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A verdade histórica da Revelação Divina no Sinai



Foto Ilustrativa

Edição 75 - abril de 2012

Em Shavuot comemoramos a Revelação Divina no Monte Sinai. O acontecimento é, sem duvida, o pilar sobre o qual o judaísmo se mantém. mas terá realmente ocorrido?

Deísmo é a crença de que a lógica e a observação do mundo natural podem determinar que o universo é o produto de um Criador todo poderoso. Segundo os deístas, D’us criou o Universo para logo o abandonar, deixando-o seguir seu próprio curso.

O deísmo é uma filosofia religiosa, não uma religião; pois se D’us não se relaciona com Suas criaturas, que diferença faz ao homem como o Universo foi criado? No que toca aos seres humanos, a religião tem que ser baseada na Revelação Divina. Se D’us nunca Se tivesse revelado ao homem, cada religião seria alguma forma de deísmo: a lógica nos compeliria a crer em um Criador, mas nós não teríamos evidência alguma de Sua existência. Na ausência da Revelação Divina, não saberíamos como nos relacionar com D’us e, portanto, não haveria uma interface real entre D’us e o homem.

Diferentemente do deísmo, a verdadeira religião se origina em D’us, e não no homem. Esta não se pode basear nas conjecturas de uma mente humana, limitada, ou nos desejos do coração humano. Pelo contrário, precisa basear-se em fatos e verdades. A fé que não se baseia em fatos é despida de significado: também os idólatras, têm sua fé; e quem pode ser tão presunçoso ao ponto de afirmar que suas crenças, quando não calcadas em fatos, são mais válidas que a do outro? Portanto, a essência da verdadeira religião – ao menos pela perspectiva do homem – é a Revelação Divina. A verdadeira religião é baseada não no que o homem pensa ou diz sobre D’us, mas na Verdade e no que D’us diz ao homem.

Diferentemente das especulações teológicas e dos devaneios filosóficos, a Revelação Divina não é matéria subjetiva. Não é uma ideia, um ideal ou uma experiência que ocorre dentro da mente ou do coração humano. Trata-se de um evento pelo qual o homem deve passar.

Shavuot e a Revelação Divina no Sinai

A festa de Shavuot, celebrada em 6 e 7 do mês de Sivan, comemora o evento mais significativo na História Judaica – a Revelação Divina no Monte Sinai e a subsequente entrega da Torá ao Povo Judeu. Cinquenta dias após o Êxodo, D’us abertamente Se revelou a aproximadamente três milhões de judeus – homens, mulheres e crianças – a quem Moshé liderou para fora da escravidão no Egito.

Mas será que esse evento realmente ocorreu? Como a Torá o descreve não como experiência mística, mas evento histórico, sua veracidade não está sujeita à interpretação: ou ocorreu ou não ocorreu. Se D’us realmente Se revelou ao Povo Judeu no Sinai, o judaísmo se baseia em fato. Mas, se Ele não o fez – se o relato da Torá é uma lenda – a veracidade não apenas do judaísmo, mas de todas as demais religiões, é posta em dúvida já que nenhum outro povo jamais alegou ter vivenciado a Revelação Divina. Se o Criador não Se revelou no Sinai, nós, seres humanos, somos todos deístas, na melhor das hipóteses. E se o judaísmo se baseia em uma lenda, também o cristianismo e o islamismo o são, pois essas duas religiões derivam da fé judaica.

O judaísmo se mantém sobre um pilar: a Revelação Divina no Sinai. O restante é comentário. Não tivesse esse evento ocorrido, nossa única fonte de conhecimento sobre D’us e Sua Vontade – sobre como o Eterno se relaciona com o homem e o que Ele espera dele – seriam as supostas profecias dos seres humanos que, por definição, são falíveis.

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