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A ADL também denunciou a publicação de Os Protocolos dos Sábios de Sion no jornal The Dearborn Independent, pertencente a Henry Ford. Após anos de calúnia, Ford publicou um pedido de desculpas ao povo judeu. Em uma carta dirigida a Livingston, Ford manifestou a esperança de "que o ódio aos judeus, comumente conhecido como anti-semitismo, e o ódio contra qualquer outro grupo racial ou religioso, deixe de existir para sempre". A entidade lutou também contra as cotas que limitavam a presença de judeus em universidades, empresas e instituições públicas.

Novas Gerações

Atualmente a ADL está dividida em vários setores, e é reconhecida pelo seu trabalho em nível internacional. Possui uma divisão especial voltada à educação dentro e fora da comunidade judaica americana, responsável por vários programas, entre os quais o World of Difference (Mundo de diferenças), cujo objetivo é preparar estudantes, adultos e ativistas comunitários a vencer os desafios de um mundo globalizado, estimulando a tolerância entre diferentes grupos. Criado em 1994, este programa conta atualmente com o patrocínio do Ministério de Educação americano.

A divisão possui ainda o setor de Programas e Políticas Educacionais, encarregado de analisar currículos e materiais didáticos utilizados em escolas não judaicas. É também responsável pela elaboração de apostilas sobre temas ligados ao Holocausto, Israel e judaísmo para estabelecimentos de ensino não judaicos.

Ainda no campo educacional, a ADL atua diretamente nas universidades americanas. Esta área está a cargo do Departamento de Assuntos e Programas de Educação Superior. Seu objetivo é contra-atacar o anti-semitismo e todas as formas de difamação nas instituições de ensino superior dos EUA e, quando solicitado, no exterior, sempre através de posturas educacionais.

Quando criou a ADL, em 1913, Livingston talvez sequer imaginasse como a instituição se desenvolveria ao longo dos anos. Um longo caminho foi percorrido desde a divulgação dos primeiros relatórios sobre anti-semitismo, publicados na década de 20, até os estudos minuciosos que a ADL lança todos os anos, monitorando a trajetória dos anti-semitismo no mundo. Se os objetivos iniciais de erradicar o ódio aos judeus ainda não foi totalmente cumprido, com certeza a ADL vem desempenhando um papel fundamental, nesta luta, nos últimos 80 anos.
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