O sofrimento e as perseguições de que eram vítimas os judeus russos, quer no governo czarista quer sob o governo soviético, não lhe saíam da mente. Presente também estava a certeza de que algo tinha que ser feito a esse respeito.
Com o advento da Primeira Guerra Mundial e o colapso do Império Russo, centenas de milhares de refugiados se deslocaram para o interior do país em busca de abrigo e, entre eles, milhares de judeus. Além da falta de comida, os judeus tinham que enfrentar o anti-semitismo e estavam sujeitos a ser presos por qualquer motivo.
Apesar de estar arriscando sua vida e liberdade, Rabi Levi Yitzchak Schneerson, ajudado pela esposa e pelo jovem Mendel, na época com 14 anos, empenhou-se em melhorar a vida dos refugiados. Abriu as portas de sua casa, dando-lhes comida e abrigo, providenciava resgates para os que estavam presos e intercedia junto ao governo soviético a favor dos que ha- viam sido falsamente acusados pelas autoridades dos mais variados "crimes políticos". |
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