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| MAPEAMENTO DO CÓDIGO GENÉTICO |

Foto Ilustrativa
Projeto Genoma Humano, representa um marco histórico fundamental para a humanidade. O computador nos introduziu à era da informação. A aplicação da informática nas ciências biológicas e na medicina tem causado uma verdadeira revolução.
| Edição 30 - Setembro de 2000 |
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Somos uma geração privilegiada por poder testemunhar este momento mara-vilhoso em que "o livro da vida" ou a "linguagem com que D'us criou a vida", como disse Bill Clinton, começa a ser desvendado.
Todos os organismos vivos, vírus, plantas, animais e seres humanos são projetados a partir de um código genético específico. O DNA ou ácido desoxirribonucléico é a molécula que guarda essas informações na forma de genes. Todas as células do organismo possuem compactado em seu núcleo o DNA completo. Este, na espécie humana, é organizado em 23 pares de cromossomos, onde se situam os genes. O DNA forma uma dupla hélice retorcida constituída pela seqüência de quatro bases nitrogenadas, adenina (A), timina (T), guanina (G), citosina (C). O genoma humano possui cerca de 3,2 bilhões de pares dessas bases.
O gene é um trecho de DNA que codifica uma proteína: em média um gene agrega 40.000 pares de bases ou letras.
Não se sabe de quantos genes é constituído o genoma humano, mas hoje se acredita que seja por volta de 50.000 genes, 3% correspondendo a todas as letras, o restante teria função reguladora ou não teria função alguma.
O DNA possui as propriedades de se duplicar fielmente no ato da divisão celular e de codificar a síntese das proteínas que ocorre no citoplasma onde a transcrição de sua informação é "lida" e cada seqüência de três bases nitrogenadas (códon) corresponde um aminoácido específico, que é a unidade que compõe as proteínas.
O que foi anunciado recentemente em Washington é o término do seqüenciamento dos 3,1 bilhões de pares de letras.
Enquanto o consórcio público acaba de divulgar os 225 genes do cromossomo 21, decodificando o genoma aos poucos, a Celera trabalhou de outra forma: primeiro usando a técnica da detonação, fragmentou o DNA em pedaços menores, de 500 a 1000 letras; em segundo lugar seqüênciou esses trechos. Hoje trabalha na terceira fase de colocar as letras em ordem com a ajuda do supercomputador civil mais veloz do planeta. A quarta fase, que consiste em interpretar os resultados, identificar os genes, sua função, seus defeitos e a relação desses com eventuais doenças é a tarefa mais difícil, que se estenderá por várias décadas.
A Celera, empresa privada da nova economia, vive do seu capital intelectual representado pelo seqüenciamento do genoma e pelo sistema de software que permite navegar pelo mesmo. Em Wall Street recebeu ofertas de um bilhão de dólares. Vários assinantes como a Pfizer e a Novartis, pagam 5 milhões de dólares por ano para usar seus dados.
A empresa depositou pedido de patente para seus genes humanos, o que acendeu uma grave polêmica.
Benefícios futuros
As informações genéticas serão a base de novos negócios que poderão revolucionar a agricultura, a alimentação e especialmente a saúde humana.
Ter finalizado o seqüen-ciamento de um gene não significa que sabemos qual proteína produz, qual a sua função nem como interage com outras proteínas.
Mas identificar os genes e situá-los nos 23 pares de cromossomos humanos é o primeiro passo necessário. Em seguida, os cientistas poderão desvendar os erros genéticos ou mutações à base de centenas de doenças, como diabetes, hipertensão, mal de Alzheimer, câncer e doenças cardíacas. |
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