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"Algumas palavras educa-das e gorjetas generosas garantiram nosso acesso a locais muito bem vigiados, com relíquias incluindo inscrições em pedras com versões primitivas da menorá de sete braços e brasões turcos de famílias mortas", conta Ya'ari. Na cidade de Kerch - chamada pelos judeus da Idade Média de Sefarad (Espanha em hebraico) - na região da Criméia, as autoridades locais negam a existência dos khazares na área, mas muitos túmulos de judeus khazares já foram descobertos nos estreitos que ligam os mares Negro e Azov.

Em alguns museus russos nos quais estão expostos artefatos khazares, incluindo jóias em ouro, sua origem khazar-judaica não é mencionada. Ao contrário, os responsáveis afirmam que os khazares não possuíam uma cultura própria, apenas imitavam outras. Conseqüentemente, afirma Ya'ari, pouco se sabe sobre essa civilização, sequer a sua língua.

Para Pritzak, dos 35 mil judeus da Khazaria, cerca de oito mil foram absorvidos pela população russa e depois desapareceram. O destino dos demais não é muito claro. A origem de seus ancestrais, no entanto, afirma Pritzak, remonta aos judeus da Europa central e ocidental. Esta opinião é compartilhada pelo professor israelense Zvi Ankort, que acredita que os judeus ashquenazitas da Europa oriental são descendentes de migrantes que vieram do oeste após a queda do Império Khazar.

Enquanto o mistério sobre a origem e o destino dos khazares não é totalmente desvendado, no entanto, o tema está sendo usado pelos ultra-nacionalistas russos para disseminar seu anti-semitismo. Segundo eles, seria uma tentativa de "envenenar" o sangue russo e destruir a glória da herança russa. A cada dia surgem novos panfletos denunciando "a conspiração judaica" para glorificar os khazares.
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