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Yoni, um herói idealista - ed.34 - Página1
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Foto Ilustrativa
Vinte e cinco anos após sua morte à frente da força-tarefa
que resgatou os reféns em Entebe, Yonatan Netanyahu ainda é
considerado um herói em Israel.
| Edição
34 - Setembro de 2001 |
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Vinte e cinco anos após
sua morte à frente da força-tarefa que resgatou os reféns
em Entebe, Yonatan Netanyahu ou simplesmente Yoni, como era chamado
ainda é considerado um herói em Israel e no exterior
por aqueles que vivenciaram, mesmo à distância, os eventos
ocorridos entre 27 de junho e 4 de julho de 1976. Único militar
israelense caído durante a ação, tornou-se símbolo
de patriotismo e da luta pela liberdade.
Natan Sharansky, atual líder do Partido Israel Ba-Aliá,
representante dos imigrantes da ex-União Soviética em Israel,
disse sobre a missão: Quando eu estava na prisão,
na Sibéria, e ouvia aviões sobrevoando a região,
sempre me lembrava de Entebe e tinha a certeza de que um dia também
seria libertado. Tinha a sensação, e acho que todos os judeus
em qualquer lugar do mundo também têm, que se houvesse problemas,
Israel faria tudo para ajudar. A pessoa de Yoni foi o símbolo dos
acontecimentos. Ele era, ao mesmo tempo, um super-homem e um homem comum.
Uma espécie de herói bíblico que nos faz sentir que
qualquer um de nós poderia ser como ele ou como os outros que lutavam
pela liberdade.
O nome de Yoni ganhou notoriedade maior quando, após a sua morte,
foi lançado o livro As cartas de Yonatan Netanyahu, uma coletânea
de textos escritos durante sua juventude e seus anos no exército,
cujo conteúdo revelou seus pensamentos íntimos, sentimentos
por Israel e suas convicções sionistas. A entrada de seu
irmão, Binyamin Bibi Netanyahu, para a vida política,
nas décadas de 80 e 90, também contribuiu para reviver seu
feito em Entebe.
Yoni não precisava morrer para se tornar uma lenda, pois
já o era enquanto estava vivo. Desde criança nós
sabíamos que ele seria um homem de atitudes marcantes e decisivas.
Aqueles que o conheceram como comandante no exército sabiam que
Yoni era um ser humano especial, sabiam do que ele era capaz em combate
e a maneira como atuou durante o resgate de um soldado, Yossi Ben-Hanan,
na Guerra de Yom Kipur, em 1973, costuma afirmar Bibi.
Nascido em 13 de março de 1946, era o mais velho de três
irmãos Bibi, três anos mais novo, e Iddo, com seis
anos menos que ele. Criado em um lar sionista o pai era historiador,
Yoni é lembrado por seus companheiros de juventude como um indivíduo
com uma liderança inata. Segundo Naomi Chazan, deputada da Knesset
pelo Partido Meretz que foi sua colega de classe em Jerusalém,
Yoni era definitivamente um dos líderes da classe e tinha uma personalidade
muito competitiva, tanto nos esportes quanto nos estudos. Éramos
muito amigos, formávamos um grupo muito unido e ele era muito bom
em tudo o que fazia.
Esta é também a opinião de seu irmão Iddo,
que lembra de Yoni brincando nas ruas da vizinhança de Katamon,
onde a família morava. Ele não tinha medo de nada,
nem dos garotos maiores. Era um excelente atleta e um exímio jogador
de futebol. Quando morávamos nos Estados Unidos, foi capitão
do time de segundo grau da Escola Cheltenham, na Filadélfia. Anos
mais tarde, o treinador nos disse que ele poderia ter-se tornado um jogador
profissional. Mas ele fez outra opção, preferindo seguir
a carreira militar.
Segundo seus irmãos e amigos, Yoni jamais gostou de viver nos Estados
Unidos, para onde a família se mudou quando ele tinha 17 anos,
para que seu pai, Bentzion, pudesse aprofundar suas pesquisas sobre história
judaica. Mesmo obtendo notas excelentes na escola, falava sempre em voltar
a Israel, o que acabou fazendo ao completar 18 anos e decidir alistar-se
nas Forças de Defesa de Israel (FDI). Optou pelo núcleo
mais difícil a unidade de pára-quedistas. Mesmo no
exército, manteve estreito contato com os pais e irmãos
e, em suas cartas, colocava-os a par de suas idéias e projetos. |
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| N.79/março 2013 |
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