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O Grão-Rabino Meir Lau, sobrevivente do Holocausto, que havia-se encontrado com o papa antes de sua visita a Yad Vashem, afirmou, quando lhe perguntaram se estava satisfeito com o pedido de perdão: "Foi um bom pronunciamento – muito emocional – mas prefiro aguardar o segundo capítulo".

Apesar da atitude do Papa João Paulo II, o caminho da reconciliação é longo e difícil, pois como expressou Ehud Barak, "É impossível superar todas as dores do passado num só dia".

Um dos momentos mais emocionantes da visita a Yad Vashem foi o reencontro do Papa João Paulo II com Edith Tzirer, judia polonesa de 69 anos a quem o então padre Karol Wojtila alimentou e carregou nas costas por três 3 km, até chegar a uma estação de trem. Nessa ocasião, ela, com 14 anos, doente e sem forças, havia sido recém liberada do campo de concentração Skarzy-Kamienna. Provavelmente, esta atitude salvou-a da morte. Ao reencontrá-lo, Edith chorou e conversou com ele em polonês, apertando seu braço em sinal de afeto.
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