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Foto Ilustrativa
Só eu sei todos os momentos, emoções, influências, no pensamento e pessoas que o Netzah colocou em minha vida.
| Edição 26 - Dezembro de 1999 |
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Tudo começou mais ou menos aos 6 anos, quando tive a primeira curiosidade sobre esse nome que era repetido por meu irmão (2 anos mais velho) e seus amigos, que acabavam de entrar no movimento. Cheguei até a ter o gostinho de frequentar uma peulá na kvutzá deles, e também ouvir aquela frase que veio a ser repetida por mim quando madrich: "Volta daqui a um ano."
Aos oito anos já estava no Netzah. A casa velha (azul), a 1ª machané, a famosa do sítio da Flávia. Com o tempo fui fazendo novos amigos.
Me passa agora na cabeça a imagem de cada madrich que tive. As machanót eram espetaculares!! Como era difícil voltar à realidade das aulas. Uma das grandes marcas das machanót, além do ataque, eram as músicas que os madrichim nos ensinavam. Tenho várias gravadas. Chegaram até a moldar meu gosto musical.
Da casa velha à sinagoga da Bela Cintra. Durante a adolescência, paralelo ao bar mitzvá, todas as mudanças hormonais e racionais foram compartilhadas com meus amigos. A partir daí, também comecei a dar mais valor à questão judaica, e tenho certeza de que as reuniões, me esclareceram de maneira muito natural neste aspecto.
Veio a casa nova. Que mudança radical!! Mais tarde, em 94 já era tempo de Machon - Mendzá Argentina. Que viagem!! Quantos conhecimentos. Nos tornamos grandes amigos. Foi difícil a despedida.
Em julho do mesmo ano embarcamos para Israel com o Tapuz. Pela primeira vez - e me vem lágrimas nos olhos nesse momento - toquei no kotel, que durante 17 anos de minha vida ouvi falar e vi em fotos, mas que até então era só uma lenda. Além disso pisei nos quatro cantos daquela casa que é Eretz Israel. Mais tarde voltaria por mais um ano, durante o meu shnát em 97 (um grande marco em minha vida). Dormir e acordar, rezar, trabalhar cinco meses num kibutz, estudar todos os dias durante quatro meses no Machón le Madrichim em Jerusalém; tudo isso rodeado de histórias, aventuras, risadas, choros, amigos e sentimentos.
De volta ao Brasil, passei o que pude para meus chanichim na Hadrachá que começara 2 anos antes. Tornei-me Rosh Chinuch (Responsável por educação) da Tnuá, e participando da Hanagá (liderança) do Netzah, perdia conta de quantas vezes cheguei em casa depois das 2 da manhã, junto com os outros componentes.
No seminário Bogrim Manhi-gim em Israel, fui Madrich de nível 1 do Machon de janeiro de 99. Que emoção, fazer amizade com uma kvutzá desconhecida. Terminei minha última peulá na machané de junho, em prantos pelos meus chanichim e co-madrichim.
Refletindo, agora, o nome, Netzah é um título dado a uma casa. Tanto que nas férias se diz que não tem Netzah. Não! São os chanichim e os madrichim que foram transportados para as Ilhas Canário, todos.
É incrível!!! Eu fui o Netzah dos 8 aos meus 22 anos!
Já sei a quem agradecer. A meus pais por me colocarem no Netzah, a todos que proporcionaram a continuidade, os que foram e são o Netzah hoje, e sobretudo a D'us que rege tudo isso.
Clement Benatar,
Netzah 1985-1999 |
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