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HOMENS DA HISTÓRIA |
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ALBERT EINSTEIN |

Einstein: cientista e humanista
Autor da Lei da Relatividade e Prêmio Nobel de Física de 1922, Albert Einstein foi eleito Personalidade do Século XX pela revista Time. Considerado o pai da Física Atômica, seu nome é consenso na comunidade científica mundial e ninguém duvida de que suas teorias revolucionaram a ciência abrindo perspectivas até então inimagináveis
| Edição 28 - Abril de 2000 |
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Não há ninguém no mundo que não tenha ouvido o nome de Einstein. Seja como humanista, cientista ou homem, todos falam de maneira corriqueira sobre a Teoria da Relatividade. No entanto, nem sempre foi assim. Houve mesmo momentos, no início de sua vida profissional, em que nem emprego como professor ele conseguia, apesar de seu diploma e de seus excelentes resultados acadêmicos.
Segundo a revista Time, que traz em sua edição de 10 de janeiro deste ano uma ampla reportagem sobre o físico, Einstein conseguiu seu primeiro emprego graças a uma recomendação do pai de Marcel Grossman, um de seus melhores amigos. Foi, então, em 1901, contratado como assistente técnico do Departamento de Patentes da Suíça. Quatro anos mais tarde, obtinha o seu doutorado.
Judeu assumido, apesar de ter sido criado em um lar no qual o judaísmo jamais fora praticado e, posteriormente, simpatizante do sionismo, Einstein sempre acreditou em Dus. Sempre defendeu a idéia de o cosmo ser uma obra harmoniosa, fruto de uma inteligência suprema, responsável pela organização da matéria e da vida.
Foi elogiado por um grão-rabino da França, Jacob Kaplan, que admirou a sua capacidade de conciliar a rigorosa pesquisa sobre o universo com a convicção da existência de uma força criadora superior. Sua ligação com o sionismo e o Estado de Israel levou o então primeiro-ministro David Ben-Gurion, em 1952, a convidá-lo a suceder Chaim Weizmann na presidência do Estado Judeu, convite que o físico recusou alegando não estar à altura do cargo. Anteriormente, havia participado ao lado de Weizmann da campanha para arrecadação de fundos para a criação da Universidade Hebraica de Jerusalém.
Einstein conseguiu ser a rara combinação de um gênio que possui um profundo senso de moral e é totalmente indiferente às convenções. Dono de uma personalidade controversa, segundo os seus amigos mais próximos, um tanto quanto temperamental principalmente em suas relações pessoais, Einstein foi o símbolo de tudo o que era novo, original e incerto na era moderna.
O jovem Einstein
Albert Einstein nasceu em Ulm, Alemanha, em 1879. Em sua certidão de nascimento constam as seguintes informações: "Nº 224. Ulm, 15 de março de 1879. Hoje, o comerciante Hermann Einstein, residente em Ulm, Bahnhofstrasse, 135, judeu, pessoa conhecida, compareceu perante o escrivão abaixo e declarou que uma criança do sexo masculino, que recebeu o nome de Albert, nasceu em Ulm, na sua residência, filho de Pauline Einstein, sua esposa, com o sobrenome Koch de solteira, judia, no dia 14 de março de 1879, às 11h30. Lido, confirmado e assinado: Hermann Einstein. O escrivão, Hartman". A casa de Bahnhofstrasse foi destruída durante um ataque aéreo em 1944, mas o registro de nascimento ainda se encontra nos arquivos de sua cidade natal.
Albert foi o primeiro dos filhos de Hermann e Pauline, depois do qual nasceu Maria, em 18 de novembro de 1881. Segundo Abraham Pais, autor da obra "Sutil é o Senhor
A Ciência e a Vida de Albert Einstein", provavelmente ela foi o ser humano a quem Einstein se sentiu mais ligado ao longo de sua vida. Chamava-a, carinhosamente, de Maja. Criados no seio de uma família predominantemente liberal, Einstein e sua irmã não receberam educação religiosa no lar e lhes foi transmitida uma visão pragmática face à religião. |
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