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No entanto, uma pergunta permanece no ar. Por que razão Purim é o dia mais feliz do ano, mais festivo ainda do que Chanucá? Como vimos acima, a festa de Chanucá foi uma vitória espiritual do povo judeu. Sua alma - e não o seu corpo - estava ameaçado. Portanto, acendemos os pavios no azeite puro de oliva ou então velas para celebrar o triunfo espiritual de nosso povo. A festa de Purim, por outro lado, foi uma vitória física do povo judeu. Era a sua existência física o que estava em perigo. E portanto, os três mandamentos instituídos por Mordechai - uma refeição festiva, o envio de presentes em forma de alimentos e donativos aos necessitados - são atos materiais. Chanucá está associada ao espiritual e Purim, ao mundano. E ademais, um evento sobrenatural ocorreu em Chanucá, confirmando que a vitória do povo judeu fora guiada pela mão de D'us. O mesmo não se pode dizer de Purim. Não houve milagres sobrenaturais, podendo-se atribuir a salvação dos judeus à sorte e à coincidências.

Não deveríamos celebrar um milagre com maior intensidade do que o fazemos quando se trata de eventos fortuitos, mas talvez de pura coincidência? A resposta é não. Chanucá nos ensina que D'us não está vinculado nem à natureza nem a limites; Ele sempre pode brindar-nos com milagres. Purim, no entanto, nos ensina uma lição mais profunda: a de que D'us Se manifesta através dos acontecimentos naturais que vivenciamos todos os dias. E é por isso que Purim é o dia mais feliz do ano. Pois que não há maior alegria do que a percepção de que D'us Infinito, que é sempre Bom e Justo, está ao lado de cada um de nós, a todo tempo e em toda parte, silenciosamente organizando, da melhor forma possível, todos os acontecimentos e situações de nossa vida.

por Tev Djmal
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