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SUCOT |
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A FESTA DA ALEGRIA |

Sucá 1825 - Fischack, Alemanha
A Torá refere-se a Sucot como "a época de nossa alegria" pois, além de ser uma das festas judaicas mais alegres, compensa a solenidade e a gravidade dos dias que vão de Rosh Hashaná a Yom Kipur.
| Edição 30 - Setembro de 2000 |
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Sucot é uma das três festas de peregrinação prescritas na Torá e, na época do Grande Templo, os judeus de todas as partes dirigiam-se em peregrinação a Jerusalém para comemorá-la. Sucot inicia-se no dia 14 de outubro, 15 de Tishrei, duas semanas após Rosh Hashaná, e tem a duração de 7 dias. No oitavo dia comemoramos Shemini Atzeret e, no nono, Simchat Torá.
Em Sucot comemora-se a generosidade e a proteção que D'us dispensa a seu povo. Em Israel, Sucot coincide com o fim da estação da colheita, uma época em que D'us mostra Sua generosidade ao prover ao homem - através da natureza - os meios para seu sustento.
Em Sucot comemoramos também a preservação física de Israel durante os 40 anos em que vagou pelo deserto. Os milagres com que D'us abençoou os Filhos de Israel durante sua longa caminhada permitiram sua sobrevivência física e, portanto, em Sucot aprendemos que "D'us é Aquele que sustenta a natureza, Ele que distribui todas as formas de vida". Em Shemini Atzeret comemora-se algo ainda maior, ou seja, a preservação do espírito de Israel através do estudo da Torá. Em Simchat Torá alegramo-nos com a Lei que foi preservada ao longo dos tempos.
A sucá
Os preparos para festa de Sucot começam imediatamente após Yom Kipur, com o início da construção de frágeis e temporárias cabanas, as sucot (plural de sucá), dentro da quais, durante os sete dias da duração da festa, nós, judeus, devemos fazer nossas refeições e até mesmo dormir. O teto de uma sucá é feito de galhos ou plantas verdes, finos o bastante para deixar passar a chuva e permitir-nos avistar, através de seus orifícios, o brilho das estrelas.
A sucá serve para nos lembrar as dificuldades e intempéries enfrentadas pelos Filhos de Israel, após a saída do Egito, durante a travessia pelo deserto até a chegada na Terra Prometida. Lembra-nos também dos milagres que D'us realizou durante tão longo período, entre os quais destacaram-se as "nuvens de Glória", que cercavam e seguiam o povo de Israel em suas andanças pelo deserto. Naqueles anos difíceis, todo o povo era testemunha de como D'us os estava protegendo contra todos os elementos estranhos, preservando-lhes assim a vida.
Apesar das nuvens terem desaparecido na véspera da entrada dos filhos de Israel na Terra Prometida, os judeus de todas as gerações nunca deixaram de acreditar na Proteção Divina.
A sucá é denominada pelo nossos sábios de Tselá Demehemenutá - a sombra da fé, pois ao entrar dentro de uma sucá, demonstramos que toda nossa fé e segurança estão depositadas nas mãos do Criador. Ao deixar o conforto de nossas casas e a segurança de nossos lares, é lá, sob as folhas da sucá, que nos conscienti-zamos de nossas próprias limitações, pois sabemos que não bastam os tijolos das casas para proporcionar a proteção definitiva. Sem o olhar e a bênção do Todo-Poderoso, nossa fragilidade está sujeita às intempéries da vida e de nossa condição de mortais. |
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