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PESSACH |
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CONTAGEM DO OMER |

Painel ilustrativo do Omer. Museu do Cemitério de Praga
"A partir do dia após o Shabat, no qual vocês trazem o feixe de trigo para oferenda, vocês deverão contar até completar sete semanas: vocês deverão contar 50 dias até o dia do término da sétima semana, quando deverão, então, trazer uma nova oferenda de grãos para o Senhor...". "Vocês deverão trazer de seus campos dois feixes de trigo como oferenda
No mesmo dia, deverá ser realizada uma comemoração, que deverá ser um momento sagrado". (Levítico 23:15-21)
| Edição 28 - Abril de 2000 |
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Assim explica a Torá o período do Omer que, literalmente, significa medida que se inicia na segunda noite de Pessach e estende-se até Shavuot. Segundo a Torá, no décimo sexto dia do mês de Nissan ou seja, o segundo dia de Pessach antes de iniciar a colheita dos seus campos, os judeus deveriam levar ao templo, uma oferenda dos novos grãos. E somente a partir desse dia, a colheita poderia ser totalmente utilizada. Após a data, iniciava-se, então,a contagem de 49 dias consecutivos até Shavuot, também chamada de Festa da Colheita de Trigo.
Com a destruição do Templo, não foi mais possível fazer a oferenda, mas a tradição de se contar os dias entre Pessach e Shavuot, conhecida como Sefirat Haomer, continuou sendo observada pelos judeus através dos séculos. A contagem deve ser sempre feita ao anoitecer, quando, segundo o calendário judaico, um novo dia começa. A Contagem do Omer tem início com a recitação de um Salmo e, em seguida, diz-se a prece do Omer, repetindo o número de dias nos quais esta vem sendo realizada, como mostra o exemplo: "Este dia completa vinte dias, que representam duas semanas e seis dias do Omer".
Os cabalistas consideram o período do Omer como um tempo de profunda preparação para o recebimento da Torá, ocorrido em Shavuot. Outros o consideram um período de penitência ou como um tempo para se preparar a mente para a Revelação no Monte Sinai. Os 49 dias do Omer são resultantes da multiplicação de sete vezes as sete sefirot, que representam os aspectos divinos e humanos da personalidade: hessed amor; guevurá força e julgamento, incluindo a raiva; tiferet glória, orgulho e equilíbrio interior); netzá triunfo e engrandecimento; hod beleza; yessod criação, incluindo energia sexual; malchut realeza, autoridade e também o componente feminino na personalidade masculina).
Segundo a Cabalá, cada um desses sete elementos contém todos os demais, somando um total de 49 aspectos do humano e do divino. Em cada um dos dias da Contagem do Omer, os cabalistas procuram restaurar ou elevar dentro de si mesmos a combinação das sefirot que fazem parte daquele dia específico. Ou seja, no primeiro dia do Omer, concentram-se no conceito de hessed, amor, aprofundando-se no amor mais puro que a alma pode encontrar dentro de si mesma. No segundo dia, concentram-se em guevurá contida em hessed, ou seja, a raiva ou julgamento que existe naquilo que se ama; e assim por diante.
A época da Contagem do Omer é considerada também de luto, pois várias tragédias atingiram o povo judeu neste período, como por exemplo, a perseguição aos discípulos do Rabi Akiva, pelos romanos, durante o século II da era comum; ou a morte dos judeus durante as Cruzadas; e, mais recentemente, durante a Segunda Guerra Mundial, a destruição do Gueto de Varsóvia. Assim, casamentos e festas não são realizados neste período. A única exceção é feita no 33º dia do Omer, quando se festeja Lag Baomer, data na qual encerraram-se repentinamente as perseguições contra os seguidores do Rabi Akiva. |
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