<< Voltar Página
Durante séculos os judeus não tiveram permissão de adquirir qualquer propriedade imóvel, não po-diam exercer profissões liberais e eram excluídos das antigas corporações (hoje, sindicatos). Muitos deles, portanto, como já vimos, dedicavam-se ao pequeno comércio ou emprestavam dinheiro a juros. Roger Chan, de Westhoffen, orgulha-se de suas origens como vendedor de tecidos, ocupação já praticada por sua avó. A família possui uma loja de tecidos desde 1880. Na porta da loja, como em todas as casas judaicas da região, vê-se uma mezuzá. No andar superior, são as dependências privadas, onde ele reside. Em cada porta, também, uma antiga mezuzá.

No entanto, as portas de ferro de enrolar de sua loja, foram baixadas definitivamente no último dia do ano de 1995. Ele explica, "sou velho demais para este trabalho". Agora ele é somente um privatier, um particular, que fica na prefeitura de Westhoffen, com a enferrujada chave na mão, à espera dos visitantes interessados em conhecer a velha sinagoga local, vestígio de uma comunidade que conheceu dias de glória, como atestam as ilustrações desta matéria.

Léo Epstein, leitor de Morashá no Rio Janeiro, foi convidado pela prefeitura da cidade onde nasceu, próxima à região, para participar dos festejos do 750º aniversário da cidade, no ano passado, na qualidade de "remanescente da vida judaica da cidade".

Estatísticas coletadas no Badische Zeitung, jornal alemão, sobre sítios culturais judaicos em 29 comunidades da Alsácia.
<< Voltar Página

1 2 3